<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929</id><updated>2012-02-11T10:06:54.862-03:00</updated><category term='crítica'/><category term='Anjos'/><category term='Palco Giratório'/><category term='teatro'/><category term='Amém'/><category term='performance art'/><category term='cinema'/><category term='Armazém'/><title type='text'>textostelona</title><subtitle type='html'>Críticas de literatura (textos) e cinema (telona) e também de teatro e música, quando necessário. Artes visuais somente para fruição. Alguma entrevista mais especial também terá vez.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>72</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-7619808025183202020</id><published>2012-02-11T10:04:00.002-03:00</published><updated>2012-02-11T10:06:54.871-03:00</updated><title type='text'>Dama de Ferro, filme de bronze</title><content type='html'>Uma das melhores atrizes em atividade no cinema mundial interpretando uma das personagens mais ricas e controversas da política internacional, isto é, Meryl Streep vivendo Margaret Thatcher no cinema. Certeza de um grande filme, não é mesmo? Não mesmo. O que temos na obra dirigida por Phillida Lloyd, A Dama de Ferro, é uma grande personagem vivida por uma excelente atriz, com infinitos recursos cênicos, mas o filme passa longe de ser grande. A narrativa adota um esquema burocrático e com aqueles flashbacks que truncam a narrativa, procedimento que Clint Eastwood já tinha adotado em J. Edgar sobre o poderoso líder e fundador do FBI, J. Edgar Hoover. Naquele filme também o que empolga é a brilhante atuação de Leonardo DiCaprio, mas a trama não decola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aXVzzl0twzk/TzZnqCTjrHI/AAAAAAAAAVc/Eqs6eidu4sk/s1600/Poster_ADamadeFerro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-aXVzzl0twzk/TzZnqCTjrHI/AAAAAAAAAVc/Eqs6eidu4sk/s320/Poster_ADamadeFerro.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao filme. A diretora situa Margaret Thatcher já nos anos 2000 apresentando sinais de demência e vigiada para não sair de casa sozinha. A primeira cena mostra uma senhora idosa na fila de um pequeno mercado, contando as moedas para comprar a leite. Esta senhora que caminha por dificuldade pelas ruas de Londres foi a primeira mulher a se tornar primeira-ministra britânica entre 1979 e 1990, ganhando o apelido de dama de ferro por ter um estilo firme, agressivo e por vezes cruel no exercício do mandato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plot de Phyllida Lloyd, a partir do roteiro de Abi Morgan, é a tentativa de desligamento do marido Denis (o sempre eficiente Jim Broadbent), morto recentemente. A simbologia do luto está ligada ao fato de ela tentar se desfazer das suas roupas e sapatos. Os sintomas da demência estão associados ao fato de que Margaret ainda conversa com Denis, que sempre aparece alegre para ela, e repete frases que disse em vida para ela “ser firme” e não se intimidar com os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas conversas imaginárias com Denis, o seu passado aparece desde o tempo em que assistia aos comícios de seu pai, prefeito na pequena Grantham, até o momento em que vai para Oxford e se candidata ao Parlamento pelo Partido Conservador. Em alguns momentos, a diretora assume a porção feminista do filme, pois Maggie Thatcher precisa enfrentar a zombaria dos homens, como na cena em que ela debate pela primeira vez no Parlamento inglês.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O viés político de Thatcher aparece bem pouco, ou menos do que deveria. Os grandes momentos são a guerra das Malvinas e também as políticas de austeridade, com cortes nos gastos públicos, medida bastante impopular nos anos 80.&amp;nbsp; A diretora Phillida Lloyd já tinha dito em entrevista que evitou um posicionamento político, mas seria impossível fazer um filme como “Pollock” sem exaltar a obra de Jackson Pollock no nascituro da Action Painting, apesar de o filme de 2000 com direção e atuação de Ed Harris também ter desperdiçado muita tinta ao tentar abordar a carreira de Pollock&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9WQ_J7EXudM/TzZnr3anpfI/AAAAAAAAAVk/KZcHROK3kqM/s1600/dama+de+ferro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-9WQ_J7EXudM/TzZnr3anpfI/AAAAAAAAAVk/KZcHROK3kqM/s320/dama+de+ferro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas Meryl Streep é o que faz a roda girar. Com uma maquiagem mais regular e eficiente (assinada por Mark Coulier, indicado ao Oscar), ao contrário de J. Edgar, de Eastwood, que inclui um envelhecimento perfeito e o capricho no laquê do famoso penteado e uma prótese dentária, que auxilia no acento britânico perfeito e na impostação similar a voz da Thatcher real, Streep tem todas as credenciais para receber o seu terceiro Oscar, numa disputa acirrada que terá com Viola Davis, de Histórias Cruzadas, pela estatueta. Streep faz a Dama de Ferro virar realidade para os mortais não-ingleses, que conviveram pouco com a emblemática figura, mas o filme derrapa neste imbróglio narrativo com flash backs truncados e com pouca alma lírica e a resolução do filme (não posso contar por aqui) deixa a desejar, trabalhando demais no plano íntimo e&amp;nbsp; pouco no plano público, apesar de expor de forma apenas rasa o que a perda de poder faz com uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme mediano para a grandeza da personagem histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crédito: Paris Filmes / Divulgação&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-7619808025183202020?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/7619808025183202020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=7619808025183202020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7619808025183202020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7619808025183202020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2012/02/dama-de-ferro-filme-de-bronze.html' title='Dama de Ferro, filme de bronze'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aXVzzl0twzk/TzZnqCTjrHI/AAAAAAAAAVc/Eqs6eidu4sk/s72-c/Poster_ADamadeFerro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-4472788823621182960</id><published>2012-02-04T13:07:00.002-03:00</published><updated>2012-02-04T13:07:48.876-03:00</updated><title type='text'>As lições do silêncio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Enfim, o cinema se voltou para a sua própria história, paraa sua base, para os primeiros pilares da sua construção audiovisual. Não é àtoa que “O Artista” tem dez indicações ao Oscar, recebeu três Globos de Ouro,incluindo filme e diretor, foi o melhor filme do Critics Choice Awards, entreoutras láureas. O filme de Michel Hazanavicius nos apresenta as lições dosilêncio, do tempo em que ver e fazer um filme era um acontecimento, não quenão o seja atualmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Desde o início a história nos arrebata, pois começamos aassistir a um filme mudo que mostra um astro do cinema mudo em ação, GeorgeValentin (ator cheio de recursos cênicos). Ele observa por trás da tela o filmeno qual ele é o protagonista e a orquestra executa a trilha ao vivo (aí abro parêntesespara a trilha de Ludovic Bource, que é um acontecimento, dando a cada cena oritmo e tom cômico dramático necessário).&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;George Valentin é o ator que está no topo e quer aparecer mais do quetodos nos créditos, nos aplausos pós-filme. Está no auge. O ano é 1927.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g6EkCMcRnwc/Ty1XlZutPwI/AAAAAAAAAVE/3MBGlvfVHn0/s1600/The-Artist_full_600.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-g6EkCMcRnwc/Ty1XlZutPwI/AAAAAAAAAVE/3MBGlvfVHn0/s320/The-Artist_full_600.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nos filmes, ele sempre aparece com seu treinadíssimocachorro (Uggie), que rola e se finge de morto, mas tem outras habilidades emcena. Num dia, quando está saindo de mais uma estréia, cercado pelos fãs efotógrafos, George esbarra em Peppy Miller (Berenice Bejo), uma aspirante afigurante de cinema em Hollywoodland. O esbarrão e o beijo que ela lhe dá naface viram notícia e ela acaba virando figurante de um filme de George. Umnatural clima rola, pois George não vive mais uma paixão por sua esposa(atuação discreta de Penelope Ann Miller).&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Até aí seguimos no ritmo do filme mudo, com pouco conflito, o ator deobras silenciosas segue sorrindo, fazendo caretas e mexendo com a boca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nTPq7CF6BqM/Ty1XSn-zABI/AAAAAAAAAU8/uI741K5dDMI/s1600/o+artista.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-nTPq7CF6BqM/Ty1XSn-zABI/AAAAAAAAAU8/uI741K5dDMI/s320/o+artista.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O produtor (John Goodman) do Kinograph Studios é queapresenta o conflito, quando mostra um filme falado para George, “Romeu eJulieta”, com Constance Grey, uma ex-parceira de obras mudas. George ri e dizque não acredita neste tipo de filme.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Oprodutor lhe diz que este é o futuro. A partir deste ponto, a queda&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;está declarada e o filme ganha a suaintensidade dramática e passa a emocionar a cada minuto. Com uma trilhaprecisa, o drama de George e a ascensão de Peppy com filmes falados, ospersonagens ganham corpo e o som aparece pela primeira vez no próprio filme deHazanavicius num pesadelo de George, que ouve risadas dos demais artistas e obarulho dos objetos no seu camarim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Deste momento em&amp;nbsp;diante, o filme nos apresenta um rosário dereferências que passam por Cantando na Chuva e A Felicidade não se Compra, emostra o fim de uma era tão necessária ao cinema, dos filmes mudos, e o inícioda falada, que foi agregada nas últimas décadas pelas eras technicolor, digital,de efeitos especiais e mais recentemente 3D. A derrocada de George é a troca dovelho&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;pelo novo, do vinil e da fita cassetepelo CD e MP3, da tevê pelo vídeo, DVD e blu-ray,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;do livro pelo ebook, do cinema mudo pelocinema falado. O filme fala de amor, de gratidão, de fidelidade em relação aGeorge, representada pelo cão que o salva da morte, do chofer Clifton, que nãoquer abandonar o patrão, e de Peppy, que quer cuidar de George enquanto eledestrói&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o pouco que restou da sua vida ecarreira. Um filme para os amantes da mais pura sétima &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;arte e que vai merecer todos os prêmios quevier a ganhar ainda nas próximas semanas. Que se façam mais filmes mudos, poisa história do cinema acabou de ganhar mais um capítulo com o Artista.&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;Fotos: Miramax &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-4472788823621182960?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/4472788823621182960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=4472788823621182960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4472788823621182960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4472788823621182960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2012/02/as-licoes-do-silencio.html' title='As lições do silêncio'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-g6EkCMcRnwc/Ty1XlZutPwI/AAAAAAAAAVE/3MBGlvfVHn0/s72-c/The-Artist_full_600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-7516730144548946415</id><published>2012-01-22T23:54:00.001-03:00</published><updated>2012-01-22T23:54:54.328-03:00</updated><title type='text'>Mulheres no poder</title><content type='html'>&lt;br /&gt;O diretor romeno Radu Mihaileanu já provou no filme O Concerto que tem uma capacidade acima do comum de entender as necessidades e demandas de alguns grupos, fazendo com que as canções sejam o elo de ligação entre estes personagens. Foi assim que os antigos membros da orquestra Bolshoi conseguiram viajar sem autorização do governo russo para se apresentar no Teatro de Châtelet em Paris. A música é o elo de ligação entre as protagonistas mulheres de A Fonte das Mulheres. Com os lamentos, com as cantorias cheias de percussividade, as mulheres do filme falam das suas tragédias e alegrias, quando nascem filhos ou quando os filhos morrem antes de nascer porque as mulheres são obrigadas a buscar água para a pequena aldeia localizada entre o norte da África e o Oriente Médio. É a tradição, dizem os homens e o xeque do local, pois a água é para o serviço de casa. Está no Corão, diz o líder religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leila (Leila Bekhti) é a estrangeira, veio de longe para casar com Sami. Ela não é aceita pela sogra Fátima (Hiam Abbass), pela cunhada e por muitas das mulheres da aldeia. Ela aprendeu a ler e escrever e não aceita esta sina de as mulheres, mesmo sendo mais frágeis, andarem quilômetros com dois baldes pendurados numa vara de madeira para trazerem água aos maridos, aos homens, que não têm nem trabalho, não há colheita, e nem guerras, pois o tempo é de paz. Ajudada pela líder feminina da aldeia, Velho Fuzil (uma interpretação primorosa de Biyouna), Leila sugere que as mulheres façam greve de amor ou greve de sexo, caso os maridos não concordem em eles mesmos irem buscar a água. A referência é básica no texto “Lisístrata – a Greve do Sexo”, do grego Aristófanes. “É o nosso único poder sobre os homens”, diz Leila para tentar convencer as amedrontadas mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ela adquire inimizades, principalmente entre o público masculino da aldeia. Leila briga, invoca o Corão, não cede, quer o caminho mais difícil. O filme teria tudo para cair no piegas, mas não. Ele se aprofunda nos dramas, se solidifica no amor de Leila e Sami (Saleh Bakri), que é ameaçado pela chegada de um jornalista que ama Leila. O jornalista Soufiane (Malek Akhmiss) também é considerado a salvação para abrir o verbo e contar ao país inteiro a história das mulheres, que acabam apanhando em casa e sendo submetidas a certas humilhações em público. Sami tem outra tarefa. Ele é o único professor da aldeia, tem que educar, mas não pode fugir muito das tradições. Ele apoia Leila incondicionalmente. A sogra porém quer que o filho a repudie, o que seria uma vergonha para os pais dela e a condenaria a ser solteira para sempre naquela cultura machista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres que lideram a greve pedem atenção aos homens, mas são chamadas de feiticeiras. Para não descambar para a pieguice, os lamentos, os cantares são o antídoto ideal. Quando elas cantam, tudo se assenta, os homens fazem vistas grossas, mas acabam recebendo a mensagem de que os seus corações secaram como a terra da aldeia. Entre o trágico e o cômico, elas avançam algumas jardas, mas a força política e religiosa dos homens é grande. Na verdade, a briga seria pela água na aldeia, pois a seca é personagem insistente e no filme a mensagem é de que a luta continua, companheiro, pelos direitos, pela igualdade, pelo amor. Amor que move a personagem Loubna/Esmeralda (Hafsia Herzi, a Samira, de “L´Apollonide – os Amores da Casa de Tolerância”). Com ajuda de Leila, ela manda e recebe cartas de um amor fora da aldeia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme com uma dúzia de lições, que não se rende à pieguice, que mostra que o amor pode vencer e que a luta pelos direitos não pode ser em vão. O filme também nos presenteia com uma visão imparcial e modernista da cultura árabe, dos muçulmanos, do islamismo, além de uma paisagem fora de série, das locações no Marrocos. Assina a produção do filme (que é belga, francesa e italiana) o francês Luc Besson. Um filme belo e com uma temática bastante profunda, visceral neste mundo multiétnico, mostrando a mão firme do diretor romeno, sempre preocupada com as questões do mundo atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iDRjl1BmVnQ/TxzL1G8tV9I/AAAAAAAAAUs/o2resNcNA84/s1600/cena-do-filme-a-fonte-das-mulheres-de-radu-mihaileanu_paris+filmes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="156" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-iDRjl1BmVnQ/TxzL1G8tV9I/AAAAAAAAAUs/o2resNcNA84/s320/cena-do-filme-a-fonte-das-mulheres-de-radu-mihaileanu_paris+filmes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0r-iHH4WA1g/TxzL4vaDz8I/AAAAAAAAAU0/uF_PNBX6ILE/s1600/fonte+mulheres_paris+filmes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-0r-iHH4WA1g/TxzL4vaDz8I/AAAAAAAAAU0/uF_PNBX6ILE/s320/fonte+mulheres_paris+filmes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Crédito da foto: Paris Filmes / Divulgação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-7516730144548946415?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/7516730144548946415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=7516730144548946415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7516730144548946415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7516730144548946415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2012/01/mulheres-no-poder.html' title='Mulheres no poder'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-iDRjl1BmVnQ/TxzL1G8tV9I/AAAAAAAAAUs/o2resNcNA84/s72-c/cena-do-filme-a-fonte-das-mulheres-de-radu-mihaileanu_paris+filmes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-3043696076143910272</id><published>2012-01-16T09:48:00.001-03:00</published><updated>2012-01-16T09:49:06.082-03:00</updated><title type='text'>Menino ou menina?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-B80f3DCdErM/TxQcQhtV4tI/AAAAAAAAAUY/gvSPvurihGE/s1600/tomboycartaz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-B80f3DCdErM/TxQcQhtV4tI/AAAAAAAAAUY/gvSPvurihGE/s320/tomboycartaz.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yQYWjad2o6Q/TxQcUUO56_I/AAAAAAAAAUg/Edvl8l5VN5M/s1600/tomboy-04.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="177" src="http://2.bp.blogspot.com/-yQYWjad2o6Q/TxQcUUO56_I/AAAAAAAAAUg/Edvl8l5VN5M/s320/tomboy-04.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Menino ou menina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta do título desta crítica poderia ser feita a qualquer mãe ou pai que anuncia a gravidez do casal ou pelo casal ao médico que faz a ecografia que determina o sexo da criança. A determinação do sexo de uma criança é uma das coisas mais importantes para a maioria dos pais, para outros não. A proposta da diretora francesa Céline Sciamma (Lírios D´Água) em Tomboy é primeiro tornar natural e num primeiro momento irrevelante esta pergunta. Com este naturalismo, desprovido de efeitos cinematográficos como trilha sonora, luzes, explosões, a cineasta que criou o roteiro e dirigiu o filme acerta a mão e nos oferece um singelo retrato da sexualidade a ser determinada entre a infância e adolescência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que eu esteja tecendo este comentário, é importante que o espectador vá para a sala de cinema despido de qualquer ideia pré-concebida de sexualidade e vá esperando um cinema com teor dramático, no qual as coisas acontecem no seu tempo, isto é, o ritmo se determina pela ação natural dos personagens. Lembra um pouco Entre os Muros da Escola, filme dirigido por Laurent Catent, sobre uma escola pública francesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não pareceria natural no filme acaba sendo. Laure (Zoé Héran) é a filha mais velha de um casal francês que está se mudando de bairro. Ela se veste como menino, corta os cabelos curtos, mas em nenhum momento isto é um problema dentro de um lar bastante amoroso. Após chegar ao bairro novo ajudando o pai (Mathieu Demy) a dirigir o carro da família – aí também já é explorado um subtexto necessário que é o apego do pai e filha, a vontade do pai de ter um filho homem, o que acaba acontecendo com o terceiro filho que acaba nascendo (são duas meninas, Laure e a mais nova Jeanne, de seis anos, com uma excelente interpretação de Mallon Lévanna, apesar de adultizada demais) – Laure olha pela janela o que serão os novos amigos e ao conhecer a primeira amiga, Lisa (Jeanne Disson), responde instintivamente que o seu nome é Mickäel. Aí o conflito começa a ser estabelecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira brincadeira, Mickäel/Laure mostra as suas habilidades de menino, força, velocidade, esperteza e com ajuda de Lisa passa a ser melhor aceito pelo grupo. Então, Laure segue tranquila sendo Mickäel para os amigos e Laure com jeito masculino em casa. Como estão em férias escolares, o conflito não é estabelecido no âmbito dos novos amigos, mas as aulas irão começar e o segredo não poderá mais ser guardado. Quando Lisa vem bater a porta do apartamento de Laure, perguntando por Mickäel, a irmã Jeanne adentra o segredo e vira cúmplice. Lisa rouba um beijo de Mickäel e algo&amp;nbsp; desperta entre eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a mãe (Sophie Cattani) descobre que ele está se fazendo passar por um menino vem a primeira lição do filme e uma das frases para serem guardadas. A mãe obriga Laure a colocar um vestido azul e a ir na casa de Lisa e de um menino no qual Mickäel deu uma surra. Parece uma agressão ao natural de Laure que é ser Mickäel, mas não é como diz a mãe: “Não estou aqui para lhe dar uma lição ou para fazer maldade com você, quero ver uma solução para isto, você tem a solução?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estas sutilezas e naturalismos, trilha sonora utilizada somente do aparelho de som de Lisa, de um piano de brinquedo de Jeanne e no início e final do filme, Celine Sciamma cria um filme real, que aborda com a maior normalidade possível sobre o tema, com atores tão orgânicos que parecem não-atores, enfim, nos deixa sair contentes e despidos de preconceitos da sala de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Pandora / Divulgação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-3043696076143910272?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/3043696076143910272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=3043696076143910272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3043696076143910272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3043696076143910272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2012/01/menino-ou-menina.html' title='Menino ou menina?'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-B80f3DCdErM/TxQcQhtV4tI/AAAAAAAAAUY/gvSPvurihGE/s72-c/tomboycartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-2741223628104519432</id><published>2012-01-15T13:03:00.001-03:00</published><updated>2012-01-15T13:09:00.930-03:00</updated><title type='text'>Uma comédia para degustar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6O96gADM_Ik/TxL6DHXzNdI/AAAAAAAAAUQ/XeoKgVrlGJY/s1600/filme%2Brom%25C3%25A2nticos%2Ban%25C3%25B4nimos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 221px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6O96gADM_Ik/TxL6DHXzNdI/AAAAAAAAAUQ/XeoKgVrlGJY/s400/filme%2Brom%25C3%25A2nticos%2Ban%25C3%25B4nimos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697891410002523602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num dos primeiros diálogos entre os protagonistas de Românticos Anônimos, produção franco-belga dirigida por Jean-Pierre Améris, Jean-René (Benoît Poelvoorde) diz a Angélique (Isabelle Carré) se ela ama o chocolate e o que o maior problema dos chocolateiros e das pessoas em geral é confundir chocolate com doce. Ela retribui falando do amargor que é um dos elementos necessários a um bom chocolate. Somente ao falar de chocolate, eles mostram verdadeiramente o a sua alma, o seu amor, mas amargam na vida o fato de serem “emotivos” (o título original do filme é Les Emotifs Anonymes), de serem tímidos, de suarem, gaguejarem, terem autoestima baixa, entre outras coisas A brincadeira dos emotivos anônimos já começa logo no início do filme quando Angélique está no grupo de Emotivos Anônimos (como os Alcoólicos) e começa a falar das dificuldades que teve em ser bem-sucedida como chocolateira, quando era avaliada ou quando olhavam para ela para a julgarem. Cada um do grupo tem um problema, uma não sabe dizer não, o outro tem autoestima baixa etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Angélique vai solicitar emprego numa fábrica de chocolates à beira da falência, dirigida por Jean-René, é que tudo se mistura, como no chocolate. Os medos de cada um são tratados por Améris com humor, mas com seriedade. Jean-René realmente sua frio e troca de camisas quando está para ter intimidade com uma mulher. No consultório do psicólogo, ele admite que ama as mulheres, mas não quer intimidade. Já Angélique não consegue dizer ao patrão que ela é chocolateira, não representante comercial, mas ele percebe que ela entende e ama os chocolates. A receita da contracenação perfeita é a de um grande chocolate. Isabelle Carré e Benoît Poelvoorde estão extremamente convincentes como os tímidos emotivos medrosos apavorados aspirantes a um namoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os risos se multiplicam nesta comédia curta, apenas 1h20min de duração. O primeiro jantar entre os dois é uma aula de cinema cômico, quando Jean-René e Angélique não conseguem entabular uma conversação normal. Ela até faz uma lista de assuntos possíveis, ele responde com monossílabos. O medo é paralisante. Eles não conseguem responder ao garçom. Quem já não conheceu uma pessoa assim? Mas é no chocolate como pano de fundo e na trama em torno da história de amor entre emotivos é que Améris ganha a luta com o espectador por nocaute. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eles desenvolvem uma nova linha de chocolates para tentar salvar a empresa ou quando degustam chocolates da Mercier - fábrica que Angélique trabalhou, mas se apresentava como uma eremita com medo de ser reconhecida – parece que sentimos cada nuance do sabor e as sensações que o chocolate causa. Neste ponto, o filme se assemelha ao filme do dinamarquês Lasse Hälstrom: Chocolate, com Juliette Binoche, Johnny Depp, Lena Olin e Judi Dench. Tanto neste como naquele, o chocolate consegue ser o elemento redentor. Neste filme a redenção é do amor quase impossível de dois emotivos. Naquele filme, a aceitação de Vianne (Binoche) pela pequena cidade da França rural e o chocolate como apimentador de relações e proporcionando realmente o prazer de degustar e viver.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romantismo achocolatado nos envolve a todos e a sensação ao sair do cinema é que realmente alguns problemas crônicos podem ser resolvidos pela paixão, neste caso pelo chocolate ou por outra pessoa. A respeito de comédias românticas - e aí cito Nora Ephron, Rob Reiner e Garry Marshall, este um pouco decadente após Idas e Vindas do Amor e Noite de Ano Novo – enfatizo que elas são necessárias para suavizar o mundo, assim como musicais e filmes infantis, pois ação, policial e terror estão presentes no nosso cotidiano fora das telas. Isto tudo faz de Românticos Anônimos um filme delicioso, para degustar, docemente necessário para desamargar a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crédito da foto: Imovision / Divulgação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-2741223628104519432?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/2741223628104519432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=2741223628104519432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2741223628104519432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2741223628104519432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2012/01/uma-comedia-para-degustar.html' title='Uma comédia para degustar'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6O96gADM_Ik/TxL6DHXzNdI/AAAAAAAAAUQ/XeoKgVrlGJY/s72-c/filme%2Brom%25C3%25A2nticos%2Ban%25C3%25B4nimos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-3365482486573250369</id><published>2010-09-10T18:25:00.004-03:00</published><updated>2010-09-10T18:33:53.542-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Goran Bregovic</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/TIqkLwiNagI/AAAAAAAAAO0/inzSB11xwwU/s1600/goranbregovicFA09.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/TIqkLwiNagI/AAAAAAAAAO0/inzSB11xwwU/s400/goranbregovicFA09.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515401215582497282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O show de Goran Bregovic e sua Weddings and Funerals Orchestra foi um dos cinco melhores do ano, incluindo Metallica, Aerosmith, Amelita Baltar e Simple Minds.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publico aqui entrevista que fiz com Goran Bregovic no site e na edição impressa do Correio do Povo. O crédito da foto é de Fabiano Amaral &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiquei surpreso pois o público&lt;br /&gt;conhecia a minha música"&lt;br /&gt;O bósnio Goran Bregovic, que abre o 17º Porto Alegre em Cena na quarta, lembra com carinho do show de 2001 no Em Cena, em entrevista exclusiva ao CP   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nada melhor do que alguém que foi a sensação de uma das edições do festival (na 8ª edição em 2001), para abrir o 17º Porto Alegre em Cena, que para além da diversidade proposta por Luciano Alabarse e seus curadores, traz grandes grupos ou diretores que se destacaram  em edições anteriores da mostra. Uma reafirmação do novo, misturado ao já consagrado, como é o caso dos espetáculos de Sankai Juku (2ª vez): “Tobari”; do diretor lituano Eimuntas Nekrosius (4ª vez) com “O Idiota”; Bob Wilson (2ª vez) com “Happy Days”;  além de habituais diretores do Mercosul como o argentino Eduardo Pavlovsky e nacionais como Celso Frateschi e Enrique Diaz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goran Bregovic e sua Weddings and Funerals Orchestra (Orquestra de Casamentos e Funerais) abrem o festival, nesta quarta, às 21h no Teatro do Bourbon Country (Túlio de Rose, 100). O show divulga o seu mais recente CD “Alkohol”, lançado no fim de 2008, e será realizado também na quinta, às 21h, no Bourbon Country. Não há mais ingressos para as duas noites (detalhes no www.poaemcena.com.br ). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O músico e compositor bósnio toca uma mistura entre ritmos tradicionais da música da Sérvia, as populares músicas ciganas para casamentos e funerais, recheadas de arranjos modernos e pop. &lt;br /&gt;O projeto "Alkohol" é composto de dois discos. O primeiro "Sljivovica" foi lançado no fim de 2008 e tem 14 faixas — 13 normais e uma bônus — com destaque para “Jeremija” — onde ele brada antes do início da música o título do disco: Alkohol — “Venzinadiko”, “Gas Gas” e “Na Zandjem Sedistu Moga Auta” (“No Banco de Trás do Meu Carro". O segundo "Champanhe" está sendo produzido e deve ser lançado em 2011.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bregovic e sua banda formada por mais 18 músicos, entre seis metais ciganos, duas vozes femininas búlgaras, seis vozes masculinas e quarteto de cordas, deve tocar durante 2h30min e recuperar sucessos executados em 2001, como “Mesecina”, “Kalashnikov”, “Ausencia”, “Te Kuravle” e “Ya Ya (Ringe Ringe Raja)”. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nascido em 22 de março de 1950, em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, Bregovic tornou-se famoso como líder da banda Bijelo Dugme e como compositor de trilhas sonoras para cinema (destacando-se os trabalhos para filmes de Emir Kusturica como “Underground - Mentiras de Guerra” e “Arizona Dream”, além de “Borat”, de “Sascha Baron Cohen” e “Rainha Margot”, de Patrice Chéreau.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nesta entrevista exclusiva ao Correio do Povo, Bregovic fala com carinho do show de 2001, da mensagem do disco "Alkohol", dos novos projetos e de World Music. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Correio do Povo - Os seus discos e as suas músicas, trilhas de filmes ou de espetáculos, sempre carregam mensagens contra a guerra e outros temas. Qual a mensagem do disco "Alkohol", de 2009? &lt;br /&gt;Goran Bregovic - O meu álbum  “Alkohol” não tem nenhuma mensagem especial, mas como explico no encarte do CD: "Minha mãe se divorciou do meu pai porque, como a maior parte de oficiais, ele bebeu demasiado sljivovica (conhaque típico da Bósnia à base de ameixa) . Depois que ela o abandonou, ele sofreu o tratamento para deixar de beber. Nos 15 anos seguintes,  ele não bebeu. Minha mãe morreu da leucemia e a segunda esposa do meu pai disse-me que durante a doença de minha mãe ela o tinha seguido secretamente algumas vezes. Noite após noite meu pai sentava até o amanhecer embaixo das janelas da sala onde minha mãe morria no 3º andar do hospital militar na Divisão para fumar. Então ele voltou à sua aldeia na fronteira húngara e plantou um vinhedo que produzia mil litros por ano. Ele sobreviveu a mãe a vinte anos e bebeu este mil litros mais ou menos sozinhos. Dedico 'Alkohol' aos meus pais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CP - Você tem alguma lembrança do seu primeiro show em Porto Alegre em 2001?&lt;br /&gt;Goran - Eu me lembro que fiquei surpreso ao ver que havia um grande público para o meu concerto e que eles pareciam conhecer a minha música.&lt;br /&gt;CP - Quais são os seus atuais projetos na música, discos, trilhas para cinema e teatro?&lt;br /&gt;Goran -  Acabo de terminar um novo projeto, uma peça para minha grande orquestra e uma atriz intitulou “Margot, as Memórias da Rainha Infeliz”. Ele teve uma première em Paris, na Basilique Saint Denis, em junho deste ano. Estou trabalhando agora na segunda parte do meu álbum “Alkohol”. A primeira parte "Sljivovica" saiu no ano passado e estou editando agora a segunda parte: "Champanhe". E há projetos sempre diferentes – possivelmente uma nova ópera (Goran é autor de óperas como "Karmen de Bregovic") que estão cozinhando lentamente em fogo brando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CP - Por que a música do Leste Europeu ficou fora do boom da World Music nos anos 80 e agora onde ela estaria inserida?&lt;br /&gt;Goran - É bom que o mundo ficou curioso e tem o interesse em uma cultura musical que é muito pequena em comparação com as grandes como Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra. Eu agradeço a esta curiosidade que fez com que a minha música fosse conhecida em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CP - Como você define a sua música?&lt;br /&gt;Goran - Sou um compositor contemporâneo que escreve a música com uma estrutura sólida e que não é tediosa – o que é bastante excepcional atualmente. Conservei uma faixa hedonista dos meu temperamento de rock´n´roll. Se escrevo coisas simples de instrumentos infantis ou mais complicados do coro e orquestra, eu sempre tenho divertimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CP - Você tem participados de movimentos contra as guerras ou eventos musicais e causas similares?&lt;br /&gt;Goran -  Eu estou muito velho agora e demasiado distante dos tempos quando – fora de vaidade – imaginei que a arte podia modificar a ordem de coisas. Mas sou ainda demasiado jovem para perder a esperança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Luiz Gonzaga Lopes / Correio do Povo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-3365482486573250369?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.correiodopovo.com.br/ArteAgenda/?Noticia=192867' title='Entrevista com Goran Bregovic'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/3365482486573250369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=3365482486573250369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3365482486573250369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3365482486573250369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2010/09/entrevista-com-goran-bregovic.html' title='Entrevista com Goran Bregovic'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/TIqkLwiNagI/AAAAAAAAAO0/inzSB11xwwU/s72-c/goranbregovicFA09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-267750923220177308</id><published>2010-06-24T21:00:00.002-03:00</published><updated>2010-06-24T21:08:19.291-03:00</updated><title type='text'>Um dia sem Globo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/TCPzTjF0g1I/AAAAAAAAAN8/rzsO4LamcYk/s1600/dia-sem-globo-20100623110532.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/TCPzTjF0g1I/AAAAAAAAAN8/rzsO4LamcYk/s400/dia-sem-globo-20100623110532.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486496288230114130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por diversas razões, vou participar deste movimento Um Dia sem Globo. Gosto das informações veiculadas pelos repórteres da Globo. Eles têm uma boa cobertura, mas se consideram donos da verdade em algumas questões. Neste caso com Dunga foi assim. Foi um massacre. O Dunga errou, mas o motivo que o levou a este destempero foi os ardis daquela que quer ser sempre exclusiva. Direitos iguais. A Era Dunga estabeleceu direitos parcos, mas iguais para os jornalistas. Se ele está certo ou errado, o tempo dirá. Vou ver o jogo do Brasil pela Band (Cala Neto!), Band Sports ou ESPN Brasil, que dá um show de cobertura, de informações sobre as seleções, estatísticas e conhecimento do histórico e das potencialidades de cada uma das equipes. Tomara que dê uma baixada significativa de audiência na Vênus Platinada para que ela sinta que também estava errada nesta querela com o Dunga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-267750923220177308?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/267750923220177308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=267750923220177308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/267750923220177308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/267750923220177308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2010/06/um-dia-sem-globo.html' title='Um dia sem Globo'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/TCPzTjF0g1I/AAAAAAAAAN8/rzsO4LamcYk/s72-c/dia-sem-globo-20100623110532.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-4456052853975142235</id><published>2010-05-11T23:43:00.003-03:00</published><updated>2010-05-11T23:46:27.437-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palco Giratório'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Armazém'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anjos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amém'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><title type='text'>Que os anjos digam Amém ao Armazém!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S-oWfAdj5TI/AAAAAAAAAN0/RRnBwWZE_QY/s1600/inanjos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S-oWfAdj5TI/AAAAAAAAAN0/RRnBwWZE_QY/s400/inanjos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470209419350631730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estou escrevendo ainda sob o impacto de assistir ao espetáculo Inveja dos Anjos, da Armazém Companhia de Teatro, dentro da programação do Palco Giratório na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Na hierarquia dos anjos proposta por Rainer Maria Rilke no texto de apresentação, posso me lembrar dos seres alados de Wim Wenders para dizer como este processo construído pela companhia com seus dramaturgos Paulo Moraes e Maurício Arruda Mendonça nos faz acessar a zonas remotas do sentimento e da reminiscência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trio de amigos recordando. Um trilho de trem que viaja ao alto, traz e leva pessoas e consigo os sentimentos. Um escritor, Tomás (Ricardo Martins) que quer queimar todas as suas anotações com títulos tão criativos quanto vagos: Vestígios de Afeto é um exemplo. Os personagens desta estrutura onírica, quase fabular, nos fazem recordar da Alice Através do Espelho, o texto de Lewis Carroll (o grupo prefere a dramaturgia própria, mas já montou este texto). O escritor tem uma filha, Natália (Verônica Rocha) e agora não quer queimar nem os escritos e nem tampouco consegue negar o rebento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garçonete, Cecilia (Patrícia Selonk) não conseguiu mais amar. Um mágico fugiu de sua vida, usando o seu principal recurso, o ilusionismo de entrar no trem da existência e sumir num rastro de liberdade. Uma filha, Luiza (Simone Mazzer), que viu a mãe, Branca (Simone Vianna), matar o pai e agora implora para que a sua matriz se vá, enquanto ainda faz milhares de bolos para ela, matando a sua sanha de loucura e fome. A mãe dança com o paletó do pai morto. O carteiro, Eleazar (Marcelo Guerra),  que lê e seleciona as correspondências que devem ser entregues, adiando algumas que trazem notícias inesperadas. São tantas as imagens e situações que quase nos engasgamos todos. O personagem mágico de Rocco (Thales Coutinho) parece dar o tom da narrativa, pois tudo parece um passe de ilusão. Rocco e Cecília protagonizam os momentos de maior afeto, tensão, recuerdos e também, por que não, de regozijo na intimidade, como quando ela diz que pensou em 100 maneiras de dizer que não o queria mais, botando-as para fora quando ele retorna, após 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor Paulo Moraes explica que o mote era o esfacelamento da memória e que os atores desenvolveram as suas situações, escrevendo e atuando a partir de um tema. O tema é fragmentar a memória para recordar que a existência é vã e também tão linda quanto as brincadeiras de Natália ou as mágicas de Rocco, ou o fogo que consome os livros de Tomás. A fumaça do afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anjos devem estar dizendo: “Amém ao Armazém!”, pois o anjo existe para nos guardar e nos lembrar um pouco a nossa humanidade de asas quebradas, como as da estátua do centro da cidade onde todos os personagens moram, que como todas as cidades da nossa recordação estão decadentes. Amém também a cenografia de Carla Berri e Paulo Moraes, que mostram a decadência das paredes descascadas e o trilho que desloca o nosso ponto de visão, criando geometrias novas. Amém a Maneco Quinderé o homem que dá a acuidade luminescente à locomotiva, que cria momentos de rara poesia com sua luz sobre trilhos e outras invenções como a luz vermelha tal qual um carrossel. A trilha sonora de Ricco Viana compõe este panorama onírico, incluindo de Radiohead a Beatles, buscando o foco íntimo, pré-emotivo e preciso do espectador. Por tudo isso, não tenho inveja dos anjos. Só tenho louvores a eles e ao Armazém que nos vende sonhos, narrativas tocantes e o acesso ao mais íntimo que há em nossas viagens para dentro da alma recordante, alegre por voltar, por ir e retornar pelos trilhos da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-4456052853975142235?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/4456052853975142235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=4456052853975142235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4456052853975142235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4456052853975142235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2010/05/que-os-anjos-digam-amem-ao-armazem.html' title='Que os anjos digam Amém ao Armazém!!!'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S-oWfAdj5TI/AAAAAAAAAN0/RRnBwWZE_QY/s72-c/inanjos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-8414267010453996006</id><published>2010-05-02T18:21:00.002-03:00</published><updated>2010-05-02T18:24:12.840-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Eugenio Barba</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S93tXhGFtVI/AAAAAAAAANs/BwUWBBPNWfA/s1600/Eugenio_Barba-Luiz_Gonzaga_Lopes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S93tXhGFtVI/AAAAAAAAANs/BwUWBBPNWfA/s320/Eugenio_Barba-Luiz_Gonzaga_Lopes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466786510974334290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Coloco aqui no blog a entrevista com o fundador do Odin Teatret, o diretor Eugenio Barba, publicada no site do Correio do Povo agora há pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porto Alegre poderia virar pólo de teatro", diz Eugenio Barba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor do Odin Teatret é a principal atração do Palco Giratório Sesc&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porto Alegre poderia virar pólo de teatro, diz Eugenio Barba &lt;br /&gt;Crédito: Luiz Gonzaga Lopes/Especial CP  &lt;br /&gt;A programação do 5º Festival Palco Giratório Sesc/Porto Alegre trouxe à Capital neste final de semana o italiano radicado na Dinamarca, Eugenio Barba, 73 anos, uma das principais referências vivas da antropologia teatral. Barba foi também fundador da companhia Odin Teatret, em 1964. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele protagonizou uma conferência com três horas de duração, diante de um Teatro do Sesc lotado, sábado à noite, abrindo o 5º Palco Giratório. Barba abordou diversos assuntos, entre eles suas ligações com o Brasil e Porto Alegre, com o falecido Luiz Otávio Burnier, fundador do grupo Lume, de Campinas, e Irion Nolasco, no Rio Grande do Sul. &lt;br /&gt;A conferência também abordou o legado do Odin Teatret, o método de trabalho do grupo situado em Holstebro, na Dinamarca, e até uma demonstração de trabalho de Julia Varley, sob a direção de Barba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O festival segue até 31 de maio, em Porto Alegre, com 38 espetáculos de 35 grupos de 11 estados brasileiros, além de participação da França. A atividade é promovida pelo Arte Sesc – Cultura por toda parte. Mais no site www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio. Acompanhe a seguir uma entrevista feita com Eugenio Barba:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio do Povo - Existe alguma pesquisa nova em antropolgia teatral?&lt;br /&gt;Eugenio Barba - A antropologia teatral é como uma referência que hoje não pode ser considerada uma pesquisa. É um estudo comparativo, compreendendo direfentes estilos e gêneros estéticos. Hoje, existem os mesmos princípios para a técnica de todos os atores. O nosso trabalho teve influência na presença física, material do ator. Trata do equilíbrio, tensão, de uma maneira paradoxal de pensar. Como Hamlet. Ele pensa e pensa que o outro ator faz isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos mais que pesquisar. Este foi nosso território durante 20 anos. Estudos comparativos. Só o que utilizamos não é pesquisa estética, mas tinha a ver com resultados artísticos, mas tudo que se percebe no sentido pré-expressivo, não no sentido cronológico. É uma maneira de pensar, transformando a presença do ator em expressão artística. Existem pesquisas novas na Europa sobre antropologia do espetáculo, compreendendo tipos diferentes de espetacularidade, que interessa sobretudo aos acadêmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CP - Qual a sua visão do teatro de grupo em Porto Alegre?&lt;br /&gt;Barba - Todos os meus amigos brasileiros sempre me disseram que Porto Alegre era muito ativa em nível de grupos. Agora chegando aqui e vendo o interesse dos grupos pela experiência fora do comum do Odin, constatei que existe um ambiente muito particular para o teatro de grupo, talvez resultado do trabalho de grupos dos anos 80 e 90, que criaram uma história. Os professores universitários também têm responsabilidade por este interessen crescente entre os jovens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pergunto por que Porto Alegre não pode virar um pólo de teatro de grupo? Romper o isolamento, a maneira de pensar. Há uma possibilidade de abrir ou dar meios para desenvolver a partir do que já existe com todas as novas formas. Os grupos já têm história, identidade e possibilidade de incrementar e fortalecer o seu trabalho. Precisa de uma contínua confrontação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CP - A realização de um grande festival de teatro de grupo seria um dos caminhos?&lt;br /&gt;Barba - Sim, porque não existe no mundo todo um festival internacional que abranja só teatros de grupo. No Brasil, tem uma experiência próxima da ideal que é o Festival de Teatro de Grupo Latino-Americano, do Teatro Oco, de Salvador. Antes existia nos anos 70 o festival de Santarcangelo Di Romagna, na Itália, idealizado pelo diretor Roberto Bacci, que tinha uma energia extraordinária. Durante muitos anos, foi o festival que tinha realmente a marca do teatro de grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CP - Como é Eugenio Barba quando não está pensando o teatro?&lt;br /&gt;Barba - Quando não estou trabalhando, eu sou reservado. Não frequento pessoas, casas. Vivo solitário com minha família. Tenho muito pouco contato social, até porque vivo isolado em Holstebro. O que me acompanha sempre são os livros, a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CP - O que o senhor trouxe para ler no Brasil?&lt;br /&gt;Barba - Estou lendo uma biografia do pintor Paul Cézanne. Gosto muito de ler biografias. Para me acostumar de novo com o português, também estou lendo um livro de um jornalista brasileiro, Paulo Markun, "Cabeza de Vaca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CP - O Brasil está presente de alguma forma no novo espetáculo do Odin?&lt;br /&gt;Barba - Sim, no novo espetáculo o título "A Vida Crônica", vem de um poema do brasileiro Paulo Leminski. É a história de uma jovem colombiana que chega em uma cidade europeia à procura do pai desaparecido. Ele era um criminoso, torturador, narco-comerciante, um pobre imigrante que tentou a vida na Europa e desapareceu, uma coisa muito comum na Europa. Este é o ponto de saída da história, com todos os choques entre uma jovem latino-americana e o mundo europeu com seus preconceitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Luiz Gonzaga Lopes/Correio do Povo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-8414267010453996006?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/8414267010453996006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=8414267010453996006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8414267010453996006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8414267010453996006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2010/05/entrevista-com-eugenio-barba.html' title='Entrevista com Eugenio Barba'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S93tXhGFtVI/AAAAAAAAANs/BwUWBBPNWfA/s72-c/Eugenio_Barba-Luiz_Gonzaga_Lopes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-7657255028014169041</id><published>2010-05-01T05:44:00.002-03:00</published><updated>2010-05-01T05:49:16.664-03:00</updated><title type='text'>A referência viva da antropologia teatral em Porto Alegre</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9vrAE7zg8I/AAAAAAAAANk/vAcclBUXU8M/s1600/viag+SP+Lond+229.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9vrAE7zg8I/AAAAAAAAANk/vAcclBUXU8M/s320/viag+SP+Lond+229.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466220959301338050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9vqX1r0SxI/AAAAAAAAANc/IyJecIPQ85w/s1600/Eugenio+Barba.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 235px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9vqX1r0SxI/AAAAAAAAANc/IyJecIPQ85w/s320/Eugenio+Barba.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466220268012981010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O fundador do Odin Teatret em Oslo, Noruega, em 1964, Eugenio Barba está em Porto Alegre para conferência no 5º Palco Sesc Giratório, neste sábado, às 19h. A presença do homem que é responsável pela divulgação dos princípios da Antropologia Teatral, a partir do polonês Jerzy Grotowski, já desencadeia uma “buena onda” como se diz na vizinha Argentina. Em junho de 2008, tive oportunidade de assistir a uma conferência de Eugenio Barba na 40ª edição do Festival Internacional de Teatro de Londrina. Foi simplesmente uma aula sobre a obsessão de pessoas pelo teatro, de história do teatro europeu no século 20, de uma visão autodidata da arte e dos conceitos de cultura, entre outros tantos aspectos abordados por este italiano radicado na Dinamarca, em Holstebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhe aqui no blog algumas frases de Eugenio Barba durante a conferência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para compreender o trabalho de hoje do Odin Teatret, é preciso entender o que significa toda a história do teatro europeu. É preciso entender Stanislavski, um aficcionado pelo teatro ou melhor, com afinidade e valores comuns ao Odin"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A partir de Stanislavski, ver não só como uma companhia que apresenta, com contratos durante três anos, com objetivos comerciais de ganhar dinheiro e de encher a barriga, mas sim pela ótica da continuidade. Foi a obsessão de todos os reformadores do teatro que nos moveu”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em 1964 houve o início do Odin. Era um grupo de aficcionados. Não tínhamos local para ensaios, nem dinheiro. Ensaiávamos numa sala de ginástica, com medidas de 10mx15m, que vocês encontram reproduzido no palco do espetáculo “O Sonho de Andersen”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu pensava o teatro como um lugar de continuidade de relações. Não havia dinheiro, nem prestígio. Na Noruega, não achei trabalho. A sociedade não permitia. Então, eu teria que aceitar o que a sociedade decide para mim? Não. Eu preciso destruir, romper, quebrar a realidade. Criar uma maneira de pensar paralela que não levasse em conta o aspecto da razão. Não queremos que os outros imponham os seus valores”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No fundo, o trabalho teatral é uma possibilidade de dar forma a este diálogo com as formas obscuras, como se escolhe a história, como se organizam os espaços”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O teatro para mim no qual não se tomava em conta as ideologias, mas a vulnerabilidade”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Stanislavski representa o modelo, não só a técnica pelos livros. Foi uma pessoa que quebrou as circunstâncias históricas. Provocou uma Revolução Antropológica, o nosso modelo europeu de fazer teatro”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma obsessão do Odin é  a continuidade de grupo” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Odin Teatret, Living Theatre (USA) e Grotowski eram os três representantes do teatro de grupo. Para os outros era um bando de aficcionados. Não passamos por escola teatral, aprendemos pelos livros e ensinávamos uns aos outros. Não porque éramos talentosos ou originais, mas porque éramos diferentes dos modelos que existiam. Os grupos começaram a olhar o Odin como precursor, não como modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Odin ficou com um animal obsceno na zoologia do teatro. Um monstro dos Galápagos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O ofício tem valor importantíssimo, não é só a técnica. Os outros descobriram o teatro como uma bomba, para fazer tremer a sociedade, transformando o teatro em veículo de desenvolvimento pessoal. Emulando e tentando emular. Quando fica tanto tempo junto é um monstro obsceno. Não se existe há mais de 40 anos. O teatro tem natureza efêmera”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje em dia, os grupos ficam 10 anos e vão se quebrando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No começo, há o desejo de aprender; aos 10 anos, há o momento da insegurança; aí chega o momento de desaprender. O Odin se encerra dois anos, prospecta lugares onde não há teatro, promove encontros com teatros de grupo” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estive na América Latina a primeira vez em 1973. Andei de carros dois meses por Peru, Bolívia, Colômbia e terminei a viagem no México. O Brasil era um país completamente imaginário e onipresente. Conheci o país a primeira vez por um livro: Os Sertões, de Euclides da Cunha. Antes só conhecia Carmen Miranda, Samba e Copacabana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com Os Sertões, passei a conhecer o estilo em toda a cultura, a história de Canudos. O Milenarismo – sonho de uma sociedade diferente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Evangelho de Oxyrinchus (peça de Barba de 1985) tem alguns aspectos da cultura brasileira bem presentes no espetáculo. O biógrafo de Stalin está vestido de Lampião”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conheci também Guimarães Rosa, uma maneira de contar a história diferente, o fluxo de consciência, uma construção de narrativa fora das normas convencionais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O primeiro brasileiro que encontrei se chamava Luiz Otávio Burnier (fundador do Lume, em Campinas). Em 1983, ele me dizia que eu tinha que vir ao Brasil. Que era um paraíso para a antropologia teatral. Eu achava que a Ásia era este o paraíso, achava que o Brasil ser este local era folclore. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em 1987, ele convidou o Odin para vir ao Brasil e fomos a Campinas, São. Paulo e Rio. A congada, bumba-meu-boi, candomblé, terreiros, não se pode estudar tudo isto&lt;br /&gt;sem passar por antropologia teatral. É como uma porta aberta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No Brasil, eu sempre tive laços fortes com duas pessoas, com o Luiz Otávio Burnier e com a Nitis Jacon (idealizadora do Festival Internacional de Teatro de Londrina)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Londrina é um local privilegiado para o teatro” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qual é a diferença entre o Odin e os outros? Saber contar uma história. Nós pensamos em diferentes categorias de ações teatrais e vocais”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Odin trabalha o átomo, como um poeta, como Stanislavski e Meyerhold”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É importante questões como estas: Como trabalhar em ações físicas? Como montá-la em dramaturgia? Como ter organicidade? Como desenvolver a narrativa? São frutos que te orientam como espectador.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A dramaturgia deve mesclar os clichês com ações originais”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A improvisação da Commedia Dell´Arte corresponde a Stanislavski. É como no jazz,  tem que saber o tom e variar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Stanislavski, a aprendizagem se dá observando, imitando, personalizando”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No caso do Odin, a técnica teatral tem duas convenções: Formalidade e Estilicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qual é a solução de hoje: aprender o máximo possível e depois pessoalmente escolher e utilizar o que mais funciona para você. A técnica, tu só podes incorporá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deve se atuar 300 vezes diante do espectador. Aí aprende e vira um tapete voador. Hoje, os jovens fazem projetos, apresentam 10 vezes e já param. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No tempo de Shakespeare e Molière, eles eram capazes de atuar a cada dia, porque senão passariam fome”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se sou artista, eu sou diferente. Tentei ser pintor, mas depois descobri que existe um ofício, onde você  senta numa cadeira e diz: Faz isto ou aquilo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim como Einstein concebia a coisa mais difícil é pensar o pensamento. Para mim o teatro é um refúgio do pensamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nunca pensei em adaptar-me as exigências de uma cidade ou de uma subvenção para a nossa especificidade. O Odin está submetido às leis da natureza do teatro. Desde que o fundamos, sempre foi uma obsessão pessoal. Quero destruir esta noção de se adaptar às exigências. Existe um grupo que vive junto a sua história, que não desagrega. As pessoas ficavam não pelo dinheiro ou pelo contrato. Então pensamos em como inventar uma dinâmica de grupo, um festival em Holstebro, projetos diferentes dos integrantes para também satisfazer as necessidades individuais”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Todos têm tarefas organizativas. Assistência. Limpar o teatro. O modelo do Odin indica que é possível este tipo de grupo. Brecht, Grotowski e Stanislavski eram pessoas com uma obsessão, que o Odin também tem: a continuidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há um acordo, o Odin existe até quando os integrantes estiverem vivos. Quando todos morrerem, morre o grupo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que estamos fazendo, passando para as pessoas o nosso teatro. Esperamos que daqui há 50 anos vocês possam ver o Odin com os seus netos”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-7657255028014169041?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/7657255028014169041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=7657255028014169041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7657255028014169041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7657255028014169041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2010/05/referencia-viva-da-antropologia-teatral.html' title='A referência viva da antropologia teatral em Porto Alegre'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9vrAE7zg8I/AAAAAAAAANk/vAcclBUXU8M/s72-c/viag+SP+Lond+229.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-5751472333717119866</id><published>2010-04-28T02:48:00.003-03:00</published><updated>2010-04-28T02:52:55.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='performance art'/><title type='text'>O Coração Louco de quem vive as glórias do Presente</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fNHWuPdaI/AAAAAAAAAMw/tya-eqJXQoQ/s1600/crazy_heart-401x600.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fNHWuPdaI/AAAAAAAAAMw/tya-eqJXQoQ/s320/crazy_heart-401x600.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465062199079695778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fM_CcCpgI/AAAAAAAAAMo/jyDwiT9KEsU/s1600/O+Homem_Bruno+Gularte+Barreto.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fM_CcCpgI/AAAAAAAAAMo/jyDwiT9KEsU/s320/O+Homem_Bruno+Gularte+Barreto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465062056195696130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   Eu não vivo da glória do passado. O João de Ricardo talvez viva, apesar de que ele é totalmente futurista na concepção da sua pesquisa em performance art O Homem que não Vive das Glórias do Passado, junto com o co-diretor e videomaker Bruno Gularte Barreto. Jeff Bridges teve muitas glórias no passado com Pescador de Ilusões, Sem Medo de Viver e Susie e os Baker Boys. Mas a maior delas foi com Coração Louco, com o qual conquistou o Oscar de Melhor Ator. O coração louco de João e Bruno nos coloca dentro de um mundo absurdo, adaptado de um conto de Bruno, aquele onde um homem é bem-sucedido, com fórmulas milagrosas, mas se vê trancafiado em seu apartamento, enquanto todas as mulheres do mundo estão mortas. O personagem Bad Blake no filme roteirizado e dirigido por Scott Cooper não tem mulheres mortas em sua volta, mas ele mesmo flerta com a morte, enquanto as mulheres ainda celebram a glória do seu passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A tecnologia, as imagens em profusão e a luz manipulável, ao alcance do performer/ator/diretor João de Ricardo, concebida por Carina Sehn, são na verdade o alicerce de uma multiplicidade criativa que coloca o espetáculo da companhia Espaço em Branco num patamar diferente, que não pode ser analisado à primeira vista. Não pode ser enquadrados por críticos tradicionais, destes que escrevem há séculos nos jornais da cidade, nem por outros ferozes, que destilam veneno em seus comentários. O Bad Blake de Bridges também sofre este preconceito. Vive de shows com canções antigas, das glórias do passado, mas se compusesse algo novo, o seu pupilo Tommy Sweet (Colin Farrell), um cantor country de sucesso o gravaria e ele veria de novo a cor do dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O homem de João de Ricardo não quer saber disso. Ele quer saber de Bob Wilson e de Zé Celso. Da linguagem desnudada, do amordaçar com fita durex ou crepe, de conduzir duas dúzias de pessoas do público até o camarim e contar como se estivesse em um bar como é a sua vida, as suas experiências e como ele chegou até ali. Já no palco, novamente Carina, aquela que quer ver a luz ser tocada, chama cada um da assistência para sair do palco pelo nome e pela data de sua morte, aquela onde ele vai assistir ao espetáculo, sentado confortável e incomodamente diante de um homem em profunda transe, furor e algum questionamento, com uma riqueza estética ímpar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Blake/Bridges foi toda a sua vida uma pedra rolando, ao som do country, mas encontra um amor, uma mulher que não está morta, a jornalista Jean (Maggie Gyllenhaal) e ela lhe dá um sentido para viver junto com seu filho pequeno. O cantor decadente, que ainda vive das glórias do passado, que bebe, fuma, está à beira do câncer e de outras doenças, acaba por ter uma razão para viver e até o distanciamento dela o faz compor. Como se o homem precisasse do par. No caso da peça da Espaço em Branco, o par formado por Bruno e João é fundamental para a performance de João. O artista pesquisa e mostra resultados concretos, sons dignos de David Lynch criados por Douglas Dickel ao vivo e a câmera de Pedro Karam não perde só uma expressão do ator. O que fazer com a existência, quando se está em meio a uma peça, querendo dar um sentido a todas as coisas, rompendo com a barreira do teatro tradicional. Nada ou tudo aquilo que foi feito. Não digo assim que o espetáculo com pouco mais de uma hora e meia resolva todas as suas brechas, porque as narrativas vão se construindo com o tempo, ainda mais neste tipo de trabalho experimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Bad Blake canta e toca bem o mais legítimo country e vive amargurado. João de Ricardo conhece as agruras do homem e desenvolve uma linguagem interessante de performance art. Os demais trabalhos da companhia estão aí para mostrar que há uma linguagem consistente, que eu não sei onde vai dar, nem quero saber.&lt;br /&gt;Também não sei onde o Jeff Bridges vai parar. Apesar do filme Coração Louco ser simples no esquema decadência e uma certa redenção para que ele volte a compor e obtenha um certo sucesso e volte à estrada, é apenas um filme, como o o Homem que Não Vive da Glória do Passado também é apenas um espetáculo. Porém, o que estas duas formas de arte nos provocam, isto é o objeto de discussão. Em mim, estão claros &lt;br /&gt;os sintomas. Vontade de criar, de não sufragar, de não viver de um livro ou conto bem escrito. De uma matéria jornalística bem feita há alguns anos. Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantava o Gonzaguinha, cujo apelido certa vez já me serviu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A fita durex/crepe que amarra o rosto de João de Ricardo impede a expressão e a voz, bem como os fluídos que escorrem pelo seu rosto. A televisão e a mercantilização do mundo nos impede a expressão, a voz e o pensamento. Bad Blake faz tudo no automático, só pensa quando o coração enlouquece: “mas não deixa esquecer o caminho do coração”, diz a música Crazy Heart, tema do filme. &lt;br /&gt;   Alguém pode me perguntar por que relacionar estas duas histórias. Não há motivo razoável. Porém, digo que há um universo intangível, pairando em volta de todos nós. Nele, estão os Quixotes, as Alices, os homens, os músicos, os Holden Caufields, os Jean Valjeans, os Brás Cubas, os atores, enfim, os escritores. Lutando pelas ideais, pela arte fora dos padrões ditados e tradicionalmente aceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem deve ter o seu coração cada vez mais louco e não aceitar os pensamentos impostos, nem tampouco as glórias do passado e neste sentido o espetáculo da cia Espaço em Branco e o filme de Scott Cooper cumprem o seu papel, nos despertando para algo. Parabéns a eles. Viva a arte. Viva o homem, sua reflexão e sua inconstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luiz Gonzaga Lopes – jornalista&lt;/strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-5751472333717119866?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/5751472333717119866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=5751472333717119866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5751472333717119866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5751472333717119866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2010/04/o-coracao-louco-de-quem-vive-as-glorias.html' title='O Coração Louco de quem vive as glórias do Presente'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fNHWuPdaI/AAAAAAAAAMw/tya-eqJXQoQ/s72-c/crazy_heart-401x600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-8947920257433360347</id><published>2010-04-19T12:29:00.002-03:00</published><updated>2010-04-19T12:50:09.718-03:00</updated><title type='text'>Por que tudo que é bom acaba um dia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S8x7ihAf2jI/AAAAAAAAAMg/bOpVrMVdHU8/s1600/24-horas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S8x7ihAf2jI/AAAAAAAAAMg/bOpVrMVdHU8/s320/24-horas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461876280999795250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Invariavelmente esta frase nos persegue como uma sentença de morte. Tudo que é bom um dia vai acabar. Para falar em séries, não consigo me conformar com o final de duas séries de tevê (alguns vão chamar de enlatados e o falam por ignorância da importância da mitologia de algumas séries para a formação do pensamento crítico de qualquer pessoas, mas isto é outra história). As séries em questão são 24 Horas e Lost. A série da ilha já tinha o seu final anunciado há muito tempo. Como todo seriemaníaco já assisti até o episódio 12 exibido no país comandado por Obama. Toda a mitologia está sendo explicada, com recuos no tempo de séculos, como no caso do Richard Alpert. J.J. Abrams e os produtores já disserem que não haveria mais o quê dizer após a sexta temporada. Hurley agora conversa com os mortos, principalmente com Jacob, o representante do bem na ilha (maniqueísmo é uma das fórmulas mais clássicas de narrativa, principalmente dos países derivados da linhagem anglo-saxã). O mais triste, porém, foi o anúncio da morte da série do imortal Jack Bauer. Ao produtor Brian Grazer coube esta tarefa. Kiefer Sutherland está meio passadinho na forma física, inclusive já é vovô na série, pois Kim já tem uma filha. Está se vendo melhor com as pistolas e metralhadoras do que com esforço físico, mas ele podia aguentar mais uns dois anos e se retirar na 10ª temporada, como outras duas clássicas: Seinfeld e Friends. O problema é que ele tem uma coisa meio Roberto Carlos. Todas as mulheres pela qual se apaixona, morrem. Outra fórmula clássica, até clichê. O agente da CTU que dá o sangue pelo bem comum dos Estados Unidos, o fiel escudeiro do presidente, no caso Wayne Palmer, Charles Logan ou da presidente Alysson Taylor, acaba sempre sozinho. Faltam sete míseros capítulos, mas que representaram uma vida de quem acompanha há nove longos anos uma série que marcou história, assim como outras ao longo da história: A Gata e o Rato, McGyver, CSI (que continua marcando), Carnivale, entre outras.&lt;br /&gt;Por falar em marcar história, quem está ameaçada de acabar na primeira temporada é Flash Forward, com o piegas Joseph Fiennes. Apesar do papel principal do agente Mark Benford ter sido mal escolhido, ele não está comprometendo tanto. A série é um achado. Um apagão global faz com que as pessoas fiquem 2min17s inconscientes em todo o mundo. No momento da bobeira, todos avançam o pensamento em seis meses. Tudo que ocorreu durante este apagão vai fazer com que cada um construa um mosaico e os agentes do FBI vão investigar o ocorrido. Estou no 16º capítulo da primeira temporada, esperando que ela tenha pelo menos uma segunda dose em 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crédito foto: Fox / Divulgação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-8947920257433360347?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/8947920257433360347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=8947920257433360347' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8947920257433360347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8947920257433360347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2010/04/por-que-tudo-que-e-bom-acaba-um-dia.html' title='Por que tudo que é bom acaba um dia'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S8x7ihAf2jI/AAAAAAAAAMg/bOpVrMVdHU8/s72-c/24-horas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-4375438914822030357</id><published>2010-04-11T19:30:00.003-03:00</published><updated>2010-04-11T19:37:06.424-03:00</updated><title type='text'>Disney pasteuriza a Alice de Burton</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S8JPCLjumUI/AAAAAAAAAMY/RzW2D0lQVJY/s1600/alice-in-wonderland-tim-burton.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S8JPCLjumUI/AAAAAAAAAMY/RzW2D0lQVJY/s320/alice-in-wonderland-tim-burton.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459012597207439682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não adiantou um grande diretor colocar as suas mãos e sua inventividade estética a serviço de Alice. O filme Alice no País das Maravilhas que estréia em Porto Alegre no próximo dia 21 de abril é belo, porém pasteurizado pelo efeito Disney, que mais recentemente só conseguiu deixar à vontade o primeiro filme dos Piratas do Caribe, transformando as duas seqüências em filmes de muita aventura e grande limitação narrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme, Tim Burton até que tenta criar grandes licenças poéticas dentro da mitologia criada por Lewis Carroll, transformando o Chapeleiro Louco num personagem mais destacado que Alice, os méritos vão todos à parceria com Johnny Depp que transforma o Hater em um terno e insano personagem, fundamental para o desenvolvimento da história, às vezes até com um pouco de flerte com a jovem Alice (Mia Wasikowska).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do empacotamento da narrativa por conta do estúdio que a produziu e de algumas pequenas falhas de roteiro e continuidade, como no caso das cenas em que Alice estica e encolhe, nas quais as roupas não seguem a proporção exata, o filme tem algumas riquezas que não podem ser desprezadas. &lt;br /&gt;As criações de Burton para situações como a cena do chá, o jogo de croqué no castelo, as criaturas como o gato Cheshire (Stephen Fry) e a lagarta Absolom (Alan Rickman) são realmente impressionantes, assim como a atuação de Helena-Bonham Carter como a cabeçuda Rainha de Copas. Destaque negativo para a interpretação afetada e caricata de Anne Hathaway como a Rainha Branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história de Burton, que compila situação de Alice no País das Maravilhas com Alice Através do Espelho, a jovem está com 19 anos e está sendo pedida em casamento por Hamish (Leo Bill), filho de Lord Ascot (Tim Pigot-Smith) do sócio do seu pai Charles Kingsley, já falecido, que lhe apresentou 13 anos antes a história da menina no País das Maravilhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fugir do coreto foi pedida em casamento, Alice foge e vai atrás do Coelho Branco (Michael Sheen), caindo num buraco e enfrenta situações como a de esticar e encolher, depois conhece personagens extremamente engraçados como os gêmeos gordos Tweedledee e Tweedledum (Matt Lucas). Muitos destes personagens questionam se ela é a verdadeira Alice, que com a espada Vorpal vai matar Jabberwock (Christopher Lee) no Dia Colossal e devolver a coroa à Rainha Branca, usurpada pela Rainha de Copas, aquela que quer sempre cortar as cabeças de seus adversários e seu fiel escudeiro, o valete Ilosovic Stayne (Crispin Glover).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice passa o tempo inteiro pensando que tudo é um sonho e assim enfrenta os seus medos e alguns monstros como o temível Bandersnatch, mas ela descobre que já esteve no País das Maravilhas 13 anos antes e até o fim da jornada, o Dia Colossal, ajudada pelo Chapeleiro e outros personagens como o cão farejador Bayard (Timothy Spall), o Rato (Barbara Windsor) e a Lebre (Paul Whitehouse).&lt;br /&gt;A partir do que está escrito no Compendium, todos já sabem que Alice realmente será a campeã e vai enfrentar o monstro alado da cabeçuda Rainha de Copas. Alice não tem tanta certeza, mas lembra que às vezes acredita em seis coisas impossíveis antes do café da manhã, quando já está com a armadura para a batalha final: numa poção que a faz encolher, num bolo que a faz crescer, em animais que falam, em gatos que aparecem e desaparecem, no País das Maravilhas e, finalmente, que ela pode matar Jabberwock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima final do filme já é totalmente Disney, o que tira um pouco o brilho da batalha, pois tem um quê de redenção fabular, mas não tira o mérito da versão de Burton para o clássico de Carroll. A coroa volta para a Rainha Branca e a Rainha de Copas é punida. No final, mais méritos para a interpretação de Johnny Depp, que faz o Chapeleiro Louco dançar magistralmente a dança da vitória, o Futterwacken, e com um olhar carente consegue dar magia à despedida de Alice, que vai voltar a superfície dos vivos, longe do País das Maravilhas. Destaque também para a voz de Alan Rickman, como a sábia lagarta Absolom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta do buraco, Alice resolve todos os problemas que tinha e ainda vai se aventurar a comercializar produtos ingleses na China, sendo aprendiz de Lord Ascot. Nesta parte do texto, aparece um pouco da verve imperialista do texto de Lewis Carroll, tão comum aos ingleses e a seus genéricos estadunidenses. Um bom filme, um pouco atenuado pelo impacto dos estúdios Disney.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-4375438914822030357?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=29189929' title='Disney pasteuriza a Alice de Burton'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/4375438914822030357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=4375438914822030357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4375438914822030357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4375438914822030357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2010/04/disney-pasteuriza-alice-de-burton.html' title='Disney pasteuriza a Alice de Burton'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S8JPCLjumUI/AAAAAAAAAMY/RzW2D0lQVJY/s72-c/alice-in-wonderland-tim-burton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-795253650457176191</id><published>2009-09-17T21:30:00.004-03:00</published><updated>2009-09-17T21:41:18.609-03:00</updated><title type='text'>Giacomina, uma grande boneca de pau</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SrLXIA-1BUI/AAAAAAAAAG0/9Bb3MxmptKY/s1600-h/giacomina.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 314px; height: 209px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SrLXIA-1BUI/AAAAAAAAAG0/9Bb3MxmptKY/s320/giacomina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382601037363610946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acabei de assistir "Giacomina en voyage", do grupo de teatro de bonecos italiano (da Sardenha) Is Mascareddas, dentro da programação do 16º Porto Alegre em Cena. O espetáculo é bem bom, principalmente pelo grau de dificuldade e de movimentos dos bonecos articulados em madeira. Giacomina é uma menina que olha o mundo pela janela de sua casa e resolve conhecê-lo, acompanhada do burro Berrabó, mas ele desaparece misteriosamente e a sua busca passa a ser pelo companheiro. A criança que pergunta, que suaviza o mundo, que tira o véu de uma noiva por pirraça, que cumprimenta as pessoas, mesmo que receba um batida de pratos de percussão como resposta. Uma saga bem bolada, com bonecos inspirados no artesanato de mestres sardenhos da década de 20,30, 40 e 50, do século 20, como Eugenio Tavolara e Tosino Anfossi. Tudo isto embalado por uma trilha sonora belíssima, com destaque para os temas com fundo árabe. Bello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui publico uma entrevista feita em inglês e italiano com a diretora artística Donatella Pau, o ator-manipulador Antonio Morru e a agente e produtora Maria Carozza: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1- First of all, I would like to know how and why is this homage to Eugenio Tavolara and Tosino Anfossi?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Giacomina en voyage" richiama un momento storico fondamentale per la nascita del moderno artigianato artistico in Sardegna e getta una nuova luce su un patrimonio culturale, quello della collezione Atte, che ha svolto un ruolo importante nella cultura del Novecento in Sardegna.&lt;br /&gt;ATTE è la sigla della società fondata negli anni 20 da Eugenio Tavolara e Tosino Anfossi a Sassari (the puppets are like some artistic toys whom are realized between 1920 and 1950 by two important figurative artists of our country: Eugenio Tavolara and Tosino Anfossi. They can be included in to Futurism Moviment):&lt;br /&gt;un vero laboratorio di progettazione e creazione di giocattoli e di oggetti, per lo più di legno tornito e policromato, raffiguranti personaggi popolari del mondo agro-pastorale, ma anche urbano, della Sardegna. La sintesi creata dai due artisti, con la semplicità della scultura e l’uso del colore, rende questi personaggi fortemente espressivi trasformando  le  ambientazioni popolari  come il carnevale, le processioni religiose, le sagre paesane, la via crucis, ma anche le favole come Pinocchio, in un patrimonio artistico interessante e prezioso per la nostra isola.&lt;br /&gt;La produzione dei due artisti è stata notevole. Oltre al lavoro di ricerca per la creazione e l’innovazione della produzione artigianale in Sardegna, vi sono compresi, appunto,  i giocattoli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Compagnia Is Mascareddas vide per la prima volta parte della collezione  a Villanovaforru (in Sardegna) nel 1991.&lt;br /&gt;Nel 1996 fu presentata a Sassari (Sardegna) la mostra “Eugenio Tavolara - scultura e arti applicate 1925-1962”. In quelle due occasioni la Compagnia ha potuto ammirare questi pezzi d’arte e già da allora ha pensato di dedicare loro un lavoro di “attualizzazione  teatrale”.  &lt;br /&gt;Donatella said: a queste sculture mancava il movimento. Noi abbiamo pensato di farli rivivere in una storia che richiama delle atmosfere legate alla nostra isola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – What kind of character is Giacomina, always following by Berrabó donkey?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Donatella said: She is our guide trought this ancient and magic world. She go straight and find this world.&lt;br /&gt;She look at this world which it's "like a stone" with a free and cool look. She is a baby who one day lives a story of love and death. She loses her donkey, but at least she find it again. She lives like in an initiatition to life. The adults don't talk like her, but she doesn't care of it.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;3  – Tell us about the story, the narrative and animation&lt;br /&gt;Donatella said: it didn't an easy work! the Tavolara and Anfossi's world is made by a lot of  interesting caracthers. We started from that figures and after we created a story around them. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;4 – Do you know something about puppet animators and animation from Brazil and from Porto Alegre?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Donatella said: Yes, Ubiratan Carlos, Anima Sonho, Compagnia Sobrevento, Catibrum (Lelo Silva and Adriana Focas Festival of Belo Horizonte).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;5 – What the next projects of your group?&lt;br /&gt;Donatella said: we are working at a new show without words for adults with two puppetts, Emilio and Norma. It talkes about this couple who try to find some new energy, some strategies for "escape from the misery of life".&lt;br /&gt;At the end of 2008 we opened our new theatre in Monserrato, near to Cagliari, the capital of Sardegna.&lt;br /&gt;Here we're organizing festival, some courses of different performing arts - like animation theatre, contemporary dance and concerts. Our principal purpose is to advance the culture around the Animation Theatre in Sardegna, because in our land there isn't a tradition about it and to bring in Sardegna the most important companies from over the world.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-795253650457176191?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/795253650457176191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=795253650457176191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/795253650457176191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/795253650457176191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/09/giacomina-uma-grande-boneca-de-pau.html' title='Giacomina, uma grande boneca de pau'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SrLXIA-1BUI/AAAAAAAAAG0/9Bb3MxmptKY/s72-c/giacomina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-2441570530452993016</id><published>2009-09-17T02:02:00.002-03:00</published><updated>2009-09-17T02:14:04.090-03:00</updated><title type='text'>Rock por instantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SrHFkNZq7NI/AAAAAAAAAGs/Lo3Bgke2Uuw/s1600-h/jll.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SrHFkNZq7NI/AAAAAAAAAGs/Lo3Bgke2Uuw/s320/jll.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382300255547747538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O show de Jerry Lee Lewis no Pepsi On Stage na noite desta quarta-feira foi daqueles shows mais dar gostinho do que propriamente para curtir intensamente. O público bem que tentou. As cerca de 1,8 mil pessoas que foram ao local procuraram mostrar o seu vigor rock na atitude, no vestuário - principalmente as mulheres com vestidos que lembravam os bailes americanos das décadas de 50 e 60. Em compensação, o show durou cerca de uma hora, das quais em apenas 38 minutos o pianista natural de Ferriday, na Louisiana com 73 anos e aquele sotaque anasalado do sul dos EUA comandou as ações, com a sua agilidade peculiar ao piano. As primeiras quatro músicas foram com a banda que o acompanhava. Ele desfilou alguns sucessos como Whole Lotta Shakin, Roll Over Beethoven e Great Balls of Fire. O público que pagou de R$ 80,00 a R$200,00 para ver o show saiu com um gostinho de quero mais, mas também com a certeza de ter visto uma lenda viva do rock, fazendo de tudo para mostrar que o rock (seus riffs e atitude) jamais vai morrer, mesmo que os seus protagonistas envelheçam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-2441570530452993016?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/2441570530452993016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=2441570530452993016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2441570530452993016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2441570530452993016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/09/rock-por-instantes.html' title='Rock por instantes'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SrHFkNZq7NI/AAAAAAAAAGs/Lo3Bgke2Uuw/s72-c/jll.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-5919801482840132216</id><published>2009-09-15T02:10:00.003-03:00</published><updated>2009-09-15T02:18:03.560-03:00</updated><title type='text'>Fadada ao Universal</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/Sq8io9CA9YI/AAAAAAAAAGk/E_1i3wplZpA/s1600-h/imagem43833.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/Sq8io9CA9YI/AAAAAAAAAGk/E_1i3wplZpA/s320/imagem43833.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381558166704158082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A seguir publico na íntegra uma entrevista com a cantora portuguesa Mísia que se apresenta no 16º Porto Alegre, na quarta-feira, 16 de setembro, às 21h, no Theatro Sâo Pedro. A entrevista será publicada parcialmente no Correio do Povo. Não há mais ingressos para o espetáculo. O crédito da foto é Divulgação/Poa em Cena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O que você pode nos dizer do show Ruas? O disco duplo é extremamente universal, pois apresenta a música portuguesa (Lisboarium) e investiga o fado que há cada canção universal em Tourists. O show nos remete a este clima "fados em todos os gêneros" e "canções universais com alma portuguesa"?&lt;br /&gt;-O FADO é uma musica mas antes disso ja era uma palavra que significa Destino, Fatalidade.&lt;br /&gt;Em Lisboarium sonha-se uma Lisboa desde longe e ouvem-se fados, Morna e Marchas de Lisboa. &lt;br /&gt;Em Tourists ouvem-se temas de repertórios de artistas que tiveram uma relação tragica com o Destino( Ian Curtis, Dalida, Luigi Tenco, etc) e géneros musicais ( Flamenco, Enka Japonesa, Ranchera, Cançao Napolitana)que cantam noutras línguas de outras culturas, as mesmas  emoçoes e sentimentos que canto no Fado. Neste sentido nao me mexo nem um milimetro, estou sempre no mesmo ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Por que decidiste cantar em tantas línguas? Isto revela a importância de extrair a musicalidade de cada língua? Existe projeto de um disco novo e show sem cantar em língua portuguesa?&lt;br /&gt;Acho que cada língua tem uma maneira de sentir a vida e tem uma musica propria das suas gentes. Sempre que posso, evito traducçoes. Sim ha um projecto sobre Chopin  para o ano 2010 (Bicentenário do seu nascimento)que penso que  sera cantado todo em polaco e francês. Mas ainda esta em embriao.&lt;br /&gt;3 - E a parceria com Adriana Calcanhoto, onde surgiu a ideia deste encontro tão produtivo e como serão as participações dela em seu show e sua no show dela?&lt;br /&gt;Adriana e eu já nos conhecemos há alguns anos em Lisboa onde eu cantei para ela numa casa de Fados. Depois  ela foi a  minha  convidada no concerto do Palau de la Musica de Barcelona, no Festival Unicas, no ano 2007. Sou uma grande admiradora do seu trabalho, cheio de talento e sensibilidade. Seguramente faremos uma colaboraçao cantando alguma musica do repertório  uma da outra. Tudo será decidido na energia do momento do nosso encontro em Porto Alegre.&lt;br /&gt;4 - Alguns lhe consideram como uma das principais responsáveis pelo caminho da renovação da música portuguesa. Você concorda com isso e qual a sua proposta para a renovação da música portuguesa?&lt;br /&gt;Nao falarei de mim propria mas o que dizem os livros que agora se publicam em Portugal sobre o Fado é que o que se chama « Novo Fado » começou com o meu primeiro disco em 1991, quando o Fado nao estava na moda nem era parte do fenômeno da World Music. Estou entre Amalia (Rodrigues), que colocou o Fado em quase todo o Mundo num nível insuperavel , e a nova geração. O fado que eu cantei e canto (tendo como principal instrumento a palavra dos poetas que escrevem especialmente para o meu trabalho)  nunca foi a resposta a uma demanda da industria discografica ou cultural. Nao sabia se  haveria um  publico para o meu Fado  quando comecei.&lt;br /&gt;Canto o Fado para comunicar com o Mundo e gosto de através dele dialogar com outras disciplinas artisticas de outros paises, com outros artistas, desde Bill T.Jones a Fanny Ardant ou Maria de Medeiros. Desde Patrice Leconte a Maria Joao Pires. O meu fado  que respeita os profissionais das casas de fado de Lisboa, tem de ser universal , pois assim eu sinto o mundo. É uma simples linguagen para falar da vida  e ser compreendida em Tokyo, em Nova York , em Porto Alegre etc. Cantar o fado é um meio , um instrumento cultural , nao é um objectivo. Nao procuro ter uma voz limpa ou perfeita Gosto de cantar como Maria Madalena, nao como a Virgem Maria …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Para que caminho deve apontar a tua música no próximo registro em disco?&lt;br /&gt;Nao  faço a mínima ideia ainda ( risos) De momento estou metida  em  varios projectos  muito diferentes entre si ( Chopin,Musica Barroca,  participaçao num filme de John Turturro sobre musica napolitana, um documental que vou  fazer sobre o fado no femenino etc).     Nao sei se os  novos concertos  serão gravados, nao é essa a minha preocupação. Sou sobretudo  uma intérprete de palco, é aí que reside a minha força que depois pode ou nao vir a transformar-se num disco, DVD, etc&lt;br /&gt;Talvez um disco  brasileiro inspirado por  Clarice Lispector, Manoel de BArros, Raduan Nassar,  Tarsila do Amaral….. quem sabe o que levarei  comigo desta viagem ( sorriso) Gostaria muito de conhecer o Chico Buarque….. Sou uma  admiradora da música brasileira e gostaria de vir mais vezes a este país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-5919801482840132216?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/5919801482840132216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=5919801482840132216' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5919801482840132216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5919801482840132216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/09/fadada-ao-universal.html' title='Fadada ao Universal'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/Sq8io9CA9YI/AAAAAAAAAGk/E_1i3wplZpA/s72-c/imagem43833.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-8923497361844010579</id><published>2009-08-05T10:18:00.002-03:00</published><updated>2009-08-05T10:23:51.047-03:00</updated><title type='text'>A Magia Inebriante do Vinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SnmH287pZrI/AAAAAAAAAGc/pRfjMLSsbMU/s1600-h/vinho.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SnmH287pZrI/AAAAAAAAAGc/pRfjMLSsbMU/s320/vinho.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366469809127646898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Texto escrito para a Fenavinho 2009 e não publicado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MAGIA INEBRIANTE DO VINHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já bebeu e celebrou com vinho sabe as transformações que ele opera no ser. Quem não bebeu, não sabe o que está perdendo. O vinho é uma bebida mágica que atravessa os tempos e inebria a história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo cênico da Fenavinho: Ópera Popular do Vinho – Mito e Magia – mostra a história do vinho desde o homem primitivo, passando pelos rituais pagãos aos deuses e faraós e depois cristão até a vinda dos imigrantes italianos para transformar  Bento Gonçalves na Capital Nacional do Vinho no século 19. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uva virou vinho, o vinho foi bebido em rituais, foi santificado transformando-se no Sangue de Cristo e foi o norte dos italianos que deixaram a sua terra natal para plantar a semente das suas vidas em Bento. Os seus habitantes trabalham pelo vinho,  rezam com o vinho e festejam com o vinho. É a bebida ritual. Bebida santificada. Bebida que dá o sustento ao seu povo. Bebida benta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vinho com sua magia inebriante aparece em todo o seu esplendor na Ópera Popular do Vinho. O homem primitivo vem primeiro, transformando tudo, colhendo a uva que cai na terra e bebendo o suco fermentado do fruto da videira. Assim, aquele homem rústico descobriu a magia, acessou ao estado fantástico do ser, a essência, a transcendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo segue mostrando a bebida como ritual para os deuses gregos e romanos – Dionísio e Baco – e para os faraós. A consagração para os cristãos é quando o vinho se transforma no Sangue de Cristo. Os sinos dobram por este milagre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os italianos aceitam este cálice e vão trabalhando, bebendo e rezando, firmando sua crença, até que uma praga os obriga deixar o seu país em navios a vapor, carregar em mudas de videira o seu sonho e chegar a uma cidade abençoada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na representação, Bento Gonçalves se ergue em torno do cultivo da videira e passa a ser a Capital Nacional do Vinho. Som, luz , cor, vinho, festas, carnaval, carros alegóricos representando carruagens, navios, a Pipa Pórtico da cidade. Um clima de enlevo e grande celebração com todos reunidos durante 1h20min em torno deste líquido precioso que inebria a alma e nos transforma em seres mais plenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUIZ GONZAGA LOPES&lt;br /&gt;JORNALISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O VINHO PELOS PENSADORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“In vino veritas.” (“No vinho, a verdade.”)(Plínio, o Velho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O vinho é o amigo do moderado e o inimigo do beberrão." &lt;br /&gt;(Avicena)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram." (Cícero)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O vinho é a prova constante de que Deus nos ama e nos deseja ver felizes." (Benjamin Franklin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria." (William Shakespeare)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O vinho é o sangue da terra." (Plínio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O vinho consola os tristes, rejuvenesce os velhos, inspira os jovens, alivia os deprimidos do peso das suas preocupações." (Lord Byron)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O vinho tem o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia." (Jacques-Bénigne Bossuet)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-8923497361844010579?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/8923497361844010579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=8923497361844010579' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8923497361844010579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8923497361844010579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/08/magia-inebriante-do-vinho.html' title='A Magia Inebriante do Vinho'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SnmH287pZrI/AAAAAAAAAGc/pRfjMLSsbMU/s72-c/vinho.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-657074569519729349</id><published>2009-06-27T20:47:00.002-03:00</published><updated>2009-06-27T20:50:35.947-03:00</updated><title type='text'>História infantil em concepção</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SkawHLdTUaI/AAAAAAAAAGU/Ii7kEN7zgxU/s1600-h/livrinho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SkawHLdTUaI/AAAAAAAAAGU/Ii7kEN7zgxU/s320/livrinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352158844557676962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma história infantil que está sendo gestada. Em primeira mão, algumas linhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Livrinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    João Livrinho era um menino muito bonito, cheio de conhecimento, todo ajeitadinho. No inverno, usava dois tipos de capas, uma dura, para evitar a chuva e a ação do tempo, e a outra mais molinha, uma brochura, que aderia mais ao seu corpo e mexia mais quando caminhava. &lt;br /&gt;    Infelizmente, João Livrinho não era tão notado pelos seus coleguinhas. Eles pouco davam bola para o garoto. Só era percebido, quando a professora dizia para eles olharem para ele, para lerem e interpretarem o colega. Nem precisa dizer que João Livrinho se sentia super importante. Dava para ler nas suas entrelinhas, um sorriso com o cantinho da boca. Mas a alegria durava pouco.&lt;br /&gt;      Batia o sinal para o recreio e ele ficava anônimo. Muita lutinha, correria, mas ninguém vinha falar com ele. E todo o conhecimento que ele tinha era desperdiçado, pois era obrigado a falar sozinho e a se abrir com o vento e com as árvores ao seu redor. &lt;br /&gt;     As árvores que eram maltratadas pelo pai de João, o seu Celulose. Ele precisava da madeira das árvores para fazer o papel, que era o seu ganha-pão. Uma vez, o pai teve uma conversa com o filho tentando convencê-lo que a sua empresa fazia reflorestamento, mas como eram eucaliptos, as reservas da água do solo acabavam secando e a natureza sofria mais ainda.&lt;br /&gt;   João que era puro conhecimento, sempre tentava dizer para o pai, que o caminho era a reciclagem, utilizar papéis já usados, mas o pai ficava impaciente, pedia para ele não se meter em assunto de gente grande. Às vezes até lhe dava uma surra, que as crianças precisavam ter limites. João chorava no cantinho com cuidado para não molhar as páginas do livrinho que sempre carregava.   &lt;br /&gt;  Ao dormir, João era tantas histórias ao mesmo tempo. Em algumas, ele era o personagem principal, um cavaleiro ecológico, que cavalgava pelas beiras de rios, impedindo as pessoas de jogarem garrafas plásticas, as pets, na beira. &lt;br /&gt;No sonho, chegava até a ir aos supermercados pedir para que as pessoas comprassem garrafas de vidro. Se comprassem as plásticas, ele grudava um adesivo nas garrafas, dizendo para que eles separassem elas do lixo orgânico: restos de comida, folhas e outros organismos vivos, e também dos papéis e do papelão.&lt;br /&gt;  Outras vezes era Dom Quixote, o cavaleiro espanhol; Phileas Fogg, o homem que viajou o mundo em 80 dias; ou até Alice, a menina que mergulhou num mundo de maravilhas. Era um sonhador com páginas acordadas. &lt;br /&gt;   Um dia, João Livrinho decidiu pedir para sua mãe, dona Impressora para organizar uma festa que reuniria os seus familiares. Seria uma festa chamada Biblioteca. Todos agrupados, alguns parentes convidando um tio de Livrinho, o senhor Romance, para dançar; outros querendo dançar com a sua tia, dona Poesia. Festa animada, cheia de sopa de letrinhas para comer e de suco de palavras para beber. &lt;br /&gt;  A festa corria às mil maravilhas, mas Livrinho tinha muitos planos de levar os seus primos e amigos para tomar um banho de páginas, como eram chamadas as piscinas do clube que ele freqüentava. Lá, entre brincadeiras como bombinhas e caldinhos, Livrinho teve uma idéia de reunir mais chegados para uma aventura para salvar a natureza, principalmente as árvores e os lixões, das ações destrutivas dos homens, muitas até por desinformação e falta de campanhas de conscientização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos todos concordaram e também uma amiga e uma prima. Éramos seis agora. Todos com uma grande idéia para salvar os pulmões do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-657074569519729349?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/657074569519729349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=657074569519729349' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/657074569519729349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/657074569519729349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/06/historia-infantil-em-concepcao.html' title='História infantil em concepção'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SkawHLdTUaI/AAAAAAAAAGU/Ii7kEN7zgxU/s72-c/livrinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-8532914265485248535</id><published>2009-06-10T10:54:00.000-03:00</published><updated>2009-06-10T10:55:52.564-03:00</updated><title type='text'>Tempestade de lágrimas</title><content type='html'>O que Clint Eastwood conseguiu ao dirigir e atuar em “Pontes de Madison”, o diretor George C. Wolfe tentou, mas ficou no meio do caminho. O filme de Eastwood, a partir do romance Robert James Waller, foi um melodrama sério, que tira o máximo da narrativa de amor entre um fotógrafo e uma mulher, recuperada pelos filhos dela. Em “Noites de Tormenta” (“Nights in Rodanthe”). Com a dupla de “Infidelidade” - Richard Gere e Diane Lane – à frente do elenco, Wolfe adapta o romance de Nicholas Sparks, sobre uma artista plástica e um médico, que encontram sozinhos numa pousada, durante as tormentas de Rodanthe, no estado americano da Carolina do Norte, passam a ter um nova chance de encontrar o amor. Adrienne Willis (Diane Lane), tenta se recuperar da morte do pai e da traição do marido Jack Willis (Christopher Meloni) e se oferece para cuidar da pousada da amiga Jean (Viola Davis), que tem a reserva de apenas um hóspede, o médico Paul Flanner (Richard Gere). Ele foge do que a sua vida se tornou, após um suposto erro médico e vai tentar refazer o erro, conversando com o marido da paciente que morreu na sua mesa, Robert Torrelson (Scott Glenn) .  Os dois estão em busca de encontrar a si mesmo, na relação com os seus defeitos, suas virtudes e com suas famílias. Os méritos do filme são a boa química entre Diane e Gere. (eles dizem que a afinidade deve ter vindo de vidas passadas), a trilha sonora baseada no jazz de Dinah Washington, Benny Brook e Count Basie e os cenários paradisíacos, numa fotografia que privilegia o mar, os bancos de areia e o pós-tormenta. Os pecados são a falta de profundidade do drama, a resolução fácil de alguns nós narrativos e a provocação gratuita a uma tempestade de lágrimas, sem que a história pudesse conduzir até isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-8532914265485248535?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/8532914265485248535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=8532914265485248535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8532914265485248535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8532914265485248535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/06/tempestade-de-lagrimas.html' title='Tempestade de lágrimas'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-943734787228858124</id><published>2009-05-13T00:17:00.002-03:00</published><updated>2009-05-13T00:42:21.284-03:00</updated><title type='text'>Oasis brilha como Supernova</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SgpBloVfBZI/AAAAAAAAAGM/PTbq6-301nY/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 89px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SgpBloVfBZI/AAAAAAAAAGM/PTbq6-301nY/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335148823312270738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para um público que esperou 15 anos para ver de perto o britpop do Oasis e os destemperados e irreverentes manos Noel e Liam Gallagher, a banda de Manchester brilhou como uma estrela Supernova. Aliás, Champagne Supernova foi a última música própria, a vigésima do cardápio de 21 canções em 1h45min, no show desta terça-feira, 12, no Gigantinho, em Porto Alegre.&lt;br /&gt;Diante de 12 mil pessoas, a banda foi precedida pela Cachorro Grande, o correspondente gaúcho do Oasis, que tocou 12 músicas durante 45 minutos, fechando com a clássica beatle "Helker Skelter". Às 21h40min (em ponto!), começaram os primeiros acordes da instrumental Fuckin´the Bushes e o público formado basicamente por gente com idades entre 20 e 40 anos se agitou. A partir de "Rock´n´Roll Star" foi uma alternância de sucessos dos primeiros discos e seis músicas novas do disco "Dig Out Your Soul" (2008), como "The Schock of The Lightning" e "Ain´t Got Nothin" e "Waiting for the Rapture". &lt;br /&gt;Com seu fleumatismo, as mãos para trás ou no bolso, Liam arriscou um "Obrigado, Porto Alegre" e também apontou para o público quando nas unânimes "Wonderwall" e "Don´t Look Back in Anger" a massa cantou, empunhhou suas câmeras e celulares, tentando se beliscar para ver se não estava sonhando. Encerrar o show com Beatles parecia ser a tônica da noite e então como já estava previsto no set list da turnê brasileira, "I am the Walrus" foi a apoteose. Destaque positivo para a qualidade do som e da luz. Destaque negativo para as caixas de som na frente dos dois telões e também para a beberrança desenfreada e a pista muito cheia, que ocasionou dezenas de desmaios principalmente nas mulheres. Longa vida ao Oasis, antes que os irmãos briguem para valer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-943734787228858124?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/943734787228858124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=943734787228858124' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/943734787228858124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/943734787228858124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/05/oasis-brilha-como-supernova.html' title='Oasis brilha como Supernova'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SgpBloVfBZI/AAAAAAAAAGM/PTbq6-301nY/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-1067482958714513305</id><published>2009-03-02T01:45:00.002-02:00</published><updated>2009-03-02T01:47:15.307-02:00</updated><title type='text'>São Paulo</title><content type='html'>São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade amada, onde cada esquina se dobra para a cultura e o povo é cada vez mais cosmopolita e contemporâneo. Alguém quer mais.  Para mim está ótimo. Fico aqui uns dias. Maravilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-1067482958714513305?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/1067482958714513305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=1067482958714513305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/1067482958714513305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/1067482958714513305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/03/sao-paulo.html' title='São Paulo'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-2274428276514880286</id><published>2009-02-19T01:08:00.002-02:00</published><updated>2009-02-19T01:13:14.294-02:00</updated><title type='text'>Noite, simplesmente</title><content type='html'>É uma noite, simplesmente&lt;br /&gt;Faltam quatro dias para o Oscar&lt;br /&gt;Novos capítulos na novela da LIC estadual&lt;br /&gt;A Opus anunciou os shows de 2009&lt;br /&gt;O amor é lindo&lt;br /&gt;Kate Winslet será a melhor atriz&lt;br /&gt;Vou passar batido pelo Carnaval&lt;br /&gt;Estou tomando um espumante&lt;br /&gt;O calor nem é tanto assim&lt;br /&gt;Deus existe&lt;br /&gt;Amanhã, vou a um casamento de um casal bacana&lt;br /&gt;O Inter perdeu&lt;br /&gt;Enfim, uma quarta-feira para afundar o sofá&lt;br /&gt;Au Revoir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-2274428276514880286?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/2274428276514880286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=2274428276514880286' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2274428276514880286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2274428276514880286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/02/noite-simplesmente.html' title='Noite, simplesmente'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-458165323177957031</id><published>2009-02-16T01:42:00.003-02:00</published><updated>2009-02-16T01:56:20.405-02:00</updated><title type='text'>A leitura libertou uma alma</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SZjjgDNiySI/AAAAAAAAAGE/a-GaC1MCGjk/s1600-h/images+blog.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 86px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SZjjgDNiySI/AAAAAAAAAGE/a-GaC1MCGjk/s320/images+blog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303238700986190114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Qualquer que seja o veredicto do Oscar sobre o filme O Leitor, o meu já está tomado, o filme alfabetiza em torno de uma grande história. É de uma rara beleza e soa realmente romântico o caso que a guarda nazista Hannah Schmitz tem com o jovem Michael Berg. Kate Winslet dá uma pureza e uma dureza a sua personagem que deixa-nos de queixo caído. Esta atriz vem amadurecendo a cada trabalho, ao contrário de Nicole Kidman, em descenso. A redenção e a lição mais contundente está na relação da personagem com as letras. Ela pedia para as prisioneiras de campos de concentração lerem os livros para ela. Depois para o jovem, antes de transarem, e finalmente aprendeu a ler pelos livros. Baseado no romance homônimo de Bernard Schlink, que ainda não li, é uma peça rara este filme e merece a atenção especial de todos que ainda não o viram. O filme me alfabetizou de novo (com lágrimas, diga-se de passagem) quando impelida por fitas mandadas por Michael, já crescido, vivido por Ralph Fiennes, resolve mandar fitas-cassete (Basf laranjinhas, lembram!) com os livros lidos por ele (A Odisséia, de Homero; "Metamorfose", de Kafka; e "A Dama e o Cachorrinho", de Tchekov. Todos precisamos ler para viver. Esta película nos ensina que ler é tão importante quanto respirar e qualquer esforço para manter este hábito e prazer sempre vai valer à pena. Stephen Daldry conseguiu cativar mais um leitor pela tela grande e eu espero que os leitores de Textostelona também sejam receptivos a este sensível filme que retrata os horrores da Segunda Guerra pela ótica de uma guarda analfabeta que acalmou sua alma na prisão com a leitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-458165323177957031?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/458165323177957031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=458165323177957031' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/458165323177957031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/458165323177957031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/02/leitura-libertou-uma-alma.html' title='A leitura libertou uma alma'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SZjjgDNiySI/AAAAAAAAAGE/a-GaC1MCGjk/s72-c/images+blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-1080335427573860644</id><published>2009-02-02T02:00:00.005-02:00</published><updated>2009-02-02T02:44:55.734-02:00</updated><title type='text'>Goya politicamente correto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SYZ6PvHgFVI/AAAAAAAAAF8/spKHmMJiHXM/s1600-h/images2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 94px; height: 143px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SYZ6PvHgFVI/AAAAAAAAAF8/spKHmMJiHXM/s320/images2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298056422412522834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SYZ2x5r1jxI/AAAAAAAAAF0/JDp-sDkkhZw/s1600-h/images1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 89px; height: 111px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SYZ2x5r1jxI/AAAAAAAAAF0/JDp-sDkkhZw/s200/images1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298052611318320914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SYZ2rMBx1LI/AAAAAAAAAFs/Jf_Ry4bDgLo/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 85px; height: 127px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SYZ2rMBx1LI/AAAAAAAAAFs/Jf_Ry4bDgLo/s200/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298052495983105202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Prêmio Goya entregue horas atrás no Palacio de Congresos em Madrid premiou as obras politicamente corretas. Transmitido ao mundo pela TVE espanhola, a cerimônia teve muito humor com a mestre de cerimônias Carmen Macchi e com algumas esquetes dos humoristas do Muchachada Nui, durante pouco mais de três horas. O grande vencedor foi "Camino" com seis prêmios. O filme dirigido por Javier Fesser levou as estatuetas Goya de Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Atriz (Carme Elías), Ator Coadjuvante (Jordi Dauder), Atriz Revelação (Nerea Camacho). Ao receber os prêmios de melhor diretor e roteirista, Javier Fesser agradeceu e dedicou o prêmio à personagem real que inspirou o filme, a menina de 13 anos, Alexia González-Barros, cuja doença foi manipulada pela organização Opus Dei. O filme ainda não tem estreia prevista para o Brasil. &lt;br /&gt;Outros prêmios politicamente corretos foram para atores de países de língua espanhola que têm bastante trânsito em Hollywood, como foi o caso do de Melhor Ator para Benicio Del Toro por "Che, o Argentino", de Steven Soderbergh. Del Toro disse ser uma honra receber o Goya, quis compartilhar o prêmio com os demais indicados apesar de não ter visto nenhum dos filmes (crítica implícita aos problemas de distribuição de filmes não-americanos). Disse também que é muito importante que o filme "Che" tenha boa aceitação nos Estados Unidos (outra sub-liminaridade ideológica). Penélope Cruz foi a Melhor Atriz Coadjuvante por "Vicky Cristina Barcelona", de Woody Allen, e o Melhor Filme Europeu foi "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias", do romeno Cristian Mungiu, que esteve em cartaz em 2008 no Brasil, e trata dos abortos ilegais na Romênia.&lt;br /&gt;O politicamente correto acompanhou a escolha de melhor canção original "A Tientas", do filme "El Truco del Manco" e do protagonista, o rapper e deficiente físico Juan Manuel Montilla, Langui, que agradeceu aos seus pais por lhe terem feito tão forte, mas teve dificuldades de acesso a escadaria do local da entrega dos prêmios. O momento mais emocionante da noite foi a homenagem ao cineasta Jesús Franco com o Goya Honorário. O diretor que em 50 anos de carreira fez mais de 188 filmes entre curtas e longas de todos os gêneros disse nunca ter pensado em receber este tipo de prêmio, oferecendo-o aos mais de quatro mil curta-metragistas da Espanha.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja a relação completa dos prêmios &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Película: 'Camino'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Director: Javier Fesser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Actor: Benicio del Toro por 'Che, el argentino'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Actriz: Carmen Elías por 'Camino'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Actor de Reparto: Jordi Dauder por 'Camino'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Actriz de Reparto: Penélope Cruz por 'Vicky Cristina Barcelona'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Actor Revelación: Juan Manuel Montilla 'Langui' por 'El truco del manco'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Actriz Revelación: Nerea Camacho por 'Camino'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Director/a Novel: Santiago A. Zannou por 'El truco del manco'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Película Europea: '4 meses, 3 semanas, 2 días'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Película Hispanoamericanea: 'La buena vida'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Guión Original: Javier Fesser por 'Camino'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Guión Adaptado: Rafael Azcona y José Luis Cuerda por 'Los girasoles ciegos'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Película Documental: 'Bucarest, la memoria perdida'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Corto Documental: 'Héroes. No hacen falta alas para volar'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Montaje: A. Lázaro por 'Los crímenes de Oxford'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Fotografía: P. Femenia por 'Sólo quiero caminar'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Música Original: R. Baños por 'Los crímenes de Oxford'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Canción Original: 'A tientas' por 'El truco del manco'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Dirección Artística: A. Gómez por 'Che, el argentino'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Diseño de Vestuario: Lala Huete por 'El Greco'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Maquillaje y/o Peluquería: J. Quetglas y N. Sánchez por 'Mortadelo y Filemón'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Sonido: Daniel de Zayas, Jorge Martín y Maite Rivera por '3 días'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Dirección de Producción: R. Romero por 'Los crímenes de Oxford'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejores Efectos Especiales: Romanillos, Costa, Quetglas, Diaz, A. Grau y Ch. Remacha por 'Mortadelo y Filemón'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Película de Animación: 'El lince perdido'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Cortometraje de Ficción: 'Miente' de Isabel de Ocampo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mejor Cortometraje de Animación: 'La increíble historia del hombre sin sombra' de José Esteban Alenda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Goya de Honor: Jesús Franco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(FONTE: WWW.ELPAIS.COM, DO JORNAL ESPANHOL EL PAIS)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-1080335427573860644?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/1080335427573860644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=1080335427573860644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/1080335427573860644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/1080335427573860644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/02/goya-politicamente-correto.html' title='Goya politicamente correto'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SYZ6PvHgFVI/AAAAAAAAAF8/spKHmMJiHXM/s72-c/images2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-2133448102696323149</id><published>2009-01-27T00:25:00.003-02:00</published><updated>2009-01-27T00:30:33.471-02:00</updated><title type='text'>Lacunas</title><content type='html'>Não há o que preencher nestas noites quentes de Porto Alegre. Lotar blogs com considerações, pegar um papel em branco e adorná-lo de palavras, crivar a ausência de balas. Não, não há nada o que fazer. Precisamos apenas esperar. Dias melhores. Verão. As notícias vêm tristes nas agências de notícias. Elas sufocam. Sou jornalista e entendo perfeitamente para que servem as notícias. Ouço ainda muitos ruídos, uma algazarra num salão de festas qualquer, batidas de portão - chegadas e partidas - só não entendo o que fazem os anjos numa hora destas. Alguns estão aqui à minha volta. Não se manifestam, mas eu os sinto. Sopram em forma de brisa atenuando o calor. Queria tocar o mundo, passar o dedo vagarosamente no céu de estrelas. Não posso. Então manuseio este teclado em busca de preencher algumas lacunas da noite. Vocês me entendem, não entendem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-2133448102696323149?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/2133448102696323149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=2133448102696323149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2133448102696323149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2133448102696323149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/01/lacunas.html' title='Lacunas'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-6723903194006481656</id><published>2009-01-22T01:26:00.000-02:00</published><updated>2009-01-22T01:27:17.831-02:00</updated><title type='text'>Rejeitado no "Poema no Ônibus"</title><content type='html'>Onibusca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Homem busca&lt;br /&gt;                                   amparo no transporte&lt;br /&gt;                         a cadeira no lombo&lt;br /&gt;                                                             rodas no asfalto&lt;br /&gt;                                                         móvel pelas ruelas&lt;br /&gt;                                          cidadão crédulo&lt;br /&gt;  sem eira nem sobreira  &lt;br /&gt;          que, onipresente,&lt;br /&gt;                                      ascende ladeira &lt;br /&gt;a bordo, sem abordar&lt;br /&gt;nada&lt;br /&gt;porque esvaziou&lt;br /&gt;com o tempo&lt;br /&gt;a vontade de ser carregado&lt;br /&gt;         neste coletivo de onipresenças&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-6723903194006481656?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/6723903194006481656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=6723903194006481656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/6723903194006481656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/6723903194006481656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/01/rejeitado-no-poema-no-nibus.html' title='Rejeitado no &quot;Poema no Ônibus&quot;'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-4543163888633177162</id><published>2009-01-22T01:03:00.001-02:00</published><updated>2009-01-22T01:09:41.952-02:00</updated><title type='text'>Ônibus do Tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SXfjbFeA1iI/AAAAAAAAAFk/efldpVvsBuo/s1600-h/onibus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 188px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SXfjbFeA1iI/AAAAAAAAAFk/efldpVvsBuo/s200/onibus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293949941461341730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;         Ônibus do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Põe o mar de gente&lt;br /&gt;  à espreita do falho poema&lt;br /&gt;  que se desloca lúcido pelo ônibus do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Na cidade do vento&lt;br /&gt;  a catraca cobra justo a brisa&lt;br /&gt;      que é o vale-transporte&lt;br /&gt;  do silêncio   pela erosão dos séculos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Poltronas alheias à vida&lt;br /&gt;                          dúvida de minutos &lt;br /&gt;                                       Paradas com seres àvidos  &lt;br /&gt;                                      Embarcando nas brechas do calendário&lt;br /&gt;                                      Amnesiestesiadas e transportáteis&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Luiz Gonzaga Lopes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-4543163888633177162?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/4543163888633177162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=4543163888633177162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4543163888633177162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4543163888633177162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/01/nibus-do-tempo.html' title='Ônibus do Tempo'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SXfjbFeA1iI/AAAAAAAAAFk/efldpVvsBuo/s72-c/onibus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-2038204832249484682</id><published>2009-01-22T00:48:00.002-02:00</published><updated>2009-01-22T00:51:25.969-02:00</updated><title type='text'>Ombros Largos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SXffINALRFI/AAAAAAAAAFc/iLZZUPN693U/s1600-h/atlas7201.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 166px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SXffINALRFI/AAAAAAAAAFc/iLZZUPN693U/s200/atlas7201.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293945219019654226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ombros largos (2ª versão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coube-me a tarefa de adoecer o verbo&lt;br /&gt;até confessar minhas entranhas&lt;br /&gt;Não entorpeci a semente,&lt;br /&gt;apenas a distraí de mim&lt;br /&gt;Nesta posse longínqua em que&lt;br /&gt;proliferam as palavras com adubo,&lt;br /&gt;enquanto nego carícias&lt;br /&gt;com minha mão cega&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Nesta idade apenas carrego sombras&lt;br /&gt;enlouqueço os pronomes em busca de par&lt;br /&gt;Deixo a tampa aberta do sonho, sem olhar&lt;br /&gt;Para o destempero da boca aleatória&lt;br /&gt;Sobrevive a mim,  a calma,&lt;br /&gt;Seca superfície da alma&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Quando há cisco no meu tombo,&lt;br /&gt;enrijecem grilhões em meus ombros&lt;br /&gt;Obra súdita, esta de apaziguar o cílio&lt;br /&gt;No suplicante piscar da falta&lt;br /&gt;ardem as cachoeiras da troca,&lt;br /&gt;quando um pombal arrulha no peito&lt;br /&gt;e sorrisos são distribuídos borbulha&lt;br /&gt;Com frescor de sombra&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Não degrado a ausência com perguntas&lt;br /&gt;Inconsciente a esmolar à memória&lt;br /&gt;Nuvens de esquecimento pousadas no umbral&lt;br /&gt;Ombro que me ampara&lt;br /&gt;na vulcânica vida que lava e seca&lt;br /&gt;a perda&lt;br /&gt;Língua na nuca do infinito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Gonzaga Lopes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-2038204832249484682?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/2038204832249484682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=2038204832249484682' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2038204832249484682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2038204832249484682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/01/ombros-largos.html' title='Ombros Largos'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SXffINALRFI/AAAAAAAAAFc/iLZZUPN693U/s72-c/atlas7201.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-5139870894966770207</id><published>2009-01-22T00:27:00.002-02:00</published><updated>2009-01-22T00:42:24.773-02:00</updated><title type='text'>Poema é fenda</title><content type='html'>Um poema é uma fenda&lt;br /&gt;Abre os poros do tempo&lt;br /&gt;Quando me vejo pássaro&lt;br /&gt;Asas saem da minha orelha&lt;br /&gt;e o poema insiste&lt;br /&gt;Mansinho como brisa&lt;br /&gt;em me tentar&lt;br /&gt;Se insinua pelos dedos&lt;br /&gt;Anseia por teclados,&lt;br /&gt;mas encontra a caneta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema é fenda&lt;br /&gt;que se fecha&lt;br /&gt;quando cai&lt;br /&gt;na página limpa&lt;br /&gt;bordada a nanquim&lt;br /&gt;Se os anjos matassem&lt;br /&gt;Atirariam em mim&lt;br /&gt;mas não acertariam&lt;br /&gt;Como é doce a tinta&lt;br /&gt;do sangue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem adoça o poema&lt;br /&gt;Não tem diabetes de ser&lt;br /&gt;Humaniza e saboreia&lt;br /&gt;A fenda sumiu&lt;br /&gt;Jorrou uma letra&lt;br /&gt;Meu tempo acabou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-5139870894966770207?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/5139870894966770207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=5139870894966770207' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5139870894966770207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5139870894966770207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/01/poema-fenda.html' title='Poema é fenda'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-3445751950876819435</id><published>2009-01-09T01:54:00.002-02:00</published><updated>2009-01-09T01:59:27.602-02:00</updated><title type='text'>NOITE ALTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SWbLeyjHE8I/AAAAAAAAAFU/32h_EwHM3Q8/s1600-h/P%C3%B4r-do-sol.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SWbLeyjHE8I/AAAAAAAAAFU/32h_EwHM3Q8/s200/P%C3%B4r-do-sol.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289138542218777538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A noite já se faz alta e Bordelino espreita por entre as coxias. Ele não quer entrar em cena. Diz que este narrador não pode expor as suas intimidades, os seus passeios pela noite de Porto Alegre. Aquelas voltas de carro pela Farrapos às 5h da manhã. Ele se revolta. Olha para o narrador, que olha para mim e pergunta: E agora?&lt;br /&gt;Respondo: Vamos ter que adiar um pouco a estréia de Bordelino no blog.&lt;br /&gt;Bordelino dá um sorrisinho de soslaio, nos observa com cara e jeito de vencedor e desde as escadas calmamente. O narrador e eu nos olhamos com caras tristes, mas ficamos contentes, pois ambos estamos com sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-3445751950876819435?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/3445751950876819435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=3445751950876819435' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3445751950876819435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3445751950876819435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/01/noite-alta.html' title='NOITE ALTA'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SWbLeyjHE8I/AAAAAAAAAFU/32h_EwHM3Q8/s72-c/P%C3%B4r-do-sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-114963951558042887</id><published>2009-01-07T00:49:00.002-02:00</published><updated>2009-01-07T00:53:04.245-02:00</updated><title type='text'>NOITES</title><content type='html'>Noites de Verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim quentes&lt;br /&gt;intensas&lt;br /&gt;distópicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suando sempre&lt;br /&gt;Cervejosas&lt;br /&gt;No bar&lt;br /&gt;Sacripancas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando todos&lt;br /&gt;de que o livre&lt;br /&gt;tem privilégios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre o rude&lt;br /&gt;What night&lt;br /&gt;Enlightness&lt;br /&gt;Unforgetable&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-114963951558042887?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/114963951558042887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=114963951558042887' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114963951558042887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114963951558042887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/01/noites.html' title='NOITES'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-6837727247673736323</id><published>2009-01-05T00:29:00.000-02:00</published><updated>2009-01-05T01:00:34.013-02:00</updated><title type='text'>Quantas vidas precisamos?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SWF3wKXcACI/AAAAAAAAAFE/sW3XkljsbXQ/s1600-h/poster_19355.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 119px; height: 166px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SWF3wKXcACI/AAAAAAAAAFE/sW3XkljsbXQ/s200/poster_19355.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287639106809757730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amigos leitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após três meses longe desta comunicação blogueira tão necessária, estou de volta para uma minirreforma no meu acordo ortográfico com a virtualidade. Como o TextosTelona do título do blog, as duas coisas que mais me motivam a escrever aqui são a literatura e o cinema, além da vida que é a matéria-prima das duas anteriores. Num domingo metade chuvoso, metade nublado com nacos de sol, botei os pés para fora de casa, deixei-os pisar o chão de um ônibus e num movimento de 20 minutos já estava às portas do Unibanco Arteplex para me estarrecer diante da tela grande. &lt;br /&gt;Desta feita, o que tive diante de meus olhos foi o novo filme de Gabriele Muccino, "Sete Vidas" (Seven Pounds). Na sua segunda parceria com Will Smith, ator que vem levando a carreira de forma equilibrada, um blockbuster e um filme de sensibilidade. &lt;br /&gt;Neste, o filme de sensibilidade, Smith é um homem que perdeu o sentido da vida, quando provoca o acidente que mata a mulher. Então, ele cria uma teia humanitária, de ser anjo da guarda e de escolher pessoas em dificuldades para lhes dar o que é mais precioso, o retorno a uma vida saudável, seja financeira ou de saúde, escolhendo pessoas cujos órgãos não funcionam bem e que estão na fila de transplantes ou doadores. &lt;br /&gt;A figura do anjo está um pouco em desuso, apesar da literatura especializada tentar dar um impulso a esta barroca figura. Por que não somos mais anjos? Quantas vidas precisamos para entender que muito precisa ser feito. Gabriele Muccino já tinha entendido muito bem estas coisas, quando filmou À Procura da Felicidade, há dois anos, com Will Smith protagonizando o cara que rala para criar o filho e recebe uma chance de trabalhar como corretor de valores pela sua habilidade com números. &lt;br /&gt;Os anjos modernos sofrem, quebram suas asas, se desnudam, já não são mais barrocos, mas com certeza Gabriele Muccino conseguiu descobrir que o sexo dos anjos é o coração ou algum outro órgão vital para o corpo e para a alma.&lt;br /&gt;Após o cinema, fui na Livraria Cultura e comprei um livro com dois textos inéditos (para mim) de Samuel Beckett, que serão assunto para um novo post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços nos homens&lt;br /&gt;Beijo nas mulheres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos dias, deve aparecer neste blog um personagem criado recentemente e que vai contar um pouco do lado underground de Porto Alegre. Bordelino é o nome dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou. Fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-6837727247673736323?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/6837727247673736323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=6837727247673736323' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/6837727247673736323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/6837727247673736323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2009/01/quantas-vidas-precisamos.html' title='Quantas vidas precisamos?'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SWF3wKXcACI/AAAAAAAAAFE/sW3XkljsbXQ/s72-c/poster_19355.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-7715011391845831023</id><published>2008-09-28T21:47:00.000-03:00</published><updated>2008-09-28T21:53:10.171-03:00</updated><title type='text'>Parem!!!!!</title><content type='html'>A ordem de parada é destinada a tortura da campanha política. Hoje, tentei dar uma volta no Brique da Redenção, mas os jingles de candidatos nos carros de som passavam de 100 decibéis ou a sensação era essa. Não obstante isto, as insistências de santinhos para quem já tem candidato e não quer mudar o voto. Gostaria que o dinheiro aplicado em campanhas políticas tivesse um percentual de investimento de 20% nos problemas mais urgentes das cidades. Parem, por favor. Divulguem seus candidatos sem agredir o meio-ambiente e os meus tímpanos. Façam uma campanha mais limpa ou então larguem este osso, porque ninguém agüenta mais esta poluição visual e sonora. E que vença o melhor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-7715011391845831023?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/7715011391845831023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=7715011391845831023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7715011391845831023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7715011391845831023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2008/09/parem.html' title='Parem!!!!!'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-7948992395815730654</id><published>2008-09-23T03:47:00.000-03:00</published><updated>2008-09-23T03:56:41.410-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Eimuntas Nekrosius, diretor de Fausto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SNiTHyI9k7I/AAAAAAAAADE/r7deuQtDeWY/s1600-h/Nekrosius_5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SNiTHyI9k7I/AAAAAAAAADE/r7deuQtDeWY/s320/Nekrosius_5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249107127628043186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta entrevista foi feita por e-mail com o diretor lituano Eimuntas Nekrosius e publicada parcialmente na edição de domingo, 14, do jornal Correio do Povo. Nekrosius é diretor de Fausto, uma das cinco atrações européias do 15º Porto Alegre Em Cena, festival que terminou agora há pouco no Theatro São Pedro, com a escolha do 3º Braskem em Cena, com três prêmios para A Comédia dos Erros, do Studio Stravaganza (melhor espetáculo, melhor diretor para Adriane Motolla) e melhor ator (Carlos Alexandre). Heinz Limaverde e Sandra Possani, de A Megera Domada, foram respectivamente melhores ator e atriz. Heinz dividiu o prêmio com Carlos Alexandre. O Oigalê levou o júri popular com o espetáculo Miséria Servidor de Dois Estancieiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhe agora a entrevista com Nekrosius feita em inglês na semana passada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Gonzaga Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. We know Eimuntas Nekrosius was defined "a some kind of genious" by Arthur Miller when he visited Vilnius. Why he say this expression? Make some sense? &lt;br /&gt;Miller visited Vilnius some 30 years ago or more. It was important visit for our theater, as his words said after he saw our performances played at that time opened the world for our theater. We started tour the world opening new festivals and countries with each year. I think just the time could define what is good in the arts, though in case of theater... I don‘t know if it‘s possible at all. Other arts are more powerfull and longlife – literature, paintings...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. How are the main charateristics of this play "Fausto"? &lt;br /&gt;In this performances we tryed with actors to go deep into the soul, thoughts of the man. The Man, doctor Faust, who is searching all his live, trying to find an answers to the questions that never leaves him quite. What is the world? Who is man in this life? What is the reason of human beeing? Even Goethe in his poem doesn‘t give any answers to these questions. So, we also don‘t give any recepies what is right or not. But for me was interesting to exame the beauty of the process of the research it self. As long as the man is acting, searching for the answers – he is alive and reasonable. When he stops – he dies. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Our people is specially connected with your two other plays presented in Porto Alegre - Hamlet e Othelo. Say us if it seems like that plays in estetic e language therms. &lt;br /&gt;I don‘t follow any school of theater and also don‘t have my own fixed system of the work in the theater. Choosing the literature base for the new performance I look for the specific, unique theatrical language, that allows to speak and recover the main ideas of the drama in the most free way. Copearing with Shakespeare dramas Faust, may be, is more ascethic. In Othello and Hamlet we had castles, armies, ships, etc. Here we have Faust‘s study, Grethen‘s room, the cavern, jail... So, the main and most important „events“ happen inside of the Faust. Though of course these are all my performances, some actors are the same and I never run out of my self.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Could you talk about this trilogy. &lt;br /&gt;Actually what was called by theater critics as a Trilogy is Hamlet, Macbeth and Othello, but I had no plans to create a Trilogy. Somehow it happened. I don‘t have a kind of long term plans what to stage next 5 or 10 years. Just finishing one show start to think what do to next. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. How about your career and about your way of direct plays. &lt;br /&gt;I said already, that I don‘t have any specific system. Just try to read the literature very carefully and understand what the author wanted to say and what could be interesting and actual for the modern people. Then we go to the rehearsals and try if it works or not. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Do you know Brazilian plays nowadays?&lt;br /&gt;I‘m sorry, but I really don‘t know Brazilian theater well. It would be not honest to make any comments. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Tell us your concern or comments about Porto Alegre em Cena. &lt;br /&gt;I have never been at the festival myself. But from the words of my actors I could understand that it‘s really great event, one of the most important that we had visited in South America. And of course always looking to the program of the festival, to the number of the theaters presented... it‘s very impressive. So each time having an opportunity to join the program of the festival we are happy to do it.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-7948992395815730654?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/7948992395815730654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=7948992395815730654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7948992395815730654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7948992395815730654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2008/09/entrevista-com-eimuntas-nekrosius.html' title='Entrevista com Eimuntas Nekrosius, diretor de Fausto'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/SNiTHyI9k7I/AAAAAAAAADE/r7deuQtDeWY/s72-c/Nekrosius_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-8712739719069579031</id><published>2008-07-21T01:27:00.000-03:00</published><updated>2008-07-21T01:37:44.594-03:00</updated><title type='text'>DREXLER</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/SIQSj7HtkFI/AAAAAAAAAC8/pz592r2Ua8k/s1600-h/x435.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/SIQSj7HtkFI/AAAAAAAAAC8/pz592r2Ua8k/s320/x435.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225321876031377490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitores blogados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou meio sem palavras, mas abro uma exceção para falar das 2h20min que passei ouvindo canções quase intangíveis de Jorge Drexler. O uruguaio é um espetáculo, junto com os seus dois músicos-técnicos de som e mais a participação do Vitor Ramil. Junto com o satolepense, Drexler tocou e cantou três músicas, inclusive 12 segundos de oscuridad.   Rolou Mi Guitarra y Vos, Deseo, Hermana Duda, La vida es mas compleja que parece e outras mais. O Teatro do Bourbon Country palpitou de emoção dos ávidos fãs (Lugar comum paca). Eu falei que estava sem palavras (adequadas). Bom, mas está começando o Festival de Inverno. O terceiro. O blog vai renascer das cinzas. Voltaremos, como diz aquele gourmet muito mais conhecido do que eu (apesar de ser anonymous)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-8712739719069579031?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/8712739719069579031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=8712739719069579031' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8712739719069579031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8712739719069579031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2008/07/drexler.html' title='DREXLER'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/SIQSj7HtkFI/AAAAAAAAAC8/pz592r2Ua8k/s72-c/x435.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-6698989016935310376</id><published>2008-03-06T16:51:00.000-02:00</published><updated>2008-03-06T16:53:31.204-02:00</updated><title type='text'>O poderoso chefão na versão negra</title><content type='html'>Considerado por alguns como uma versão mais atualizada de O Poderoso Chefão, O Gângster (American Gangster), dirigido por Ridley Scott (Blade Runner), recria a história real da trajetória de Frank Lucas, o mais famoso e impedioso negro da máfia do bairro do Harlem, em Nova York. Vivido pelo especialista em filmes de ação, o oscarizado Denzel Washington (Dia de Treinamento), Lucas era o motorista, segurança e cobrador do bondoso mafioso Bumpy Johnson. Quando este morre, ele decide empregar novos métodos para traficar heroína, a droga do momento no final dos anos 60. Para isso, decide comprar direto do Sudeste Asiático, pela via de militares que estão combatendo no Vietnã.&lt;br /&gt;Inspirado nas grandes redes de lojas, o traficante consegue um produto com maior pureza e mais barato, o Blue Magic e constrói um império, intimidando aqueles que o intimidavam, fazendo com que a máfia italiana trabalhasse para ele, como é o caso de Dominic Cattano (Armand Assante, de Os Reis do Mambo). Como para cada veneno há um antídoto, o policial honesto Richie Roberts (Russel Crowe) de New Jersey cria um esquadrão especial anti-drogas atrás dos principais traficantes e acaba chegando em Frank Lucas e também na corrupção da polícia de Nova York, que acaba se apropriando da droga ou recebendo propina dos traficantes. Roberts acabou virando advogado de Lucas e os dois foram consultores da produção.&lt;br /&gt;A direção de Ridley Scott acaba garantindo uma construção sólida, auxiliada pelo roteiro de Steve Zaillian (A Lista de Schindler), fazendo com que a narrativa detalhe os perfis de Lucas e Roberts até que eles se encontrem. No elenco estão ainda Cuba Gooding Jr., Josh Brolin, Ted Levine e Ruby Dee, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-6698989016935310376?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/6698989016935310376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=6698989016935310376' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/6698989016935310376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/6698989016935310376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2008/03/o-poderoso-chefo-na-verso-negra.html' title='O poderoso chefão na versão negra'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-94294333467616529</id><published>2008-03-06T16:28:00.001-02:00</published><updated>2008-03-06T16:35:21.159-02:00</updated><title type='text'>O metal que nunca apaga</title><content type='html'>Iron Maiden leva…&lt;br /&gt;os fãs ao êxtase…&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;O show do Iron Maiden, o segundo da história em Porto Alegre (o primeiro foi em 1992), deixou 15 mil pessoas em condição de êxtase, após 1h50 de show num Gigantinho superlotado e abafado, na noite de quarta-feira. A banda inglesa, que completa 30 anos de estrada em 2009, deixou os fãs com a certeza que o metal do Iron Maiden nunca se apaga. Após um show de abertura bem mais ou menos da filha do baixista Steve Harris, Lauren Harris, o Iron entrou no palco exatamente às 21 horas, com duas músicas do disco Powerslave - Aces High e Two Minutes to Midnight. O vocalista Bruce Dickinson corria de um lado para o outro no megacenário com tons egípcios da capa do disco de 1985, esbanjando energia para os seus 49 anos. É claro que os agudos mais difíceis passaram a ser feitos com a ajuda da platéia. …&lt;br /&gt;Desfilando uma grande música atrás da outra, vieram a seguir Revelations, The Trooper, na qual empunha uma bandeira da Grã-Bretanha, Wasted Years e The Number of the Beast. No intervalo entre as músicas, Bruce teve tempo para brincar de falar ao celular com a sua mãe: ``estou tocando para 15 mil pessoas aqui em Porto Alegre, mãe!''. Seguiram-se Can I Play With Madness e Rhime of the Ancient Mariner. Nesta, o poema musicado de Samuel Taylor Coleridge com quase 14 minutos, teve um tratamento especial de luz púrpura e azul.…&lt;br /&gt;Ao final de cada música, o público empolgadíssimo cantava Olê, Olê, Maiden, Maiden!. Fãs como o uruguaio de Montevidéu, Diego Russo, 23 anos, que toca guitarra, baixo e bateria em quatro bandas cover e viajou cerca de 900km para ver a sua banda preferida.…&lt;br /&gt;Powerslave, Heaven Can Wait e Run to the Hills preparam o clima para Fear of the Dark, a música que mais teve coro na platéia, pois une duas gerações de fãs. Na música Iron Maiden, do disco homônimo de 1980, o gigante mascote Eddie entrou com roupa e pistola do disco Somewhere in Time, para o delírio do público. O bis foi econômico com Moonchild, The Clarvoyant e Hallowed Be Thy Name. O show terminou e os fãs foram para casa com a certeza de terem participado de um fato histórico. (Luiz Gonzaga Lopes)…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-94294333467616529?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/94294333467616529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=94294333467616529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/94294333467616529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/94294333467616529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2008/03/iron-maiden-leva-os-fs-ao-xtase-o-show_06.html' title='O metal que nunca apaga'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-2092683835074528306</id><published>2008-03-06T16:28:00.000-02:00</published><updated>2008-03-10T22:49:54.046-02:00</updated><title type='text'>A Donzela de Ferro arrebata os fãs</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/R9XWurZGyiI/AAAAAAAAAC0/aCkg4jc0j7I/s1600-h/Iron+Maiden+-+Wesley+Santos.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/R9XWurZGyiI/AAAAAAAAAC0/aCkg4jc0j7I/s320/Iron+Maiden+-+Wesley+Santos.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176279444142606882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Iron Maiden leva…&lt;br /&gt;os fãs ao êxtase…&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;O show do Iron Maiden, o segundo da história em Porto Alegre (o primeiro foi em 1992), deixou 15 mil pessoas em condição de êxtase, após 1h50 de show num Gigantinho superlotado e abafado, na noite de quarta-feira. A banda inglesa, que completa 30 anos de estrada em 2009, deixou os fãs com a certeza que o metal do Iron Maiden nunca se apaga. Após um show de abertura bem mais ou menos da filha do baixista Steve Harris, Lauren Harris, o Iron entrou no palco exatamente às 21 horas, com duas músicas do disco Powerslave - Aces High e Two Minutes to Midnight. O vocalista Bruce Dickinson corria de um lado para o outro no megacenário com tons egípcios da capa do disco de 1985, esbanjando energia para os seus 49 anos. É claro que os agudos mais difíceis passaram a ser feitos com a ajuda da platéia. …&lt;br /&gt;Desfilando uma grande música atrás da outra, vieram a seguir Revelations, The Trooper, na qual empunha uma bandeira da Grã-Bretanha, Wasted Years e The Number of the Beast. No intervalo entre as músicas, Bruce teve tempo para brincar de falar ao celular com a sua mãe: ``estou tocando para 15 mil pessoas aqui em Porto Alegre, mãe!''. Seguiram-se Can I Play With Madness e Rhime of the Ancient Mariner. Nesta, o poema musicado de Samuel Taylor Coleridge com quase 14 minutos, teve um tratamento especial de luz púrpura e azul.…&lt;br /&gt;Ao final de cada música, o público empolgadíssimo cantava Olê, Olê, Maiden, Maiden!. Fãs como o uruguaio de Montevidéu, Diego Russo, 23 anos, que toca guitarra, baixo e bateria em quatro bandas cover e viajou cerca de 900km para ver a sua banda preferida.…&lt;br /&gt;Powerslave, Heaven Can Wait e Run to the Hills preparam o clima para Fear of the Dark, a música que mais teve coro na platéia, pois une duas gerações de fãs. Na música Iron Maiden, do disco homônimo de 1980, o gigante mascote Eddie entrou com roupa e pistola do disco Somewhere in Time, para o delírio do público. O bis foi econômico com Moonchild, The Clarvoyant e Hallowed Be Thy Name. O show terminou e os fãs foram para casa com a certeza de terem participado de um fato histórico. (Luiz Gonzaga Lopes)…&lt;br /&gt;ENERGIA: o cinquentão Bruce Dickinson corria como um menino no palco do Gigantinho…&lt;br /&gt;Wesley Santos/Divulgação…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-2092683835074528306?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/2092683835074528306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=2092683835074528306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2092683835074528306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2092683835074528306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2008/03/iron-maiden-leva-os-fs-ao-xtase-o-show.html' title='A Donzela de Ferro arrebata os fãs'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/R9XWurZGyiI/AAAAAAAAAC0/aCkg4jc0j7I/s72-c/Iron+Maiden+-+Wesley+Santos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-6037811483159276117</id><published>2007-12-23T22:11:00.000-03:00</published><updated>2007-12-23T22:15:03.649-03:00</updated><title type='text'>Davis contra Golias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/R28IBzyi9WI/AAAAAAAAACs/fMuj1XeLdl0/s1600-h/No%2BVale%2Bdas%2BSombras.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/R28IBzyi9WI/AAAAAAAAACs/fMuj1XeLdl0/s320/No%2BVale%2Bdas%2BSombras.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147341726282872162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após a consagração silenciosa de Crash no Oscar, o roteirista e diretor Paul Haggis (autor do roteiro de Menina de Ouro, entre outros) passa a cavoucar as feridas da guerra mais recente envolvendo os norte-americanos, a do Iraque, no filme No Vale das Sombras (In the Valley of Elah). Utilizando excelentes metáforas como a cena em que o sargento reformado Hank Deerfeild (um cada vez mais econômico, porém não menos orgânico Tommy Lee Jones) ensina um salvadorenho a colocar a bandeira americana do jeito certo, pois de cabeça para baixo quer dizer que algo vai mal. E algo realmente vai mal na cabeça dos soldados que foram novamente para uma guerra sem sentido, tanto que em momento crucial do filme, Hank resolve reensinar o salvadorenho a colocar a bandeira de cabeça para baixo.&lt;br /&gt;Nesta obra, Haggis baseia-se em relatos reais, construindo com Mark Boal a história de Hank (Jones), que é o pai do soldado Mike Deefeild, procurando as pistas de seu filho desaparecido. Para isso, vai até uma unidade de infantaria do Novo México investigar com os seus colegas de batalhão. Lá, as coisas tornam-se um pouco mais complicadas, pois o desaparecimento passa a se configurar no assassinato brutal que revolta Hank e sua esposa Joan (Susan Sarandon).&lt;br /&gt;É na reconstrução da história com auxílio da detetive Emily Sanders (Charlize Theron) é que o filme ganha o fôlego necessário para se transformar numa obra densa, que questiona o pós-guerra (boa parte dos soldados voltam do Iraque com problemas de stress, drogados ou às voltas com o álcool, festas e prostituição). Se fosse só isso, nenhum problema, mas é que o verbo matar passa a ser conjugado de uma forma muito estranha e alguns códigos de guerra são quebrados, quando os itens são tortura de soldados iraquianos e morte pela morte. &lt;br /&gt;Mike, o filho de Hank, não era nenhum santo e para se auto-afirmar na guerra passa a ter o “divertido” apelido de Doc, abreviatura de Doctor, o doutor que não opera, nem cura, mas comete algumas atrocidades como tortura. Haggis deixa claro que a sua crítica de guerra é o matar e o poder sobre a morte e as conseqüências sobre os envolvidos, como num interrogatório da detetive Emily (Theron). &lt;br /&gt;O manto de bondade dos Estados Unidos da América caiu no final da Segunda Guerra Mundial. No filme de Haggis, com a fotografia mais áspera de Roger Deakins e a música de Mark Isham, fica evidente que os passos do bom cinema americano já estão deixando pegadas há muito tempo no solo de mocinhos do Tio Sam. A auto-crítica é uma das principais características do ser humano e também dos cineastas e dos artistas em geral. Bela obra de Paul Haggis, que se ergue como um dos grandes diretores autorais desta década, que novamente tem traços do recurso Magnólia/Crash, a música que integra partes do filme, que no caso é Lost, interpretada por Annie Lennox.&lt;br /&gt;O lado fabular e moral da história do filme está no que seria o título original em inglês: No Vale de Elah, quando Hank não consegue contar uma história para o filho de Emily dormir, ele cita a clássica de Davi contra Golias, que derrubou o gigante com estilingue e pedras, no Vale de Elah, na Palestina. As pedras de Davi são as reestruturações das pessoas e das famílias envolvidas com as voltas dos soldados ou com as perdas dos seus filhos e como superar tudo isto numa guerra que vai matando aos poucos, por dentro, antes mesmo de uma granada ou um tiro de fuzil ecoar em solo iraquiano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-6037811483159276117?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/6037811483159276117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=6037811483159276117' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/6037811483159276117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/6037811483159276117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/12/davis-contra-golias.html' title='Davis contra Golias'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/R28IBzyi9WI/AAAAAAAAACs/fMuj1XeLdl0/s72-c/No%2BVale%2Bdas%2BSombras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-1661921771726264565</id><published>2007-12-10T21:41:00.000-03:00</published><updated>2007-12-10T22:14:47.681-03:00</updated><title type='text'>A morte do Ano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/R13kcgLaqqI/AAAAAAAAACk/NS9X0CxNAOA/s1600-h/corrida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/R13kcgLaqqI/AAAAAAAAACk/NS9X0CxNAOA/s320/corrida.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142517527852264098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele estava terminando. O Ano estava se consumindo e nenhum remédio iria curá-lo. Da masmorra das suas memórias, conseguia lembrar de CPMF, do título do São Paulo, do desastroso primeiro ano governo Yeda Crusius, da Copa América, da violência urbana e outros pequenos estilhaços de uma existência pungente nas pessoas que nele viveram neste Brasil mais baixos do que altos. A gota letal seria de um lenitivo chamado Dezembro e que tinha como contra-indicações as Festas de Fim de Ano (uma espécie de velório antecipado) e o Natal (ah! esta cruel lembrança de um nascimento que ocorre no  fim da vida do meu amigo Ano). Pronto, falei! Faltam 21 dias. Crônica de uma morte anunciada. Já estou vendo a São Silvestre (foto) na tevê e os fogos de artifício (estes ardis  ideais de felicidade que nos queimas e consumem a todos, pois não dão esperança só as tiram). Todos esperam que o Ano se acabe. Eu queria ficar mais um pouco com ele. Dizer o que não achei certo para que ele pudesse corrigir alguns dos seus defeitos, o de ter nascido ímpar, por exemplo. Mas ainda não deu. O trabalho e cotidiano me impedem de pensar no Ano e de acompanhar atento o seu fim. Que todos prestem atenção na dor de um agonizante e que não me venham com festinhas, champanhe, porquinho, lentilha e mais fogos pelo Outro que vai nascer (não o Jesus, é claro, mas sim este Outro que também vão chamar de ano, apenas mudando o número). Eu sei que está acabando, mas vou ficar ao seu lado no leito de morte anual. E respeitem a minha dor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-1661921771726264565?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/1661921771726264565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=1661921771726264565' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/1661921771726264565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/1661921771726264565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/12/morte-do-ano.html' title='A morte do Ano'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/R13kcgLaqqI/AAAAAAAAACk/NS9X0CxNAOA/s72-c/corrida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-3246297145668097142</id><published>2007-11-12T08:59:00.000-03:00</published><updated>2007-11-12T09:15:50.631-03:00</updated><title type='text'>Até quando?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RzhD6g5fXqI/AAAAAAAAACc/h8W5YQVMKoY/s1600-h/torcidas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RzhD6g5fXqI/AAAAAAAAACc/h8W5YQVMKoY/s320/torcidas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131926447931219618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com esta simples pergunta pretendo indagar sobre onde a fúria e o ódio cego entre as torcidas (des) organizadas vai nos levar. Outro torcedor morreu na Itália e milhares já morreram no mundo por estarem com a camisa do seu clube do coração. Atualmente, já não interessa o futebol, que recebe uma cotação secundária. Os torcedores, boa parte jovens (com hormônios borbulhando) saem de casa pensando em como vão fazer para provocar o rival, em quais os xingamentos novos e na velha máxima de "é matar ou morrer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas soluções estão sendo estudadas. Os grandes clássicos como Gre-Nal, Fla-Flu, Atlético x Cruzeiro, Corinthians x Palmeiras terem apenas a torcida do time mandante. A escolta ou o impedimento de torcidas viajarem para acompanhar o seu time. A expulsão de todos os baderneiros após identificação via câmera nos estádios. Acredito que não há solução aparente, mas acho que o futebol pode ser dissociado da violência, com a conscientização a respeito da desportividade e a aferição de um menor valor de ganhar ou perder, pois afinal o futebol é um esporte e não uma atividade de gladiador. Mas vai dizer isto para nós, homens, quando o nosso time está perdendo. Pensadores do esporte e da segurança. É hora de vocês trabalharem arduamente. Boa sorte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-3246297145668097142?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/3246297145668097142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=3246297145668097142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3246297145668097142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3246297145668097142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/11/at-quando.html' title='Até quando?'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RzhD6g5fXqI/AAAAAAAAACc/h8W5YQVMKoY/s72-c/torcidas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-310544591403175632</id><published>2007-10-20T17:04:00.000-03:00</published><updated>2007-11-09T12:06:35.689-03:00</updated><title type='text'>Primeiro livro na praça</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RzR3Bw5fXpI/AAAAAAAAACU/j5DnfOlFD_M/s1600-h/contra+livro+gonzaga-Reproducao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RzR3Bw5fXpI/AAAAAAAAACU/j5DnfOlFD_M/s400/contra+livro+gonzaga-Reproducao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130856747671445138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, está chegando a hora. No dia 10 de novembro, às 19h30, vou autografar &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Amor sobre tela &lt;/span&gt; no pavilhão de autógrafos da 53ª Feira do Livro de Porto Alegre. Este meu primeiro livro é resultado de oito anos de trabalho, foi reescrito algumas vezes e condensado em 185 páginas (dava para cortar mais); e tem capa da artista plástica Bárbara Nunes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue uma pequena sinopse da obra para vocês:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que o amor é feito? Esta pergunta não tem resposta. De que trata este livro? Olivares e Vera são um escritor e uma artista plástica. Eles vivenciam um amor de verão. Os rastros desta história passam a ser o norte da vida de Demóstenes, um jornalista cultural e aspirante a escritor, contratado para escrever um romance sobre este amor. Durante algum tempo, ele irá buscar juntar peças de um quebra-coração. Para isso, vai imergir nos fatos e no universo de referências do casal: de Fernando Pessoa a Lobo Antunes e de Boticelli a Krajcberg. Nesta busca, pode perder a própria identidade, mas tentará de todas as formas juntar o par pela última vez, quando um ardil os conduz a um surpreendente final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-310544591403175632?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/310544591403175632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=310544591403175632' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/310544591403175632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/310544591403175632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/10/primeiro-livro-na-praa.html' title='Primeiro livro na praça'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RzR3Bw5fXpI/AAAAAAAAACU/j5DnfOlFD_M/s72-c/contra+livro+gonzaga-Reproducao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-5314171945492988938</id><published>2007-10-14T00:21:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T00:24:40.661-03:00</updated><title type='text'>Blue or Down</title><content type='html'>Coisas que nos deixam para baixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Demissões injustificáveis&lt;br /&gt;- Empate no finalzinho&lt;br /&gt;- Telefonema na hora da transa&lt;br /&gt;- Contas a pagar (muitas, atrasadas, de preferência)&lt;br /&gt;- Mercado ou banco fechado&lt;br /&gt;- Falta de visão empresarial ou de mercado&lt;br /&gt;- Espetáculos amadores feitos por profissionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto é só&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-5314171945492988938?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/5314171945492988938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=5314171945492988938' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5314171945492988938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5314171945492988938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/10/blue-or-down.html' title='Blue or Down'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-8870523103275612972</id><published>2007-08-20T20:38:00.000-03:00</published><updated>2007-08-20T20:55:05.275-03:00</updated><title type='text'>Evolução?</title><content type='html'>http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/bbc/2007/08/20/ult4432u534.jhtm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia publicada no site www.uol.com.br (link acima) coloca lenha na fogueira dos caminhos da sexualidade. O cientista Umberto Veronesi tem uma teoria que a espécie humana está caminhando para o bissexualismo. Em conferência proferida no fim de semana na região da Toscana, Veronesi, que é ex-ministro da Saúde da Itália considera o bissexualismo como "resultado da evolução natural das espécies".  &lt;br /&gt;O oncologista justifica relatando que o homem vem perdendo suas características e tende a se transformar em figura sexualmente ambígua. Para ele, a mulher está se tornando mais masculina. Ele vai mais adiante, comentando que no futuro o sexo será apenas um gesto de demonstração de afeto e não terá fins reprodutivos, podendo ser praticado entre pessoas de sexos opostos ou não. O médico diz que num futuro não muito próximo, a sociedade poderia ser organizada como o mundo das abelhas, no qual a maior parte de seus membros seria praticamente assexuada e só uma pequena parte se dedicaria à reprodução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora de sexologia da Universidade La Sapienza de Roma, Chiara Simonelli, concorda o médico e considera este processo como resultado da evolução genética e da mudança de mentalidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antropólogo Fiorenzo Facchini, da Universidade de Bolonha, discorda com a teoria. Segundo ele, "do ponto de vista antropológico, a orientação sexual é definida a nível biológico pela espécie e isto não pode ser alterado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que concordo com as teorias evolucionistas, mas quando elas são resultado de uma intensa pesquisa científica e de uma decorrência do tempo necessário para a comprovação, como a professora Chiara Simonelli ressalta na entrevista: precisa de mais duas ou três gerações para se consolidar. Por isso, prefiro crer que o bissexualismo seja uma condição aceita e respeitada, mas vou defender a liberdade da evolução humana mais para o lado da heterossexualidade (minha preferência), respeitando os bi e os homos, seres bacanas e de mente aberta. Por essas e por outras teorias, é que sou contra o progresso em algumas situações. Estou com saudade do namoro de pegar na mão. Deve ser apenas saudosismo, mas tudo está caminhando muito rápido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-8870523103275612972?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/8870523103275612972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=8870523103275612972' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8870523103275612972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8870523103275612972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/08/evoluo.html' title='Evolução?'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-8537184676922958127</id><published>2007-08-02T15:30:00.001-03:00</published><updated>2007-08-02T15:39:16.251-03:00</updated><title type='text'>Live and let die hard</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RrIkzEzLtBI/AAAAAAAAABs/wVufqdJRbBA/s1600-h/live_free_or_die_hard.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RrIkzEzLtBI/AAAAAAAAABs/wVufqdJRbBA/s400/live_free_or_die_hard.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094174588389798930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RrIkSEzLtAI/AAAAAAAAABk/PRpfLAOPx9s/s1600-h/images-bruce.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RrIkSEzLtAI/AAAAAAAAABk/PRpfLAOPx9s/s400/images-bruce.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094174021454115842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amigos, é só um lembrete para que todos aqueles que viveram os filmes de ação nos anos 80 e início dos 90. Vocês devem ir ao cinema amanhã para ver Live Free or Die Hard ou Duro de Matar 4.0. O detetive John McClane (Bruce Willis) está cada vez mais humano e herói ao mesmo tempo, com sua ironia fina dizendo que só queria ir para casa descansar em mais um feriado - 4 de julho - que vai chutar o traseiro do vilão ou dizer yippee ki  yay, motherfucker. Desta vez, enfrenta terroristas virtuais, cai de avião em movimento, equilibra caminhão em duas rodas e sozinho com sua pistola mata homens fortemente armados com metralhadoras. Uma boa pedida para os cinemas. Se quiser saber mais detalhes leia minha crítica amanhã no www.cinema.com.br.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-8537184676922958127?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/8537184676922958127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=8537184676922958127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8537184676922958127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8537184676922958127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/08/live-and-let-die-hard.html' title='Live and let die hard'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RrIkzEzLtBI/AAAAAAAAABs/wVufqdJRbBA/s72-c/live_free_or_die_hard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-5493185147356703867</id><published>2007-07-31T12:06:00.000-03:00</published><updated>2007-07-31T12:25:54.658-03:00</updated><title type='text'>A Petra vem aí</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq9UbkzLs_I/AAAAAAAAABc/mibJCC1C38k/s1600-h/fernada3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq9UbkzLs_I/AAAAAAAAABc/mibJCC1C38k/s400/fernada3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093382536290874354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois do show do Fito Paez e da Liliana Herrero, ainda tivemos fôlego, Nara e eu, para irmos até o coquetel de lançamento da peça As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant, de Rainer Werner Fassbinder, cuja estréia será sexta-feira, às 20h, na sala Carlos Carvalho, da Casa de Cultura Mário Quintana. O coquetel lotou o mezzanino da champanharia Ovelha Negra. Entre champanhes e trufas, mais doces do que as amargas lágrimas de Petra, o diretor Airton Oliveira fez a apresentação da peça, da equipe e do elenco. Na equipe, está a minha esposa, Nara Maia, que é diretora de atores e iluminadora. Betina Müller protagoniza a estilista Petra, com um elenco de primeira à sua volta, vivendo a estilista de moda, de grande sucesso, viúva do primeiro marido e separada do segundo, que vive uma relação de ciúme e possessividade com uma modelo, Karin (Simone Telecchi), e também uma relação de poder e submissão com sua assistente, Marlene (Janaína Pelizzon). No elenco, ainda estão Rosa Campos Velho, Marley Danckwardt e Aline Jones. Eu já li o texto e já vi o filme do Fassbinder e a julgar pelas pessoas envolvidas e pelo texto em questão, vivido pela primeira vez no teatro brasileiro por Fernanda Montenegro (foto), o espetáculo tem tudo para fazer história no teatro gaúcho. Vamos conferir de sexta até 26 de agosto, de sextas a domingos, na Carlos Carvalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-5493185147356703867?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/5493185147356703867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=5493185147356703867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5493185147356703867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/5493185147356703867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/07/petra-vem.html' title='A Petra vem aí'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq9UbkzLs_I/AAAAAAAAABc/mibJCC1C38k/s72-c/fernada3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-2840654725592781063</id><published>2007-07-31T11:27:00.000-03:00</published><updated>2007-07-31T12:05:10.123-03:00</updated><title type='text'>Na segunda-feira, FITEI</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq9PnkzLs-I/AAAAAAAAABU/PItCnDW66xc/s1600-h/images1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq9PnkzLs-I/AAAAAAAAABU/PItCnDW66xc/s400/images1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093377244891165666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq9PXkzLs9I/AAAAAAAAABM/asaN9KfNYXk/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq9PXkzLs9I/AAAAAAAAABM/asaN9KfNYXk/s400/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093376970013258706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bom, o Festival de Inverno de Porto Alegre foi fechado com chave carismática. Fito Paez e Liliana Herrero protagonizaram um encontro memorável de 1h30 com um público que lotou os 750 lugares do Theatro São Pedro (incluindo cadeiras extras) da sessão extra das 18h desta segunda-feira. A sessão das 21h foi igualmente lotada, foi o que me disseram. Fito é carismático, simpático, ama a música e tem letras simplesmente tocantes. Como é o caso de 11 Y 6: "Miren todos, ellos solos pueden más que el amor. (y son mas fuertes que el Olimpo). Se escondieron en el centro y en el baño de un bar, sellaron todo con un beso". Com Liliana Herrero, sua irmã maior - como Fito disse em brincadeira sobre música que compôs para o aniversário de 50 anos dela -  Liliana - fizeram um pequeno passeio por suas composições e por obras de compositores latino-americanos do passado (Atahualpa Yupanqui) e contemporâneos (o uruguaio Fernando Cabrera). De Fito, Mariposa Technicolor compareceu no bis, com três músicas. A música que se insistiu por entre nossos ouvidos foi Romaria, de Renato Teixeira (que também esteve no Festival de Inverno), eternizada pela voz da pimentinha Elis Regina. Por duas vezes, Liliana regeu o coro da platéia, que tinha um foco de luz próprio, cantando à capela: "sou caipira pirapora nossa Senhora de Aparecida", mostrando um cara de contentamento, difícil de esconder. Noite mágica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-2840654725592781063?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/2840654725592781063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=2840654725592781063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2840654725592781063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2840654725592781063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/07/na-segunda-feira-fitei.html' title='Na segunda-feira, FITEI'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq9PnkzLs-I/AAAAAAAAABU/PItCnDW66xc/s72-c/images1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-9023765728650940195</id><published>2007-07-29T18:33:00.000-03:00</published><updated>2007-07-29T18:52:49.510-03:00</updated><title type='text'>Tango, vinho e sol</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq0MDUzLs8I/AAAAAAAAABE/TPhH2dmPaDc/s1600-h/Orquesta-Fierro-Ch-op.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq0MDUzLs8I/AAAAAAAAABE/TPhH2dmPaDc/s400/Orquesta-Fierro-Ch-op.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092740004888425410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   O final de semana foi regado a tango,vinho e sol. O primeiro elemento nos foi apresentado pela Orquesta Tipica Fernandez Fierro (foto), no início da noite de sábado, no Teatro Renascença, dentro da programação do Festival de Inverno de Porto Alegre. Os 12 jovens músicos do grupo fizeram um show de 1h30, com muita qualidade musical formada por um naipe de quatro bandoneóns, outro de quatro violinos, uma viola, um violoncelo, um piano e um vocalista que brincou o tempo inteiro com a platéia e mandou ver nos figurinos portenho-fashion. O grupo que está junto há quase uma década tocou cerca de 18 músicas, com dois bis, tendo como base os seus dois mais recentes discos Destrucción Massiva e Mucha Mierda. &lt;br /&gt;   Aliás, a brincadeira mais comum da banda era com o desejo de Mucha Mierda ou de de sorte, como dizem os atores no teatro. Ao final do show, conversei com um dos bandeonistas, que me confessou existirem umas dez boas orquestras típicas em Buenos Aires e que eles gostaram de tocar em Porto Alegre, porque o público é participativo e bem-humorado. Os rapazes rio-platenses ainda teriam outro show às 21 horas, fato que vai se repetir nesta segunda-feira, quando Fito Paez e Liliana Herrero realizam dois shows às 18h e 21h, fechando o Festival de Inverno.&lt;br /&gt;   Bom, depois do show, como ninguém é de ferro, rolou uma jantinha em casa, com o casal de melhores amigos e padrinhos de casamento, Luiz Fernando e Sinara. A Nara cozinhou massa ao pomodoro e a dois queijos. Para beber, o tal vinho chileno Santa Helena, já nominado no título deste post. No domingo, rolou o tradicional almoço em casa e aí o Brique da Redenção, acompanhado do sol, este velho companheiro, que não consegue espantar o incômodo frio. De tarde, fiquei na frente da tevê vendo o meu Inter amassar o Sport (5x1) em Recife pelo Brasileirão, chegando ao quinto lugar do Brasileirão. Na quarta-feira, tem Vasco no Beira-Rio e estaremos lá com certeza. Um baita fim de semana. De noite, vou ver o Derico Sciotti (aquele do sexteto do Jô), acompanhado da banda Sindicato do Jazz e da Banda Municipal de Porto Alegre. Vai ser de bater palma sem parar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-9023765728650940195?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/9023765728650940195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=9023765728650940195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/9023765728650940195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/9023765728650940195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/07/tango-vinho-e-sol.html' title='Tango, vinho e sol'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rq0MDUzLs8I/AAAAAAAAABE/TPhH2dmPaDc/s72-c/Orquesta-Fierro-Ch-op.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-7380808817407948530</id><published>2007-07-27T18:09:00.001-03:00</published><updated>2007-07-27T18:34:41.735-03:00</updated><title type='text'>Um fim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RqpkxkzLs7I/AAAAAAAAAA8/egZzm_6UaWE/s1600-h/NIETZSCHE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RqpkxkzLs7I/AAAAAAAAAA8/egZzm_6UaWE/s400/NIETZSCHE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091993131550487474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Hoje pela manhã, chegou ao fim o seminário Cinco Lições sobre Nietzsche, ministrado pelo professor doutor da Unicamp/SP, Oswaldo Giacoia Jr, para o Festival de Inverno de Porto Alegre. Na aula final, no Teatro de Câmara, o assunto foi a relação da filosofia com a vida. Antes de tratar deste tema, Giacoia leu o aforismo 6   do capitulo Por que sou tão sábio, do livro Ecce Hommo. A síntese das considerações nietzscheanas é de que o ressentimento é doença e que a proposta de Nietzsche para o ser humano ser capaz de renunciar a vingança - principalmente contra o tempo, o foi, o passado - é o eterno retorno, a teoria do tempo circular, poder desejar novamente aquilo que foi.&lt;br /&gt;  No tema Filosofia e Vida, o mestre paulista traz à baila uma questão fundamental abordada por Michel Foucault que é o que estamos fazendo de nossas vidas ou o que estamos fazendo de nós mesmos. Nietzsche propõe que relação entre filosofia e vida não pode ser contemplativa, como sugeriam Platão, Kant e Schopenhauer. Esta relação deve brotar das entranhas. Com isso, questiona o imperativo ético kantiano e todas as éticas ocidentais até então, que é a busca de uma vida virtuosa, do ideal de felicidade. O objeto ético então é a felicidade. Em Assim Falava Zaratustra, Nietzsche diz com clareza que os homens modernos inventaram a felicidade. Só que o ideal da felicidade inventada é marcada pelo conforto, pelo bem-estar, pela segurança e pela ausência de dor e sofrimento, isto é, uma ilusão e uma apologia ao consumo infinito, aos templos da contemporaneidade, os shopping center 24 horas. Nietzsche novamente propõe em Crepúsculo dos Ídolos a arte como tragédia, como transfiguração estética, a arte pela arte ou por meio das festas dionisíacas, as bacanais, garantir a eternidade pela ação da sexualidade, pela dor do parto, pelo futuro da vida.  Chegamos à conclusão de Nietzsche leva a filosofia e a metafísica ao seu esgotamento, apesar de - mesmo com seu contraponto e investigação profunda - às vezes dar suporte para o pensamento platônico, kantiano e schopenhauriano. É o preço que se paga pela  profundidade de sua metafísica.&lt;br /&gt;A aula acabou e ficamos todos órfãos da condução magna e precisa do professor Giacoia, que nos prometeu um "eterno retorno" para novas palestras e cursos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-7380808817407948530?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/7380808817407948530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=7380808817407948530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7380808817407948530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7380808817407948530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/07/um-fim.html' title='Um fim'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RqpkxkzLs7I/AAAAAAAAAA8/egZzm_6UaWE/s72-c/NIETZSCHE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-7385965055408671897</id><published>2007-07-27T09:55:00.000-03:00</published><updated>2007-07-27T09:58:44.935-03:00</updated><title type='text'>Cortázar e Cla Wolff</title><content type='html'>A quinta-feira de Festival de Inverno de Porto Alegre foi de amizade e intimidade. Depois da aula teórica sobre ressentimento a partir da filosofi de Nietzsche do professor Oswaldo Giacoia, tive à tarde e à noite contatos com a atitude política de Cortazar, na quarta aula do mestre portenho Martin Paz. Dentre tantos aspectos abordados, Paz tratou de dar um contexto histórico-político da Argentina do século 20, dos momentos antes do peronismo e posteriores e do envolvimento de Cortazar com as revoluções desde que visitou Cuba em 1960. O conto Reunión, do livro Todos os Fuegos o Fuego é imputado por Paz talvez como um dos primeiro escritos ficcionais políticos de esquerda de Cortázar, pois trata do objetivo do desembarque de revolucionários em Sierra Maestra, onde estão presente a figura biográfica de Che Guevara e um homem chamado apenas pelo codinome Luis, mas que era Fidel Castro. &lt;br /&gt;   O professor também lembra que os escritores de esquerda foram muitas vezes condescentes com as atrocidades do governo cubano e traçaram Fidel como uma espécie de mito, que tinha habilidades em medicina, agricultura, economia e era capaz de lembrar de uma boa conversa e continuá-la dez anos depois de iniciá-la. Cortázar teve um envolvimento fortíssimo com a causa da revolução na Nicarágua, escrevendo Nicarágua tão Violentamente Doce e também o conto Apocalipse em Solentiname, onde o poeta Ernesto Cardenal vira um personagem.&lt;br /&gt;  À noite fui na abertura da exposição Olhares Revelados, da artista plástica e mais do que tudo minha amiga e muitas vezes parceira intelectual Clarice Wolffenbüttel Lemes. As obras são de uma composição bem construída, com uma razão pictórica bem definida, domínio das cores e intenções que trabalha os olhares enviesados, com a constituição física arredondada de um Botero ou de um Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Cla Wolff, como me permito chamar, é uma usina de idéias, que partem da sua ansiedade, de uma loucura que ela diz ter e que todos nós temos, que é o sopro da criação. Constrói poesias sempre. Divaga outras tantas vezes. Relembra fatos da história, sua formação primeva, com maestria. Lembrei de Cla Wolff e de Cortázar, pois foi ela que me deu a minha primeira obra em espanhol do escritor portenho, mas nascido em Bruxelas. É a edição de Historias de cronopios y de famas, que ela ganhou numa das suas viagens, a mais longa a São Francisco, que depois ganhou a Europa, onde vivências e formação artística em Amsterdam, na Holanda, deram para ela um sopro artístico a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais um dia inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-7385965055408671897?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/7385965055408671897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=7385965055408671897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7385965055408671897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7385965055408671897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/07/cortzar-e-cla-wolff.html' title='Cortázar e Cla Wolff'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-7004363461339750264</id><published>2007-07-26T13:22:00.000-03:00</published><updated>2007-07-26T13:24:57.796-03:00</updated><title type='text'>O isso e o ressentimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RqjKvUzLs6I/AAAAAAAAAA0/BdP77y-PJkU/s1600-h/nietzsche_munch.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RqjKvUzLs6I/AAAAAAAAAA0/BdP77y-PJkU/s400/nietzsche_munch.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091542293128393634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Festival de Inverno de Porto Alegre segue quente, principalmente no que tange às discussões sobre Nietzsche, imputadas à assistência do curso no Teatro de Câmara pelo professor doutor Oswaldo Giacoia Júnior. Pois bem, na terceira e quarta aulas realizadas na quarta e quinta-feira pela manhã, os temas básicos foram o isso (na descontrução do ego cogito cartesiano) e a moral do ressentimento a partir das três primeiras dissertações de A Genealogia da Moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao isso (ou o id freudiano), as informações que circulam na palestra são de que não necessariamente deve haver um eu pensante, mas sim um isso pensante, é o pensamento (segundo o aforismo 17 de Para Além do Bem e do Mal) que vem quando ele quer e não quando eu quero. Segundo Giacoia, o eu não pensa, o eu é pensado. Não é o eu que pensa, mas é o isso que pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na aula desta quinta-feira, a investigação sobre a gênese da moral leva todos até a derrubada do conceito da moral vigente até o século 19. Esta moral seguia com Kant e Schopenhauer o modelo socrático-platônico-cristão, que é a moral do rebanho, da massa, produto da culpa e do ressentimento. O ressentimento é considerado por Nietzsche como um entorpecente para os fracos: “alguém tem de ser o culpado por eu estar sofrendo.” Conforme Giacoia, baseado na Genealogia da Moral, o ato criador da moral da vingança é o não, a negação, construir-se a si próprio pela negação do outro. Este ressentido é comparado por Nietzsche ao tipos subterrâneos das Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoievsky. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Para Nietzsche, o não-ressentido tem o transbordamento da força, o outro não é mau, mas infeliz, privado de potência. Na dissertação I, parágrafo 10, Nietzsche dá o exemplo de Mirabeau, que não guardava lembranças de insultos e vilezas e não podia perdoar, simplesmente porque esquecia. Giacoia reitera que o homem forte é capaz de elaborar, de processar as suas vivências negativas, de não se ressentir, enquanto o homem fraco faz exatamente o contrário, se envenena e se intoxica com este sentimento repetido, guardado, este ressentimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-7004363461339750264?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/7004363461339750264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=7004363461339750264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7004363461339750264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/7004363461339750264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/07/o-isso-e-o-ressentimento.html' title='O isso e o ressentimento'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RqjKvUzLs6I/AAAAAAAAAA0/BdP77y-PJkU/s72-c/nietzsche_munch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-3453823706819608738</id><published>2007-07-24T23:31:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T23:33:13.593-03:00</updated><title type='text'>Da aurora à nostalgia</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rqa2WUzLs5I/AAAAAAAAAAs/yo2H1pMbG4k/s1600-h/giac%C3%B3ia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rqa2WUzLs5I/AAAAAAAAAAs/yo2H1pMbG4k/s400/giac%C3%B3ia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090956923445687186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Festival de Inverno seguiu nesta terça-feira a todo vapor. Estava com um pouco de sono, mas vi o professor Oswaldo Giacóia Jr.(foto) fazer uma pequena reflexão de uma hora sobre a epígrafe menor ainda do livro Aurora, de Friedrich Nietzsche: “há tantas auroras que não brilharam ainda”. Em linhas gerais, Giacóia relaciona a frase aos ensinamentos ascetas dos hinos hindus RigVeda. E com isso, reflete sobre a vontade como sofrimento, à maneira de Schopenhauer, e a ascese, a negação da vontade, o sábio percebendo que o real é a ilusão. Comentando que Nietzsche só se reafirma quando nega Schopenhauer e na Aurora oferece a sua luz, que é viver o aqui e agora no único mundo existente, já que não há nada além desta existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    À tarde, o professor Martin Paz, da Universidade de Buenos Aires, leu e analisou contos como El Otro Cielo, Todos os Fuegos o Fuego e La Autopista Del Sur, além de Axolotes, Torito, Reunión e outros, de Julio Cortazar. No conto El Otro Cielo, estabelece-se a passagem fantástica entre uma galeria de Paris e outra de Buenos Aires. Na Autopista Del Sur, um engarrafamento se transforma numa comunidade. A tarde passou rápido e o frio chegou. Veio também à noite, na qual eu voltaria a ver a banda Engenheiros do Hawaii, ou o que restou dela – Humberto Gessinger e uma garotada. Vi o primeiro show deles no Rock Unificado 1986, no Gigantinho. Até 1992, assisti a uns 25 shows deles. Depois, parei porque achei que o Humberto estava ficando mais bossal do que aqueles que atiram bombas na embaixada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Foi um show curto, de 1h48, com dois bis, que mostrou fãs ardorosos que lotaram o acanhado Teatro Renascença. Talvez o menor público deles da década: 400 pessoas. As músicas todas apareceram neste show acústico: Toda Forma de Poder, Somos Quem Podemos Ser, Era um Garoto, O Papa é Pop e Infinita Highway, além de novas como Vertical, bem moderna no arranjo. Humberto tocou tudo viola, violão, harmônica, piano etc. Noite ótima. De nostalgia. Amanhã tem mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-3453823706819608738?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/3453823706819608738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=3453823706819608738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3453823706819608738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/3453823706819608738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/07/da-aurora-nostalgia.html' title='Da aurora à nostalgia'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rqa2WUzLs5I/AAAAAAAAAAs/yo2H1pMbG4k/s72-c/giac%C3%B3ia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-2087841628803850683</id><published>2007-07-24T14:34:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T14:44:35.193-03:00</updated><title type='text'>Inverno Culto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RqY6WkzLs4I/AAAAAAAAAAk/_myHuE67yP8/s1600-h/sa-rodrix-e-guarabira-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RqY6WkzLs4I/AAAAAAAAAAk/_myHuE67yP8/s400/sa-rodrix-e-guarabira-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090820588298810242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nesta segunda-feira, Porto Alegre começou a cumpriu sua promessa para comigo: me proporcionar um inverno mais culto. O dia foi intenso. Tive que tirar férias no jornal que trabalho – o Diário de Canoas – para poder acompanhar melhor todas as atividades. Logo pela manhã, o curso sobre Friedrich Nietzsche, ministrado pelo professor doutor paulista Osvaldo Giacóia Jr. (o que escreveu o Folha Explica sobre o filósofo), no Teatro de Câmara. &lt;br /&gt;O tema da manhã foi a morte de Deus na obra do autor de Humano, Demasiado Humano. O professor Giacóia iniciou a incursão pelo mundo do esclarecimento e também do niilismo a partir do aforismo 125 de A Gaia Ciência: O Homem Louco. &lt;br /&gt;Em síntese, o homem que procura Deus, descobre que todos nós o assassinamos e nos tornamos senhores do nosso destino, emancipando a nossa razão. Sem Deus e sem a sua metáfora maior do mar e do horizonte, o infinito e o absoluto caem por terra e sobrevive o intelecto como sujeito, com o homem deixando a condição de vassalagem. Nesta interpretação sobre a morte de Deus, as igrejas passam a ser os mausoléus e os túmulos de Deus.&lt;br /&gt;Bom, a manhã passou voando, mas aterrissou tranqüila, sem tentar arremeter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A tarde foi corrida, mas consegui chegar a tempo do seminário Os Jogos Secretos de Julio Cortázar, com o professor da Universidade de Buenos Aires, Martin Paz. Fui ao evento com a minha mulher, Nara.  De início, houve uma reprodução de áudio de um fragmento do conto A Casa Tomada, do livro Bestiário. A partir da constatação da dicção do R cortazariano e do seu estrangeirismo, afrancesado, o mestre portenho apresentou a biografa do escritor nascido em Bruxelas em 1914, no início da 1ª Guerra Mundial, cuja família voltou à Argentina em 1918 para moram no subúrbio, em Banfield. Os dados biográficos mostram o contraste entre o burguês e o popular: tango ou jazz é o exemplo maior. A publicação da peça Os Reis (1948) e de Bestiário (1951), a bolsa do governo francês em 1958 e a publicação de Rayuela (O Jogo da Amarelinha em 1963 são peças da engrenagem do homem que passa a ser personagem no mundo. No estrangeiro, passa a ser um exilado pela literatura e a defender o enfrentamento dos regimes totalitários latino-americanos. Com uma série de dicas de contos que serão trabalhados na terça-feira, como O Outro Céu, Axolotes e  Auto-estrada do Sul, Paz encerra a sua aula, chamando para a Possibilidade do Relato Fantástico: tema da segunda aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que falar da noite no Teatro Renascença. Tenho 38 anos e ainda não havia visto a dupla Sá e Guarabira tocando, muito menos com o terceiro integrante Zé Rodrix. Os caras são lendas-vivas. Tocam muito, são divertidos e passaram a desfilar sucessos e anônimas canções lindas. Dona, Casa no Campo, Te Amo Espanhola, O Pó da Estrada e Caçador de Mim. Não precisa dizer mais nada. Show de 1h30, com bis de 15 minutos. Noite memo e rememorável. De bater pezinho, como diz o Arthur de Faria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-2087841628803850683?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/2087841628803850683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=2087841628803850683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2087841628803850683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/2087841628803850683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/07/inverno-culto.html' title='Inverno Culto'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RqY6WkzLs4I/AAAAAAAAAAk/_myHuE67yP8/s72-c/sa-rodrix-e-guarabira-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-4141410337900319691</id><published>2007-04-14T23:20:00.000-03:00</published><updated>2007-04-14T23:34:52.438-03:00</updated><title type='text'>Inferno seria perder esta peça</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RiGPPan-CnI/AAAAAAAAAAc/vLE4is7oDsk/s1600-h/entre+4+paredes+2+139.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RiGPPan-CnI/AAAAAAAAAAc/vLE4is7oDsk/s400/entre+4+paredes+2+139.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053477751894182514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post é bem rápido. É para convidar meus leitores a assistirem ao espetáculo Entre Quatro Paredes, texto do filósofo existencialista Jean-Paul Sartre. A montagem da Cia 4 Produções trabalha a pungência do texto com os elementos da estética do confinamento. Três pessoas são conduzidas a um local onde não há estacas, grelhas, nem piscar de olhos, isto é, não é o inferno no seu estereótipo. Nas suas consciências, porém, o que foi feito aos que ficaram na terra dos vivos faz toda a diferença. Aos poucos o jornalista, a socialite e a funcionária pública acabam se dando conta do que os levou até ali e começa a fazer a sua expiação. O inferno são os Outros, diria Sartre. Eu diria que o inferno é perder a excelente atuação de Marcelo Aquino como Joseph Garcin, com um envolvimento corporal e vocal, demonstrando o legítimo tormento de um homem que torturou alguém de alguma forma, mesmo que não fisicamente. Inferno seria perder Carolina Garcia interpretar Inês Serrano, a lésbica que destila sua ironia e os seus amores aos dois convivas. Inferno é deixar de travar contato com as sutilezas da Estelle Rigault de Daniela Aquino. A bela socialite encanta e tira as máscaras da insegurança e do seu crime com leveza. O Criado vivido por Antônio Carlos Falcão tem austeridade, digno de um ator que faz comédia e drama com a mesma competência. Méritos para Sandra Dani, a maestrina que orientou a todos e também para a trilha contundente de Marcelo Delacroix. Louvores maiores ainda ao esteta Élcio Rossini que com sua estrutura de acrílico cria uma Caixa de Pandora, uma Arena, um Coliseu, algo cheio de surpresas para os leões da platéia devorarem. A concepção de luz de Antônio Tubino e Liliane Vieira trata o espectador como participante deste inferno fazendo-o se refletir no acrílico e tentar buscar os pecados dentro de si. Imperdível este vencedor de três troféus Açorianos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-4141410337900319691?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/4141410337900319691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=4141410337900319691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4141410337900319691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/4141410337900319691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/04/inferno-seria-perder-esta-pea.html' title='Inferno seria perder esta peça'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_iLwx58sUk1E/RiGPPan-CnI/AAAAAAAAAAc/vLE4is7oDsk/s72-c/entre+4+paredes+2+139.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-1371236787953136770</id><published>2007-04-07T12:30:00.000-03:00</published><updated>2007-04-07T12:55:58.707-03:00</updated><title type='text'>Sam Shepard no Renascença</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rhe8d9GE8nI/AAAAAAAAAAM/Mgep3dVYd2E/s1600-h/mamae+foi+pro+alaska+-+2Âª+semana+231.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050712729921581682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rhe8d9GE8nI/AAAAAAAAAAM/Mgep3dVYd2E/s200/mamae+foi+pro+alaska+-+2%C2%AA+semana+231.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rhe8eNGE8oI/AAAAAAAAAAU/vtlf7nKjtmY/s1600-h/mamae+foi+pro+alaska+-+2Âª+semana+249.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050712734216548994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rhe8eNGE8oI/AAAAAAAAAAU/vtlf7nKjtmY/s200/mamae+foi+pro+alaska+-+2%C2%AA+semana+249.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Amigos leitores&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uso estas mal-traçadas linhas para convidá-los a assistir uma peça de grande qualidade no Teatro Renascença, localizado na rua Erico Verissimo, 307, em Porto Alegre. Mamãe foi pro Alaska está em cartaz de sexta a domingo, sempre às 21h, até 22 de abril.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O trabalho dirigido por Ramiro Silveira propõe uma leitura criativa e divertida para o denso texto True West, de Sam Shepard, que conta a história do reencontro de dois irmãos Lee e Austin, vividos por Evandro Soldatelli e Carlos Ramiro Ferstenseifer, após cinco anos na casa da Mãe (Arlete Cunha) ,que foi para o Alaska. Os dois acertam as contas na disputa pela atenção pelas suas histórias cinematográficos de um produtor de Hollywood, resolvem as diferenças, redescobrem a identidade e a fraternidade, numa montagem que propõe um cenário cheio de alternativas de Zoé Degani: um telão-ciclorama onde bonecos de playmobil se perseguem no deserto, flores, torradeiras, mesas que viram automóveis, triciclos que trazem um andarilho violeiro. Além de uma luz linda que valoriza os matizes básicos de preto, branco e cinza, feita pela minha esposa (linda!!!), Nara Maia. Enfim, uma beleza de espetáculo que venceu dois prêmios Sated/RS, teve cinco indicações ao Açorianos e lotou teatros no Festival de Curitiba. As fotos aí de cima são do excelente fotógrafo, colega de trabalho e amigo Luciano Bergamaschi. Confiram!!!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-1371236787953136770?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/1371236787953136770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=1371236787953136770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/1371236787953136770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/1371236787953136770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/04/shepard-no-renascena.html' title='Sam Shepard no Renascença'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_iLwx58sUk1E/Rhe8d9GE8nI/AAAAAAAAAAM/Mgep3dVYd2E/s72-c/mamae+foi+pro+alaska+-+2%C2%AA+semana+231.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-8626808705368237076</id><published>2007-02-25T12:10:00.000-03:00</published><updated>2007-02-25T12:19:44.579-03:00</updated><title type='text'>Palpites Oscar 2007</title><content type='html'>Pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vão as dicas sobre os vencedores do Oscar 2007. Os números da Mega Sena&lt;br /&gt;eu coloco no blog até quarta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rainha&lt;br /&gt;Babel (X)&lt;br /&gt;Cartas de Iwo Jima&lt;br /&gt;Os Infiltrados&lt;br /&gt;Pequena Miss Sunshine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor direção&lt;br /&gt;Alejandro Gonzalez Iñarritu (Babel)&lt;br /&gt;Clint Eastwood (Cartas de Iwo Jima)&lt;br /&gt;Martin Scorsese (Os Infiltrados)  - (X)&lt;br /&gt;Paul Greengrass (Vôo United 93)&lt;br /&gt;Stephan Frears (A Rainha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme estrangeiro&lt;br /&gt;After the Wedding&lt;br /&gt;Days of Glory&lt;br /&gt;The Lives of Others&lt;br /&gt;O Labirinto do Fauno (X)&lt;br /&gt;Water&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ator&lt;br /&gt;Leonardo DiCaprio (Diamante de Sangue)&lt;br /&gt;Ryan Gosling (Half Nelson)&lt;br /&gt;Peter O'Toole (Venus)&lt;br /&gt;Will Smith (À Procura da Felicidade)&lt;br /&gt;Forest Whitaker (O Último Rei de Escócia) – (X)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ator coadjuvante&lt;br /&gt;Alan Arkin (Pequena Miss Sunshine)  &lt;br /&gt;Jackie Earle Haley (Pecados Íntimos)&lt;br /&gt;Djimon Hounsou (Diamante de Sangue) – (X)&lt;br /&gt;Eddie Murphy (Dreamgirls - Em Busca de um Sonho) &lt;br /&gt;Mark Wahlberg (Os Infiltrados) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor atriz&lt;br /&gt;Penélope Cruz (Volver) &lt;br /&gt;Judi Dench (Notas sobre um Escândalo)&lt;br /&gt;Helen Mirren (A Rainha)&lt;br /&gt;Meryl Streep (O Diabo Veste Prada) – (X)&lt;br /&gt;Kate Winslet (Pecados Íntimos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor atriz coadjuvante&lt;br /&gt;Adriana Barraza (Babel) – (X)&lt;br /&gt;Cate Blanchett (Notas sobre um Escândalo)&lt;br /&gt;Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine)&lt;br /&gt;Jennifer Hudson (Dreamgirls - Em Busca de um Sonho)&lt;br /&gt;Rinko Kikuchi (Babel)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor roteiro adaptado&lt;br /&gt;Borat&lt;br /&gt;Filhos da Esperança&lt;br /&gt;Os Infiltrados (X)&lt;br /&gt;Pecados Íntimos&lt;br /&gt;Notas sobre um Escândalo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor roteiro original&lt;br /&gt;A Rainha&lt;br /&gt;Babel&lt;br /&gt;Cartas de Iwo Jima &lt;br /&gt;Pequena Miss Sunshine&lt;br /&gt;O Labirinto do Fauno  - (X)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme de animação&lt;br /&gt;Carros&lt;br /&gt;Happy Feet: O Pingüim – (X)&lt;br /&gt;A Casa Monstro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção de arte&lt;br /&gt;Dreamgirls - Em Busca de um Sonho&lt;br /&gt;The Good Shepherd (X)&lt;br /&gt;O Labirinto do Fauno&lt;br /&gt;Piratas do Caribe 2: O Baú da Morte&lt;br /&gt;O Grande Truque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografia&lt;br /&gt;Dália Negra&lt;br /&gt;Filhos da Esperança&lt;br /&gt;O Ilusionista&lt;br /&gt;O Labirinto do Fauno (X)&lt;br /&gt;O Grande Truque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figurino&lt;br /&gt;Curse of the Golden Flower&lt;br /&gt;O Diabo Veste Prada &lt;br /&gt;Dreamgirls - Em Busca de um Sonho – (X)&lt;br /&gt;Marie Antoinette&lt;br /&gt;A Rainha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor documentário&lt;br /&gt;Deliver Us From Evil&lt;br /&gt;An Inconvenient Truth – (X)&lt;br /&gt;Iraq in Fragments&lt;br /&gt;Jesus Camp&lt;br /&gt;My Country, My Country&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor documentário de curta-metragem&lt;br /&gt;The Blood of Yingzhou District&lt;br /&gt;Recycled Life – (X)&lt;br /&gt;Rehearsing a Dream&lt;br /&gt;Two Hands&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Montagem&lt;br /&gt;Babel – (X)&lt;br /&gt;Diamante de Sangue&lt;br /&gt;Filhos da Esperança&lt;br /&gt;Os Infiltrados&lt;br /&gt;Vôo United 93&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquiagem&lt;br /&gt;Apocalypto (X)&lt;br /&gt;Click&lt;br /&gt;O Labirinto do Fauno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor trilha sonora original&lt;br /&gt;A Rainha&lt;br /&gt;Babel (X)&lt;br /&gt;The Good German&lt;br /&gt;Notas sobre um Escândalo&lt;br /&gt;O Labirinto do Fauno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor canção&lt;br /&gt;I Need to Wake Up - Uma Verdade Inconveniente&lt;br /&gt;Listen - Dreamgirls - Em Busca de um Sonho&lt;br /&gt;Love You I Do - Dreamgirls - Em Busca de um Sonho – (X)&lt;br /&gt;Our Town - Carros&lt;br /&gt;Patience - Dreamgirls - Em Busca de um Sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme de animação - curta-metragem&lt;br /&gt;The Danish Poet&lt;br /&gt;Lifted&lt;br /&gt;The Little Matchgirl&lt;br /&gt;Maestro – (X)&lt;br /&gt;No Time For Nuts&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor curta-metragem&lt;br /&gt;Binta and the Great Idea&lt;br /&gt;Éramos pocos (One too many) – (X)&lt;br /&gt;Helmer &amp; Son&lt;br /&gt;The Saviour&lt;br /&gt;West Bank Story&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor edição de som&lt;br /&gt;Apocalypto&lt;br /&gt;Diamante de Sangue&lt;br /&gt;A Conquista da Honra – (X)&lt;br /&gt;Cartas de Iwo Jima&lt;br /&gt;Piratas do Caribe: O Baú da Morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor mixagem de som&lt;br /&gt;Apocalypto&lt;br /&gt;Diamante de Sangue&lt;br /&gt;Dreamgirls - Em Busca de um Sonho – (X)&lt;br /&gt;A Conquista da Honra&lt;br /&gt;Piratas do Caribe: O Baú da Morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeitos visuais&lt;br /&gt;Piratas do Caribe: O Baú da Morte&lt;br /&gt;Poseidon&lt;br /&gt;Superman - O Retorno (X)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-8626808705368237076?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/8626808705368237076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=8626808705368237076' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8626808705368237076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/8626808705368237076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/02/palpites-oscar-2007.html' title='Palpites Oscar 2007'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-117061942121021765</id><published>2007-02-04T17:02:00.000-03:00</published><updated>2007-02-04T17:32:42.893-03:00</updated><title type='text'>Rocky leva público a nocaute com socos nostálgicos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5272/3103/1600/784165/cartaz_casamento.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5272/3103/320/683590/cartaz_casamento.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma geração toda, que hoje tem entre 40 e 50 anos, principalmente a masculina cresceu dando socos no ar ou nos seus desafetos, quando era preciso, ao som de Eye of the Tiger, e vendo os filmes da grife Rocky Balboa. Ao melhor estilo ítalo-americano, Sylvester Stallone que no primeiro filme foi dirigido por John Avildsen foi vencendo a todos os adversários se consolidando no Rocky Marciano ou Muhamadd Ali das telas. Desde Apolo Creed (Carl Weathers) até a fera russa Ivan Drago, que matou seu amigo Apolo no ringue, Rocky construiu uma mitologia em torno das histórias de boxe. Por mais que o filme não tivesse qualidade estética, nem conteúdo profundo, o cinema foi se rendendo às peripécias de Stallone, que apanhava, caía, mas bastava olhar para a esposa Adrian (Tália Shire) e rever toda a sua vida na lona do ringue para se reerguer e destruir os adversários. Uma mensagem para a vida dos lutadores pelo mundo afora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sexto filme, Rocky está mais para decadente. Perdeu a mulher Adrian, é dono de um restaurante e vive nostalgicamente as lembranças dos locais da Filadélfia que o viram crescer junto com seu cunhado Paulie (Burt Young) e o filho Robert (Milo Ventimiglia). As pessoas lhe pedem autógrafos e ele sempre conta histórias do boxe, mas ainda falta uma coisa. Ele tem uma fera dentro de si. Com um drama bastante intenso e imagens de uma Filadélfia decadente, mas feitas por pessoas de coração forte, Stallone encarna no roteiro e direção deste filme um pouco da sua própria história, da fama e do recomeçar contínuo. O mote da trama é um jogo de computador que um canal de esportes faz entre um ex-campeão mundial dos pesos pesados Rocky e o atual Mason Dixon (Antonio Tarver). &lt;br /&gt; Quando o filho Robert nega o pai, por achar que está vivendo à sua sombra, vem a lição bem típica dos dois primeiros filmes que: um lutador não é conhecido pelos socos que dá, mas pela capacidade que tem de apanhar e agüentar toda a dor e superá-la para vencer. É uma lição pequena que - conjugada com as belas imagens da cidade quase abandonada, um pequeno romance  com Marie (Geraldine Hughes, que o havia mandado aquele lugar no primeiro filme), com o treinamento de resistência, socos em nacos de carne, a subida as escadarias do Museu de Arte da Filadélfia e as tomadas da luta bem ao estilo das transmissões esportivas da tevês a cabo, com locutores, comentaristas e árbitro profissional e uma participação de Mike Tyson pedindo para Dixon esmurrar o baixinho Rocky - fazem deste filme uma volta aos bons tempos do cinema-diversão. Menos grana de estúdios e mais histórias. A ressurreição de Rocky é a redenção de Stallone. E eu ainda estou vivo para ver tudo isso.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Rocky Balboa&lt;br /&gt;(Rocky Balboa / Rocky VI, 2006)&lt;br /&gt;Gênero: Drama - Luta&lt;br /&gt;Duração: 102 min&lt;br /&gt;Origem: EUA&lt;br /&gt;Estréia no Brasil: 09 de Fevereiro de 2007&lt;br /&gt;Estúdio: 20th Century Fox&lt;br /&gt;Direção: Sylvester Stallone&lt;br /&gt;Roteiro: Sylvester Stallone&lt;br /&gt;Produção: Charles Winkler, William Chartoff, David Winkler, Kevin King&lt;br /&gt;Elenco: &lt;br /&gt;Sylvester Stallone - Rocky Balboa&lt;br /&gt;Burt Young - Paulie&lt;br /&gt;Milo Ventimiglia – Robert &lt;br /&gt;Antonio Tarver - Mason Dixon&lt;br /&gt;Geraldine Hughes – Marie&lt;br /&gt;Tony Burton - Duke&lt;br /&gt;Tim Carr - Buddy&lt;br /&gt;Lou DiBella - Robert Brown&lt;br /&gt;James Francis Kelly III – Steps&lt;br /&gt;A.J. Benza – L.C.&lt;br /&gt;Ana Gerena – Isabel&lt;br /&gt;Pedro Lovell – Spider Rico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-117061942121021765?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/117061942121021765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=117061942121021765' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/117061942121021765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/117061942121021765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/02/rocky-leva-pblico-nocaute-com-socos.html' title='Rocky leva público a nocaute com socos nostálgicos'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-116878743568400159</id><published>2007-01-14T12:09:00.000-03:00</published><updated>2007-01-14T12:10:35.696-03:00</updated><title type='text'>Este repórter é de morte</title><content type='html'>Era o dia definitivo para André. Deste dia em diante, sairia da incômoda condição de estagiário para ser efetivado como jornalista naquela redação repleta de repórteres experientes. Daqueles atendimentos de balcão, ouvindo pessoas reclamarem de buracos de ruas e falta de iluminação pública passaria, com certeza, a ser selecionado para melhores pautas. Eventos culturais e esportivos noturnos. Nada daquelas beatíficas apresentações nos pátios de escolas ou jogos de bolinha de gude entre equipes de várzea.&lt;br /&gt;    Bom deve se dizer algumas coisas a respeito deste dia. André acordou mais cedo do que de costume e não conseguiu conter a ânsia. Eram sete horas da manhã e pegaria às oito. O café foi tomado queimando a língua, com o sanduíche formando uma massa disforme enrolada indo contrafagicamente ao seu estômago. Pegou o seu material de trabalho por volta das sete e meia e foi para a parada de ônibus, que demorou. No discman, ouvia-se uma música antiga do Plebe Rude: Até quando esperar?. Quando o ônibus chegou, cedeu a sua vez para um homem cego e para uma senhora idosa, até que entrou, pagou a passagem e sentou bem atrás, no corredor e não na janela, sinal de pressa.&lt;br /&gt;    Ao chegar à redação, cumprimentou a todos efusivamente, mas já se encarregou de olhar a lista de pautas e ter a primeira reunião da manhã com a chefia de reportagem e alguns outros repórteres de plantão. O dia prometia, pois havia uma greve de metalúrgicos e também um protesto de familiares de uma adolescente morta defronte à escola onde estudava. Foi para as duas pautas com um afinco sem igual. 30% de reposição de perdas salariais de um lado e pedidos de mais segurança e desarmamento de outro. Ele estava no fogo cruzado, defendendo as pautas com unhas e dentes, mas sabendo que uma matéria denunciando a falta de acessibilidade para deficientes físicos deveria ser a manchete. A preocupação social se estendia tanto às classes trabalhadoras e à perda de entes queridos, mas pairava nos portadores de deficiência um problema mais factual, como gostava de dizer um editor à moda antiga, que também era professor universitário, amante de jazz e da poesia de Fernando Pessoa. &lt;br /&gt;   Na hora de redigir os dois textos e ainda confeccionar algumas notas sobre eventos previstos para a cidade no dia de amanhã, ele estava calmo, apesar de precisar de uma seqüência de quatro cafezinhos para engrenar. Assim que entregou as matérias, com sugestão de título, linha de apoio, olho e legenda, ele se despediu dos colegas e se sentiu um repórter completo, pelo menos até o momento em que foi atropelado enquanto corria para pegar o ônibus de volta no finalzinho da tarde. Iria a um cinema com a namorada Júlia. Morreu a caminho do hospital. Ironia ou não, um estagiário do jornal que estava de plantão é que pegou as informações sobre o colega, mas o editor deu uma grande valorizada no material publicado em página inteira espelhada com as duas matérias que fez e mais as notas. Deve ter morrido feliz, pois seu sonho era ser repórter daquele jornal, mas vai saber...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-116878743568400159?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/116878743568400159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=116878743568400159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/116878743568400159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/116878743568400159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2007/01/este-reprter-de-morte.html' title='Este repórter é de morte'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-116286165506387644</id><published>2006-11-06T21:57:00.000-03:00</published><updated>2006-11-06T22:07:35.070-03:00</updated><title type='text'>aforismos</title><content type='html'>* Qual o gosto que tem a noite? É miséria com sal, solidão com pimenta ou treva azeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Sem ressentimentos, sem receber sentimentos; sem perceber senti menos; sempre sem ti, minto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Pergunte ao sopro o que fazer quando o vento alicia minha nuca, com sua concepção de brisa em prosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Bicho triste é o segundo, que passa mais rápido que a distância entre o pensamento e a escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Não quero deixar rastro, quero pegadas de faquir, que marquem mais os pés que os pregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Tudo é a religiosidade dos ponteiros de um relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Se os provérbios são compostos de sonhos, então me retiro da sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Escuro, selva do silêncio. Local onde as flores nascem murchas e a luz se dilui em gotas de sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Cavalgar a apoteose. Dominar o fim até que ele esteja maduro, ao ponto de bem-te-vi ao cio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Os bares são pessegueiros com frutos querendo despencar do pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A insônia é a lavagem das sombras, sob a saia do inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Temperança é quando o homem tempera a tempestade em bonança branda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A tosse é o quasímodo necessário do pulmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Na paz da digestão, os olhos se amparam na distância, em busca de parâmetros para o seu perímetro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-116286165506387644?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/116286165506387644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=116286165506387644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/116286165506387644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/116286165506387644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/11/aforismos.html' title='aforismos'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-116097149563958378</id><published>2006-10-16T01:00:00.000-03:00</published><updated>2006-10-16T01:04:55.646-03:00</updated><title type='text'>vontade de voar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5272/3103/1600/viagem-argentina%20005.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5272/3103/320/viagem-argentina%20005.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vôo&lt;br /&gt;Vou ao ar&lt;br /&gt;Voar&lt;br /&gt;Ár vo re&lt;br /&gt;Vontade&lt;br /&gt;Volonté&lt;br /&gt;Vôo longe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-116097149563958378?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/116097149563958378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=116097149563958378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/116097149563958378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/116097149563958378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/10/vontade-de-voar.html' title='vontade de voar'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-115379369030109770</id><published>2006-07-24T23:10:00.000-03:00</published><updated>2006-07-24T23:14:50.310-03:00</updated><title type='text'>rica prosa camaleônica</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5272/3103/1600/m%3F%3Fsicacamale%3F%3Fes-capote.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5272/3103/320/m%3F%3Fsicacamale%3F%3Fes-capote.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;TÍTULO: Música para Camaleões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTOR: Truman Capote&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRADUTOR: Sergio Flaksman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÁGINAS: 312&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PREÇO: R$ 45,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDITORA: Companhia das Letras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rica prosa camaleônica (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O título Música para Camaleões não podia ser mais adequado para a última obra publicada por Truman Capote em vida. Nestes 15 textos, 14 contos e uma novela de não-ficção está a sua rica prosa camaleônica, com narrativas que flertam com todos os gêneros. A abertura se dá com o conto-título do livro no qual uma alta dama da sociedade da Martinica recebe convidados para ouvir música clássica, Mozart, e onde até os camaleões prestam atenção na música. Na novela Caixões Entralhados à Mão, Capote retoma o jornalismo literário do seu maior sucesso A Sangue Frio, se envolvendo de corpo, alma e escrita com assassinatos em série no Meio Oeste americano, onde cada vítima recebe os referidos caixões antes de morrer. O autor acompanha a dor e a intensidade do investigador Jake Pepper, que persegue e até joga partidas de xadrez com o provável assassino. Uma Criança Linda acompanha um dia na amizade entre Capote e Marilyn Monroe. Eles se encontram para o enterro da atriz inglesa Constance Collier. Os segredos de uma Marilyn desvelada, sem maquiagem, falando a custo de algumas champanhes de seu caso com o autor Arthur Miller, são pérolas históricas desta análise da ingenuidade da loira mais marcante de Hollywood&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) publicado originalmente na seção Prelo da página Canoas da Cultura do jornal Diário de Canoas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-115379369030109770?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/115379369030109770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=115379369030109770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115379369030109770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115379369030109770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/07/rica-prosa-camalenica.html' title='rica prosa camaleônica'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-115198232751627354</id><published>2006-07-03T23:50:00.000-03:00</published><updated>2006-07-04T00:05:27.526-03:00</updated><title type='text'>O Rousseau de Passo Fundo!</title><content type='html'>Um MP3 povoou os meus ouvidos nos últimos dois dias. Com ele e músicas tão diversas, de Beatles a Prokofiev, imaginei acordado várias coisas loucas como homoféricos, pequenos fios estendidos por sobre as árvores na Rua da Praia para que as pessoas pudessem se deslocar sem contato com o chão. Depois voltei à Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagens à parte, a semana começou com lamentos de jogadores brasileiros voltando da Copa, com políticos mostrando as unhas afiadas uns para os outros. Alckmin x Lula. Não precisamos de R$ 105 milhões sendo gastos para eleger um presidente. Definitivamente não. Esta é a verba destinada para as campanhas dos dois principais candidatos a presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saudade da natureza, tal qual descrita por Rousseau, sem exageros, sem supérfluos: "O luxo é um remédio muito pior do que o mal que pretende sanar, ou melhor, ele mesmo, em qualquer Estado, grande ou pequeno, é o pior de todos os males que possam advir e, para sustentar uma multidão de criados e miseráveis engendrados por ele, oprime e arruína o operário e o cidadão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa dizer mais. E dá-lhe Felipão. O Rousseau de Passo Fundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-115198232751627354?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/115198232751627354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=115198232751627354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115198232751627354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115198232751627354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/07/o-rousseau-de-passo-fundo.html' title='O Rousseau de Passo Fundo!'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-115190242537697331</id><published>2006-07-03T01:38:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T02:13:38.633-03:00</updated><title type='text'>Drops</title><content type='html'>* Sei que os textos que ando publicando estão muito longos e meus amigos disseram já terem passado aqui, mas pelo número de comentários, acho que todos abrem, mas ninguém lê. Por isso, resolvi fazer uma semana de drops para ver se as pessoas acham um tempinho para me ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O Brasil perdeu para a França. Mas o que realmente se perdeu? A honra, a dignidade. Nada disso. Apenas o marketing. Porque realmente esta seleção não enfrentava um adversário forte há mais de um ano. Os jogadores estavam extenuados. Vinte e um dos vinte e três jogadores atuam no Exterior, onde o pau comeu no calendário. Então, podemos nos dar por felizes como torcedores, por não termos caído antes. Os anunciantes, os investidores do marketing CBFiano é que devem estar se arrependendo até o último fio de cabelo. A Rede Globo também, mas que bom que existe a ESPN Brasil e outros canais menos ufanistas. Vamos em frente, que ainda vão rolar semifinais de qualidade amanhã e quarta-feira e a final no domingo, que, espero, seja Alemanha x Portugal, pois Felipão, Murtosa e Deco são o Brasil na Copa.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;* Dia desses, conheci um arquiteto de sobrenome Decó. Percebem a ironia. É como ser apresentado a um jornalista com sobrenome Pauta ou Lauda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Encerrou a temporada de Entre Quatro Paredes. Esta peça baseada em texto de Sartre, que esteve em cartaz durante dois anos, arrebatou a platéia com sua densidade e com a intensidade dos seus atores, além da estética e cenografia irretocável do artista visual e diretor Élcio Rossini, com sua estrutura de acrílico. O inferno não são os outros. O inferno são os palcos se verem privados desta peça, pois eles não devem continuar montando-a, em função de projetos pessoais. Deixo um questionamento para os pauteiros de plantão. Por que as comédias sobrevivem mais aos palcos do que os dramas? Tangos e Tragédias, Se meu Ponto G, Pois é, vizinha, Rádio Esmeralda permanecem voltando a cartaz todo o ano. É uma pergunta. Quem souber uma resposta, envie um comment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Fui ver Separados pelo Casamento. Comédia Romântica (C.R.) bem feitinha. O casal Vince Vaughn e Jennifer Aniston se dá muito bem, (a tal química, lembram), pois formam um par na vida real e os coadjuvantes roubam a cena como toda C.R. que se prezem. Um casal rompe e decide continuar convivendo no mesmo apartamento. Daí a trazer os amigos para dentro de casa ou os novos namorados e gatas é um pulo. Vejam e entrem no clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* E vamos em frente, porque segunda-feira é assim mesmo!!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-115190242537697331?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/115190242537697331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=115190242537697331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115190242537697331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115190242537697331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/07/drops.html' title='Drops'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-115147034270300538</id><published>2006-06-28T01:46:00.000-03:00</published><updated>2006-06-28T01:52:22.710-03:00</updated><title type='text'>A anos 80, por ora</title><content type='html'>Tudo parecia coletivo naquela época. Nada era individual. Preferíamos o bando, as ruas, a liberdade de ir e vir que ainda não estava muito bem assegurada naquele artigo 5 da nossa atual Constituição, promulgada em 1988. Eram os anos 80. A liberdade chegava com a Anistia, com o primeiro governo civil, o presidente Tancredo Neves, mesmo que eleito por um colégio eleitoral e representante da velhacaria de Centro que apoiou o regime militar. Ele não pôde assumir por uma doença em circunstância até hoje mal-explicadas. Mas nestas cidades do Rio Grande do Sul, o que os adolescentes queriam era o coletivo. A possibilidade de pertencer a turmas cada vez mais enormes que iam junto nos shows de rock e demoravam mais de dois minutos para todos subirem nos ônibus que os levavam de uma cidade a outra, de São Leonardo até Nova Frankfurt. Gente do bem, que cantava, brincava com o cobrador, mas que gostava de algazarra, uma que outra pichação, um não-saber-o-que-fazer com esta tal liberdade, como nos anos 90, uma banda de pagode cantou e descontou um pouco tudo aquilo que a juventude hoje com mais de 30 e perto dos 40, tentou construir. Era época dos Eles e dos Engenheiros no Rio Grande, do Camisa na Bahia, do Barão no Rio, do Legião, Paralamas e Capital em Brasília. Boa parte se drogava, mas não era este o exemplo que copiávamos e sim a atitude libertária, de amanhecer fora de casa, de beber um pouco além da conta, sabendo que alguém da horda iria vestir o traje solidário e ser responsável pelo outro, ouvindo as frases repetidas que todo o bêbado tem pronto no Livro das Idiotices, escrito desde sempre.&lt;br /&gt;   (continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-115147034270300538?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/115147034270300538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=115147034270300538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115147034270300538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115147034270300538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/06/anos-80-por-ora.html' title='A anos 80, por ora'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-115024298435002042</id><published>2006-06-13T20:50:00.000-03:00</published><updated>2006-06-13T20:56:24.360-03:00</updated><title type='text'>OS CABELOS NÃO PARAM DE CRESCER</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5272/3103/1600/DSC05754.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5272/3103/320/DSC05754.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;          Mais do que impaciente, Zoraide acordou com vontade de não ser cabeleireira naquele dia. Com um cabelo enroscado na boca, a tentar escovar o sono junto com os dentes, a magra mulher não pensou em nada mais que um cruzeiro pelas ilhas da América Central: Barbados, Belize e Jamaica, um reggae a limpar o espírito de pagode que plugava a sua vida. O café amargo, açúcar engorda, adoçando como podia a sua tediosa e acomodada vida. Nas unhas descascadas, a desesperança. O beijo na filha, Joana, de três anos, antes de largá-la na marejante creche ao lado dos coleguinhas e seus pecados capitais, herdados dos pais. Oito horas da manhã e o salão vai ser aberto ... até que a luz falta e som do secador podendo ser substituído pelo frech, frech, frech da toalha nos cabelos úmidos e desacomodados de um freguês qualquer, que poderia estar lhe servindo um dry martini no transatlântico, que corria paralelo com Bob Marley e os cubanos Ibrahim Ferrer e Omar Portuondo, cantando Quiças e No Woman no Cry. Mas a manhã é uma madrasta malvada, insistindo em trabalho sem descanso. A luz de volta, os sons se multiplicando, apesar do rádio com som ambiente aplacar um pouco a fúria das vozes, predominantemente femininas, o salão agora estava cheio e o meio-dia com sua fome voraz nem havia chegado.&lt;br /&gt;   Como era segundo andar, todas as fofocas vinham acompanhadas de vista para o centro, como para que confirmar que aquela pessoa citada em sua desgraça, traição ou impotência estaria passando pelo local naquele instante. Um assalto pequeno, uma punga sem importância, foi registrada. Quadro rotineiros pintados pelo acrílico do vidro da janela sem persianas. Ninguém escapa incólume do cotidiano. Se tudo aquilo era verdade ou sonho, poucos sabiam. Zoraide, sonhadora, nem pensava em vomitar no balanço do alto-mar, com um empresário peruano no seu encalço convidando-a para dançar mambo pulando sobre o reflexo da lua que fazia da proa uma pompa. O marinheiro limpando o salão de festas do navio. Ela, na real novamente, limpando os cabelos, aqueles que nunca param de crescer, mesmo nos defuntos. Zoraide tinha morrido para a vida, mas estava faceira no sonho acordado. O cruzeiro chegou à primeira parada, ela estava ancorada em seu marido, ardente de sexo, depois de um dia de trabalho cortando cabelos, fazendo massagem capilar e tratamento para calvície. Os cabelos caem como as folhas do calendário de santinhos. No sono, o sonho sobre águas. A lua forrando o mar de brilho, o convés, convenhamos, onírico, dono de todo o seu ser e o despertar em outras paragens. O marido, acudindo, fazendo respiração boca-a-boca. Zoraide só tinha 40 anos, não podia deixá-lo só nesta fase da vida. Os pára-médicos, toda a parafernália, um enterro digno. Não era mais os cabelos dos outros que incomodavam neste momento, neste cruzeiro para outros mares já navegados por Dante, eram os seus cabelos e unhas,  que não paravam de crescer. Iria no cabeleireiro e, de quebra, procuraria uma manicure no lugar onde estava. Morrer dormindo tem suas compensações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-115024298435002042?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/115024298435002042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=115024298435002042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115024298435002042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/115024298435002042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/06/os-cabelos-no-param-de-crescer.html' title='OS CABELOS NÃO PARAM DE CRESCER'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-114965904360894082</id><published>2006-06-07T02:41:00.000-03:00</published><updated>2006-06-07T02:44:03.620-03:00</updated><title type='text'>Um pouquinho para o santo</title><content type='html'>Aquela simpática mesa de bar assiste a mais uma reunião dos Bêbados Anônimos, uma versão cool (com duas pedrinhas de gelo) do A.A.. Sentados ao centro, Lucas (eu mesmo); à esquerda, Bruno, e distribuídos nas outras duas cadeiras de metal com propaganda de cerveja, Darci e João, abrimos a sessão dando a pauta daquela que talvez fosse a última. Entediados dos velhos diálogos centrados em futebol, política, carros e mulheres (como esquecê-las!), decidimos abordar a psicologia do relacionamento homem/mulher. Tema fácil, hein? &lt;br /&gt;   Quem deu o pontapé inicial foi Bruno, antigo desafeto meu nas reuniões do B.A: &lt;br /&gt;- O importante na relação homem/mulher é o mistério; aquilo que elas esperam que nós façamos, mas que como bons espécimes do gênero masculino, não fazemos, para surpreendê-las, captaram. &lt;br /&gt;- Como assim - retrucou Darci, o mais tapado da turma. &lt;br /&gt;   Bruno sustentou: &lt;br /&gt;- Elas esperam o que não faremos nunca, para não cairmos na previsibilidade, tornando-nos objetos do seu tédio. &lt;br /&gt;   Sem jeito, Darci tentava argumentar: &lt;br /&gt;- Ah, então é por isto que a minha esposa sabe o que vou fazer, antes que eu diga para ela - colocou, ainda sóbrio. &lt;br /&gt;- Ah! mas não é só ela - tripudiamos.  &lt;br /&gt;   A conversa até que estava ficando boa, mas ainda faltava algo? Estaria à espera dos meus quinze minutos de fama (odeio Andy Wharol!). Melhor esperar, né. Eu devia ser a atração. &lt;br /&gt;   Enquanto isso, Bruno prosseguia seu discurso sectário-machista: &lt;br /&gt;- O importante é a união masculina; que não deixemos escapar coisas que possam ser detectadas pela sensibilidade feminina. Há que ser gerada a opressão deslavada, para que nunca deixemos que elas descubram nossas reais intenções. &lt;br /&gt;   Prosseguiu, gritando palavras de ordem:  &lt;br /&gt;- Homens unidos, jamais serão previstos. Não é verdade, João? &lt;br /&gt;- Hein! (Ihc). Ahn! É claro. Mas o que você falou mesmo?  &lt;br /&gt;- Deixa para lá - absolve-o Bruno. &lt;br /&gt;   Um estalo na articulação do meu joelho fez lembrar o momento da minha fala. Pigarreei, alisei o cabelo (com um pente comprado à prestação de um ambulante no CameLondres - o maior ambulódromo do mundo), mordi a língua (minha marca registrada) e tchan, tchan, tchan, fuzilei: &lt;br /&gt;- Pode parar tudo. Quietos, todo mundo quietinho. Gente, as mulheres são a nossa razão de viver, não podemos criar um clima tão divisor, não podemos prescindir daqueles cabelos macios, daqueles peitos fartos, daquelas ancas hipnóticas e dos olhos distantes. Devemos extrair toda e qualquer experiência vivenciada ao lado delas. &lt;br /&gt;- Ah, sai dessa. Traz outra Skol, Moreira. Agora deu para trair a causa da revolução machista, Lucas - metralha Bruno. &lt;br /&gt;   Bruno ironizava o meu libelo inspiratório-feminino. &lt;br /&gt;   Já recuperado, pigarreei, mordi a língua ... e fulminei Bruno: &lt;br /&gt;- Não adianta desdenhar. Fala das mulheres como se as conhecesse intimamente. Anda lendo revistas especializadas, isto é, para mulheres - comentei, arrancando reprovação e brincadeiras de um coro mais que desafinado: - Huuuuuum, Bruninha. &lt;br /&gt;   No calor da discussão, João derramou cerveja sobre Darci, que resmungou coisas sem sentido, de bate-pronto:  &lt;br /&gt;- Desgraçado, não olha por onde anda, quer morrer. &lt;br /&gt;- Darci, você não está no trânsito - explico, ajeitando seus óculos que estavam abaixo da linha de visão. &lt;br /&gt;- Ah é verdade. Mas na próxima eu pego o sem-vergonha. &lt;br /&gt;- Como é que é Bruno? - cobro-o . &lt;br /&gt;   Ele retrucou: &lt;br /&gt;- Calma, não gosto que chorem sobre a cerveja derramada enquanto falo. &lt;br /&gt;- Não é isso. Você está com medo. Sabe que aquilo que falamos serve como verdade para toda a cidade. É muita responsabilidade para uma mente primária como a sua - julgo-o. &lt;br /&gt;   O tempo passava e a conversa ficava quente, apesar do clima que começava a mudar prenunciando chuva. E não tardou a chover, uma chuva fina que intensificou-se, provocando a primeira mudança de cadeiras da história das reuniões do B.A. O vento insistia macio, mas dominante e eis que um raio sangra o céu, iluminando a igreja de Quintal Seco, caindo perto da padaria do seu Chico. O estrondo foi forte e todos levantaram da mesa para ver o que havia acontecido. Todos menos Bruno. O mais articulado dos quatro amigos estava parado. Um olhar estranho indefiniria o que estava por vir. &lt;br /&gt;   Ao voltarmos para a mesa, perguntei a ele: &lt;br /&gt;- O que houve, você está se sentindo bem? &lt;br /&gt;- Acho que sim, mas onde foi que nós paramos. &lt;br /&gt;- Interrompemos a conversa, quando você talvez já não pudesse mais sustentá-la, disse-lhe. &lt;br /&gt;- Você falava da superioridade masculina como subterfúgio técnico para o encobrimento das nossas reais intenções - analisa com critério João. &lt;br /&gt;- Que mente a desse cara - enciúma-se Darci. &lt;br /&gt;   Bruno ainda estava difícil de definir. Falava agora com calma. Algo naquele raio mudara o rumo da conversa e ele soltava as palavras uma a uma, sôfrego, doce, como querendo redimir-se das infâmias proferidas a esmo, até então: &lt;br /&gt;- Um homem nunca pode ser amigo íntimo duma mulher, sob pena de perder aquilo que mais vale a pena num relacionamento que é a promessa da sedução mútua.  &lt;br /&gt;   A frase nos fez permanecer silentes por mais de um minuto. Não era ele. Tinha ido longe demais. Era uma frase definitiva. Tomei então um gole de ar, que junto com a cerveja me deu alguns soluços, tentei reagir, mostrar algumas das minhas argumentações mais viris, pois, se considerava as mulheres como musas, era pelo simples prazer de discordar. Eu tinha nisso um requinte estético de gerar dissidência e assim perpetuar a mesa de bar, para não chegar em casa antes da meia-noite e cair frente-a-frente com a trilogia mulher-filhos-problemas. &lt;br /&gt;   Com o bar relativamente cheio, alguns que ouviram, ficaram com olhos fixos em Bruno, que por sua vez mantinha a imobilidade, apesar do respirar intenso. &lt;br /&gt;   Desde esse 29 de fevereiro de 1980, a frase foi lembrada a cada gole de cerveja dos dez anos que se passaram em todos os bares do município hoje com 105 mil habitantes, localizado numa região próspera do interior do estado de Matão do Sul, em que o comércio e o turismo direcionado às estâncias de águas oriundas de estalagtites, com grutas quase impenetráveis, eram as fontes econômicas de onde os cidadãos quintalienses bebiam até aquele momento, pois Bruno dilatou um pouco a veia turística de Quintal Seco. &lt;br /&gt;   Aos que vêm a cidade é contada a história de que, minutos depois da Frase, bem que tentamos trazê-lo de volta às coisas reais, mas Bruno rompia com o seu destino. Contam às romeiras - seu público é exclusivamente feminino - que João, Darci e eu, pegamos nossos casacos com delicadeza e nos dirigimos para nossas casas, numa despedida com um cumprimento pesado de mãos, quase despidos de sensações, anestesiados. Tentamos ainda num átimo de tempo a explicação: &lt;br /&gt;- Devem ser essas coisas de ano bissexto, época de alguns fenômenos sobrenaturais, sobrevôo de OVNIs, talvez estejamos num epicentro da Era de Aquarius. Pode ser qualquer coisa. &lt;br /&gt;   Os que viram, contaram e também ganharam muito dinheiro com seus depoimentos. Relataram que Bruno ficou ali até o amanhecer. Lembraram daquela mesa, aquele olhar distante a admirar a noite estrelada. Alguns ouviram frases já impronunciáveis num idioma que, segundo um amigo filólogo, aproximaria-se do hindu. Perólas que instigaram o folclore da região: &lt;br /&gt;   Das frases ouvidas em português, esta permanece no jazigo que não guarda o seu corpo, mas sim sua transmutação: &lt;br /&gt;- A mulher é a projeção da essência do homem no seio da terra. Ela advém do trabalho, do sofrimento, das raízes, do eterno; daquilo que nasce e morre para adubar aquilo que nascerá de novo. Precisamos cingir a fronte para dirigir a palavra a tão respeitável ser.  &lt;br /&gt; - Haverá também um dia sobre a Terra em que Deus curvará os Seus olhos para a humanidade, apontando um de seus erros: o de não ter criado o homem da costela de Eva, além de reconhecer o justo acerto de ter lhe dado a inteligência, a sensibilidade e a beleza eterna, pois tornou-a absoluta, mais próxima da Sua imagem e semelhança.  &lt;br /&gt;   Contam os que viram, que depois do nascer do sol, Bruno não foi mais visto. Sabem bem pouco se ele desencarnou, como dizem vulgarmente os espíritas. É considerado santo e sua mulher casou de novo, tendo que sair da cidade por pressão das adoradoras. Quanto a nós, continuamos as reuniões, mas mudamos o nome em respeito ao quase beato, segundo a última notícia que procede do Vaticano. Mudamos também de bebida, a vida está mais dura. Os Cachaceiros Anônimos não têm tanto enlevo cultural nas discussões, a não ser quando falamos em histórias policiais, nosso tema predileto e predominante. O grupo agora é maior. Tem oito integrantes, mas ainda damos generosos golinhos para o santo. Falar sobre a importância das mulheres, nem sonhamos. O beato poderia se zangar e sabe como é, não se deve brincar com coisa divina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-114965904360894082?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/114965904360894082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=114965904360894082' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114965904360894082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114965904360894082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/06/um-pouquinho-para-o-santo.html' title='Um pouquinho para o santo'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-114957370755822564</id><published>2006-06-06T02:58:00.000-03:00</published><updated>2006-06-06T03:01:47.570-03:00</updated><title type='text'>Até o fim</title><content type='html'>Ninguém podia reclamar de Edivaldo. Ele trabalhou até o fim. Dos outros. De si mesmo. Era caprichoso com a morte. Dos outros. A profissão de coveiro lhe deu o amor, que não tinha pelos vivos. A cada jazigo, seja túmulo em terra, gaveta ou mausoléu, lá estava ele acariciando o local. Quando um familiar lhe passava a alça dianteira do caixão, sentia um estremecimento. Saudável. Ele era uma espécie de fiscal desta viagem. Acreditava no que fazia. Fez isto durante quarenta e cinco anos. Perto do fim de sua vida, já tinha poucas forças e precisava ser ajudado.&lt;br /&gt;     Com a família, não dedicou tanto amor em vida, como quando enterrou sua própria mulher Eva e também dois de seus quatro filhos. Homens. José e Edinaldo. Morreram por volta dos quarenta anos. Nestes três, fez um trabalho especial, pois fez inscrição entalhada em uma madeira que revestia os túmulos. Um do lado do outro. Concessão especial da Prefeitura de Cangoatá. Para o funcionário exemplar. Dois salários mínimos, mais vantagens do tempo, os qüinqüênios, decênios e outros ênios. O irmão Ênio também passou por suas mãos. Nesta morte, fez questão de preparar o corpo junto com o pessoal da funerária, os velhos amigos Geraldo e Marildo.&lt;br /&gt;     A vida de Edivaldo foi conviver com o sofrimento dos outros. Era um coveiro amigo. Tinha sempre uma palavra certa. Exata. Para aquele momento de dor. Fé. Paciência. Ele queria assim. Vontade divina. Destino. Todos têm sua hora. Aquilo que parecia clichê,  na sua boca era láudano. A memória deste homem era de elefante, como todos dizem. Quando alguém visitava túmulo, lembrava. Claramente. De tudo. Sabia os nomes dos principais familiares. Era comum perguntar: como vai o fulano? ou e a beltrana, melhorou da perna?  Zelava por cada um dos túmulos. Eram sua família.&lt;br /&gt;    Fora dali, a sua vida era apagada. Em casa, era bastante ausente. Moravam perto. Depois de que dona Eva morreu, foi visto bebendo cachaça. Primeiro os amigos, que contaram para os filhos. Tinha sempre uma garrafa enterrada próximo dos locais onde jaziam homens com problema de alcoolismo mal resolvido.&lt;br /&gt;     Sentia-se um pouco culpado pela morte da mulher, pois estava acostumado a assistir as pessoas na morte e não em vida. Demorou muito tempo para assimilar o baque. Definhou um pouco. Um único dia neste tempo todo ficou acamado e não foi trabalhar. Foi na passagem de uma criança de quatro anos assassinada e que por acaso era sua vizinha. Achou cruel demais. Ele que via a morte tão de perto que só tinha bem a falar dela. Mas queria ver vida nas pessoas.&lt;br /&gt;    Adorava a movimentação de pessoas em torno do falecido. Gostava de ver quem realmente amava e quem estava ali por estar. Ficava explícito. Muitos ignoravam este fato. Os familiares talvez percebessem. Durante muito tempo, Edivaldo ficou como que lendo as mentes das pessoas. Apesar do terceiro ano primário, percebia o comportamento, as inquietações, os medos, o murmúrio, ou a reza exaltada. Não tinha dúvidas. Tinhas certezas na morte.&lt;br /&gt;    Chegou o dia em que ele adoeceu feio. Teve câncer nas mãos. Uma doença estranha que iria lhe tirar a vida. Mas o que era a vida senão o meio de chegar à morte. Ele padeceu, mas disse que trabalharia até o fim.&lt;br /&gt;    No dia que as cortinas de sua vida foram fechadas, ele tinha saído do hospital e voltara a trabalhar menos pesadamente. Estava com uma das mãos amputadas e orientava os colegas mais novos. Todos diziam que ele deveria ficar de cama, de repouso. O túmulo encomendado para si, junto ao da mulher, estava fechado. Noite alta, contrariando os filhos vivos João e Jessé (que dormiam) foi ao cemitério e abriu o local dedicado a ele. Dormiu por perto, com muita dor. Foram dois enterros naquele dia. Depois do das quatro da tarde e antes do das cinco, sentiu uma fraqueza. Uma dor no peito. Uma angústia. Tristeza escorrendo pelo corpo. Ligou para casa e chamou os filhos. Deitou próximo à sepultura em que iria trabalhar. Uma advogada recém-formada de vinte e quatro anos. Acidente de carro. A dor o consumindo. A mão restante, a sinistra, e o antebraço direito latejando. Esquecera o remédio em casa. Os colegas mais novos pressentiram.&lt;br /&gt;   Os amigos da funerária e os familiares da finada foram se aproximando. Ele agüentando firme. O cortejo veio lento. Ele tentando manter os olhos abertos. As pontadas obrigavam-no a fechá-los. O féretro avançando. Ele vendo o filme da vida. As pessoas cantando Segura na mão de Deus. Ele enxergando aquela luz da qual todos falam. Uns chorando pela morte da jurista. Ele chorando de dor. A aproximação foi lenta. Ele ouvia som de pássaros, o barulho do vento nas folhas, tudo que todos idealizam sobre o outro lado. A mãe da moça falecida lembrando do aniversário de quinze anos da filha. Se culpando também por ter insistido que a filha Marta, a advogada, viesse passar com eles o dia das mães. Ele ouvindo uma música clássica, que não conhecera em vida. A mãe, consciência pesada, pois, se a filha não viajasse toda a madrugada para visitá-la, estaria ainda aqui entre os mortais. Ele tentando abrir os olhos para fazer a sua leitura dos parentes e amigos.&lt;br /&gt;    João e Jessé correndo por entre as covas. O cortejo andante. Ele sereno. Jessé tropeçando numa pá deixada perto do túmulo que seria do pai. João constatando que o pai sabia que hoje seria o dia. O pai de Marta chorando e soluçando como uma criança, consolado pelo irmão. O cortejo em prantos. Jessé caído. João perdido. Edivaldo esperando. Vivo. Para trabalhar até o fim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-114957370755822564?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/114957370755822564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=114957370755822564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114957370755822564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114957370755822564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/06/at-o-fim.html' title='Até o fim'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-114948375419749496</id><published>2006-06-05T01:54:00.000-03:00</published><updated>2006-06-05T02:10:48.013-03:00</updated><title type='text'>Poema sem freio</title><content type='html'>Meu poema é sem freio&lt;br /&gt;      ignora o  tempo, sábio conselheiro        &lt;br /&gt;   ou o sono, capricho dos calmos&lt;br /&gt;                                 &lt;br /&gt;         Só escuta o silêncio&lt;br /&gt;               das ruas virgens da página                          &lt;br /&gt;                    sob uma primavera de idéias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-114948375419749496?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/114948375419749496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=114948375419749496' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114948375419749496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114948375419749496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/06/poema-sem-freio.html' title='Poema sem freio'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-114948317266032801</id><published>2006-06-05T01:45:00.000-03:00</published><updated>2006-06-05T01:52:52.666-03:00</updated><title type='text'>Status, para quê?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5272/3103/1600/desejodestatus-botton.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5272/3103/200/desejodestatus-botton.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Título: Desejo de status&lt;br /&gt;Autor: Alain de Botton&lt;br /&gt;Tradutora: Ryta Vinagre&lt;br /&gt;Páginas: 304&lt;br /&gt;Preço: R$ 39,50&lt;br /&gt;Editora: Rocco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Status, para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Desejo de status, o filósofo suíço Alain de Botton mais uma vez nos premia com uma obra de erudição acessível, desta feita com vários referenciais teóricos, nem tão filosóficos de obras anteriores como Movimento romântico ou As consolações da filosofia. O foco deste livro é o status, a posição na sociedade ou como as sociedades ao longo da história elencaram o que era e não era importante. Ao longo das 304 páginas da brochura, Botton dá o antídoto para a hierarquização boba dada basicamente pela riqueza e bem-sucedismo. Os exemplos ao longo do livro são muitos. Para cada Aristóteles dizendo que os homens são livres ou escravos pela natureza, as resignações de Santo Agostinho ou o darwinismo social de Herbert Spencer, Botton devolve com Rousseau, para qual a maior riqueza era ter o suficiente, ou com o pintor Jean-Baptiste Chardin e escritora Jane Austen, que preferiam se centrar nos desgraçados, nos desfavorecidos, condenados pela sociedade meritocrática. Na soluções apontadas por Botton para tratar o problema do desejo de status, estão como sempre a filosofia, a arte, a política, o cristianismo e a boemia. Na filosofia, uma das Meditações, de Marco Aurélio, é invocada: “[Sua decência] não depende do testemunho dos outros”. George Bernard Shaw, John Ruskin e Michel de Montaigne justificam a solução política, enquanto que para o cristianismo sobrou a missão de valorizar o divino deixando a luta de classes terrena num segundo plano. Aos boêmios e as suas teorias de contrariar como foi o caso dos surrealistas e dadaístas, Botton dá a mensagem de ir contra a corrente. Todas as cinco soluções, segundo ele: “dão legitimidade a todos que não estão dispostos a seguir obedientemente as idéias dominantes de status elevado”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-114948317266032801?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/114948317266032801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=114948317266032801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114948317266032801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114948317266032801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/06/status-para-qu.html' title='Status, para quê?'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-114937250911113427</id><published>2006-06-03T19:07:00.000-03:00</published><updated>2006-06-03T19:08:29.126-03:00</updated><title type='text'>primeiro capítulo inédito de A Terra do Fim</title><content type='html'>A  terra do fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Cheio de incertezas, ele desembarcou daquele avião da Finnair que fazia o vôo Helsinki- Rovaniemi. No vôo, teve uma primeira impressão de um pouco de artificialidade que emanava daquele povo pela primeira vez apreendido em seu olhar e sua observação acurada. Aquela viagem de um mês ao país mais conhecido pelo seu bom velhinho, o  Papai Noel, que mora no imaginário infantil, seria mais do que uma experiência. Seria a sua própria vida, acondicionada em um baú e que lhe desvendaria segredos acerca de si e das outras pessoas. &lt;br /&gt;    Ricard nunca se obrigou a enfrentar esta comunicação com os outros povos. No máximo, se atinha aos sul-americanos e aos estadunidenses e tão somente. Neste dia primaveril, quando desembarcou por volta das dez da noite no aeroporto de Rovaniemi, distante 10km do centro da cidade capital da Lapônia,  e ainda viu o sol brilhando, sentiu alguma coisa de muito diferente crescendo dentro de si. Não podia conter. A língua falada entre ele e as pessoas que o recepcionaram era o inglês pausado. Mas o entendimento ainda era na base da frieza, até porque a temperatura não passava dos dois graus centígrados. Ele cumprimentou a todos, olhou bem, se despediu do grupo de brasileiros que ficaria em outras casas e partiu para uma jornada completamente nova. &lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   Nunca freqüentei uma sessão espírita, mas parece que um morto quer falar comigo. Estou aqui curtindo uma depressão danada, sem grana para pagar todas as contas que se sobrepõem à minha liberdade. O que evoca esta voz é algo sobre uma viagem à Finlândia. É difícil acreditar, mas pelo que sei não conheço ninguém que tenha estado por lá. Acho que vi uma reportagem no jornal sobre um grupo de brasileiros que esteve naquele país escandinavo. Mas e se a voz já for traduzida e quem estiver querendo falar comigo, seja um europeu ou até um indiano, como vou fazer para saber. Bom, por enquanto vou tentar tomar este banho, porque a vontade de não levantar desta cama está muito grande. Não tomo Prozac e acho que vou ter que tirar uma força extra do meu plexo e saltar como se esta cama fosse elástica. A voz apenas me diz algo como nakemin, que deve ser uma palavra finlandesa.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;No carro, um Volvo, dentro do qual nunca havia estado, nem no Brasil, fui apanhando as palavras em inglês de Serkku, meu anfitrião, como se fosse jabuticabas em beira de estrada, meio anestesiado pelo aquecimento que emanava do assento no estofado do caroneiro, que no caso era eu mesmo. A cidade congelada, os dois rios Kemijoki e Ounasjoki mais ainda. Joki é rio em finlandês. O fato de dizer yes a cada asserção de meu pai provisório me possibilitava um tempo para descansar a cabeça de 25 horas de viagem, com as devidas conexões em São Paulo, Londres e Helsinki. Ao chegar no apartamento dele, o forte cheiro de salmão cru me invadiu as narinas. Um cheiro que nunca mais iria esquecer, bem como o gosto.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;  Ah, meu Deus. Esta internet com este barulhinho chato de conexão discada. Estou ficando irritado igual àquelas pessoas do comercial de tevê. Quero banda larga. E o pior é que site internacional é muito difícil, mas eu preciso tentar um página sobre palavras em finlandês. Quem disse nakemin para mim, não vai me fazer de bobo, mesmo que seja alguém que me use telepaticamente. Está cheio destes lunáticos por aí. Tem aquele presidente dos Estados Unidos. É melhor eu me calar se não ele invade o meu apartamento depois que acabar com o Oriente Médio. Bom, vamos ver, vou tentar pelo yahoo. Hã, Hã. Acho que está aqui. Busca: vou escrever dicionários finlandês. Acho que vai dar certo. Ora, bolas, caiu a conexão. Merda. Vamos de novo. Agora, o barulhinho parece bálsamo. Como as coisas mudam conforme a necessidade. Está aqui dicionário do finlandês para sueco, inglês e espanhol. Vou tentar para inglês. Bem aqui, vou escrever rapidinho como um esgrimista do teclado. Pronto, pronto, pronto. Nakemin. Não. Talvez um ka a mais. Não. Um eme a mais. Não mesmo. Quem sabe um i duplo. Assim, melhorou. Ah, a palavra é Näkemiin e significa good-bye, é um até breve. A voz vai voltar. Acho que vou sair para dar uma passeada. Porto Alegre ensolarada parece cenografada para filmes de paraíso.&lt;br /&gt;*** &lt;br /&gt;   Comi o salmão, troquei algumas palavras ainda mornas com os meus anfitriões e fui dormir, cansado que estava da viagem. A cama preparada para mim estava rodeada com mais de cinco mil livros. Um pedacinho de céu. Pena que a maioria era em finlandês, mas os livros de arte eram em inglês. Sorte. Acordei uma só vez na madrugada e vi como o dia clareava cedo, lá pelas três e meia da manhã. O reflexo do rio Kemi alvíssimo pelo gelo dava uma pureza e paz a tudo e era fácil ouvir o silêncio naquele lugar. O despertar daquele domingo foi com uma voz pouco familiar chamando o meu nome Ricca foi o que Serkku disse, nome que sua mulher Minä repetiu quando nos demos bom dia. Deixei estar umas duas ou três vezes e depois dei uma pequena corrigida. Era melhor assim. A primeira atividade da programação do nosso grupo de intercambistas profissionais da nossa ONG Parcerias Hemisféricas era a visita a uma unidade de um quartel na cidade de Sodankylä e depois a um observatório geofísico. Meteorologia e programa espacial poderiam ser bons inícios para aquilo que queríamos em solo escandinavo. Eu conversava bastante com Paloma, Mauren e Catarina e também com o líder do grupo Evandro Gomes. Todos tinham preocupações sociais e ecológicas e faziam muitas perguntas sobre a situação do país naquele veículo utilitário que os levava por aqueles 80km de distância e também de volta. Nos momentos de relaxamento, cada povo aproveitava para falar a sua língua. Depois do almoço e em uma parada na estrada, tomamos um café, que nos disseram ser do Brrrasil, explicando que, além do nosso país, eles importavam da Colômbia, Porto Rico e Vietnã. A de volta foi um eterno coffee break. Numa das conversas cruzadas. a Fórmula Um se sobrepôs, pois Rubinho Barichello disputava prova em Ímola e Kimi Räikkönen também estava no páreo. O automobilismo gerando conversas por homens de duas nações diferentes, já que as mulheres tricotavam palavras, cochichos, risos e esfregavam as mãos para aquecê-las, mesmo que já estivessem com luvas.&lt;br /&gt;***  &lt;br /&gt;     Trabalho num sebo de livros na rua Riachuelo. Deveria ter rinite alérgica adquirida. Nunca li nenhum autor finlandês. Perguntei para o meu chefe se ele conhecia algum. O nome de Mika Valtaari foi citado. Diz que escreveu O Egípcio. Eu já vi esta obra aqui. Lembro que li as primeiras páginas, como sempre faço com a maioria dos livros, mas nunca soube nada sobre o autor e nem lembrava dos livros. Minha vida poderia ser considerada tediosa, isto para quem gosta de trabalhos na rua e atividades quase desportivas. Para mim, uma biblioteca e uma livraria são templos. Deveríamos fazer a genuflexão dos católicos e orar a cada vez que entrássemos dentro dos locais que abrigam os livros, que, como diz um freqüentador do sebo, seu Toninho,  são a casa da palavra. Aquela voz brasileira com pitadas de finlandês me abandonou desde o fim-de-semana passado quando decidi correr e depois jogar um futebol, coisas que não fazia há tempos. Corpo aquecido, mente cansada. O ditado vale. Estou com saudade. Vou ver se procuro uma sessão espírita. Lá vem o seu Manoel. Ele vai querer Os Trabalhadores do Mar, do Victor Hugo, a segunda edição em  francês, que nós ainda não temos. Vou ter que compensá-lo, com umas coisas de Paul Valéry, que o meu chefe, seu Anton, conseguiu. Temos raridades em inglês e francês, mas não ficam na estante. São só para clientes especiais como seu Manoel, seu Toninho e seu Andreazza. Se der tempo, vou folhear a obra de Mika Valtaari. Internet só de noite em casa. Aqui ainda estamos no paleolítico. Sebo não é carne, mas é suculento. &lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;   Depois de muitas conversas em inglês e de acostumar o ouvido ao finlandês e ainda por cima conhecer o novo país, dormir ficou difícil tamanho o grau de excitação. O sono foi curto, pois às três da manhã um bando de albatrozes anunciava a manhã vindoura. Como o computador da casa dos meus anfitriões ficasse longe, saquei de caneta e papel e comecei a colocar na palavra as impressões da Finlândia em forma de um artigo/ensaio, intitulado De Carona na Estação Finlândia, a mesma já abordada em livro por Edmund Wilson. &lt;br /&gt;Colaborador de uma revista semanal de circulação nacional e escrevendo artigos para jornal, além de prestar assessoria de imprensa para eventos culturais,  entidades ecológicas e outras ongs, o texto estava sempre jorrando da minha pena, quando possível da percorrência veloz dos dez dedos no teclado. Levantamos cedo, tivemos uma agenda cheia, reuniões para futuras parcerias Brasil-Finlândia e visitas a locais turísticos e de interesses profissionais para o nosso grupo. Era uma segunda-feira. Eu e a outra colega jornalista, Mauren,  visitamos o principal jornal da Região, o Lapin Kansa, algo como Lapônia Popular. Um jornal formato standard com tiragem de 45 mil exemplares e edições médias de 24 páginas em dias de semana e de 36 a 48 páginas nos finais de semana. Mauren e eu fomos dar uma volta por algumas ruas de Rovaniemi, tentar conhecer a igreja Luterana, preservada do bombardeio de retaliação dos alemães em 1944, exatamente por ser herança do reformador do Cristianismo. Bombardeio que destruiu a cidade, deixando uma tarefa muito grande de reconstrução para as últimas três gerações que viveram até este ano de 2002. Vimos muitas pessoas com alta média de idade. A expectativa de vida é de quase 78 anos. A minha transformação parecia já estar acontecendo. &lt;br /&gt;   Ricard Moreira, 32 anos, jornalista, residente em Porto Alegre, sentia uma espécie de gastrite doce dentro de si. Não sabia o que ocultava. Só sentia que esta diferença se manifestava desde o início da viagem, já no aeroporto de Porto Alegre, quando despediu-se da namorada Iria, aos beijos e um choro embargado. Primeira viagem pelo Parcerias Hemisféricas. Muitos desafios e pouco tempo. Um frio de zero graus na rua. Tempo nublado. Meio-dia em Rovaniemi. O sino toca funebremente. Alguém morreu na terra do Papai Noel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-114937250911113427?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/114937250911113427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=114937250911113427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114937250911113427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114937250911113427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/06/primeiro-captulo-indito-de-terra-do.html' title='primeiro capítulo inédito de A Terra do Fim'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-114930593507375887</id><published>2006-06-03T00:33:00.000-03:00</published><updated>2006-06-03T00:38:55.083-03:00</updated><title type='text'>início do livro "Amor sobre Tela" (inédito)</title><content type='html'>“...quero dizer outra coisa, quase inacessível: que a ‘alma’ (o meu eu-não-unhas) é a alma de um corpo que não existe. A alma talvez tenha empurrado o homem para além da sua evolução corporal, mas está cansada de empurrar e, agora, segue sozinha para a frente.                  Apenas dá dois passos e a alma se quebra, ai, porque o seu verdadeiro corpo não existe e a deixa cair, plaf. A infeliz volta para casa, etc., mas isto não é o que eu enfim.’’&lt;br /&gt;JULIO CORTÁZAR,  O Jogo da Amarelinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;DEPOIS DO FIM, HÁ A DÚVIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Depois que as histórias de amor acabam é que os envolvidos passam a perceber a validade de cada detalhe, a importância de cada palavra não-dita, de cada angústia emudecida pela dúvida do desagrado, do inoportuno ante as dificuldades de se manter uma história a dois. O par é sempre penoso de se formar e facílimo de se destruir. Quem não tiver sofrido uma história de amor, que atire a primeira pedra e quebre este espelho narrealtivo  amoroso em milhares de cacos. O lodo da discórdia, esta comandante tirana, apartando um casal para cantos opostos do ringue. O gongo soando em cada grito ou gesto brusco. Poucos podem entender sem viver uma briga de e por amor. E quem já viveu, sabe do que estou falando. Após o fim decretado ou o finalmente realizado, apenas o silêncio é o cozinheiro mexendo levemente na panela de ferro esperando aquela fervura toda se dissipar e o resultado ser um caldo pessoal de solidão e de consolo nos amigos e parentes. Cada um consigo e só sós conseguem. As palavras durante o embate ficam desconfortáveis na balança do pensamento, preferem se espatifar no ouvido alheio, numa erupção dedicada aos pontos fracos do outro.&lt;br /&gt;       Olivares e Vera, o que vocês fizeram com a vida de vocês? Poderiam me dizer. Sou aquele narrador insistente, que me envolvo com a história a ponto de estar umedecendo os teclados deste computador, ao chorar por saber de tudo o que se passou com esta dupla, sensibilizado porque na minha vitrola há um Kitaro insistente. Gostaria de contar a bela estória de amor jamais vista (clichezão, hein!). Temo que não será  nada disso, mas não se iludam. Qualquer história humana é bela. Vou tentar convencer-vos disso. Não custa tentar. Podia estar numa poltrona estofada, comendo uma pipoca, amendoim, pizza, chocolate ou torrada, vendo um DVD, mas aceitei este desafio. Venham que voz conduzirei:&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;      Olivares acorda só, com ondas caudalosas lhe irrigando as panturrilhas na praia de Garopaba, em Santa Catarina. A madrugada está em seu meio.  A lua é luxo de luz na arena  da orla. As suas mãos são dois escorpiões à procurar de um outro corpo que ali deveria estar. A sombra das mãos remetendo à imagem de uma pomba. Vera voara? Há poucas horas estavam em um luau particular. A marca daquele corpo na areia fofa era a única presença agora. Levantou-se de pronto. Sentiu-se tonto. Em pé, esfregou os olhos com força e nada à vista. Audiu um grito. Mesmo cambaleante, correu até o local do brado e viu um homem de cabelos grisalhos com um rabo de cavalo mediano, camisa floreada para fora da cintura e calça branca tentar estuprar uma mulher. Primeiro alívio: não era Vera. Juntou a força com a coragem etilizada e gritou muito, dizendo que iria matar o desgraçado, que  fugiu. Luzes às casas. Curiosidade. Olivares correu na direção da mulher, alertando que veio ajudá-la, antes que ela voltasse a exalar medo. Olivares andante, o grisalho em fuga e a mulher em schizo  e logo em allegreto. Perguntou se ela estava bem.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;   - Sim, não se pode confiar em mais ninguém nesse mundo. Nós ficamos juntos esta noite e bebemos umas caipirinhas, mas ele insistiu em transar comigo e começou a ficar pegajoso. &lt;br /&gt;- O que são caipirinhas? – perguntou Olivares, que era português de Coimbra até os ossos, com infindáveis dúvidas vocabulares na transposição de Oceano Atlântico.&lt;br /&gt;- São as bebidas em que misturamos cachaça com limão e açúcar, juntando tudo com uma colher de pau ou pilão.&lt;br /&gt;- Ora essa! Parece-me interessante.&lt;br /&gt;- Pode ter certeza.&lt;br /&gt;- Não me fiz apresentar. Sou Olivares. Sou de Portugal, deves ter “prcebido pelo sutaque” .&lt;br /&gt;- Meu nome é Catharina, com mesmo th  que na língua inglesa provoca aquele chiado de língua incisiva entre os dentes, Caffferina – disse para aguçá-lo - Que raro. Estamos cheios de turistas aqui em Santa Catarina, mas portugueses não são tão comuns. Temos forte influência açoriana aqui neste Estado – complementou.       &lt;br /&gt;- Queres que eu te leve até algum lugar? Ele não te machucou? – emendava questões.&lt;br /&gt;- Não, tudo bem. Meu carro está aqui perto. Foi só o susto. &lt;br /&gt;     Os interlocutores recentes foram caminhando juntos, descompassados, e chegaram até o carro da rapariga. Ela pegou a chave na bolsa, desarmou o alarme e antes de entrar no carro fez menção de despedir de Olivares, agradecer por sua bravura e gesto de segurança. Porém, ele alheou-se ao ver a marca funda de pneus na areia, onde estava estacionado há pouquinho – na sua noção agora distorcida de tempo e espaço - o carro que locaram em Porto Alegre há duas semanas. O Ford Ka já fôra. Com ele viajavam também os sonhos da vida em par, daquela que seria uma noite ímpar, 1, 2, 3 e já, como na aposta de criança.  &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;    A mulher salva não foi seu alvo. Sequer reparou nos cabelos curtos de Catharina, cortados rente. A nuca à mostra com uma tatuagem de São Jorge estilizado. Linda,  pelo menos para este narrador que vos fala. O corpo, uma taça de champanhe transbordante. Olivares ao seu lado, desolado.  &lt;br /&gt;- Bom, acho que vou ficando por aqui, o meu carro está mais adiante – inventou desculpa.&lt;br /&gt;- Que é isso, eu te levo até lá. Se não te importares. Apesar do choque, estou bem. Você é um homem diferente.&lt;br /&gt;- Como? – ele pediu para que ela repetisse, se amparando na incompreensão entre língua mãe e filha, a ganhar tempo e pensar no que realmente faria nos próximos infinitos minutos. Tinha que chegar rápido à pousada em que estavam hospedados. &lt;br /&gt;   Aceitou a carona. Era madrugada de quinta para sexta-feira, naquela semana em que poucos trabalham no Brasil, situada entre o Natal e o Ano Novo, no final do ano de 1999. Era o término de milênio, o de mentirinha, quando os calendários do turismo transpassaram o da razão, que tudo se passara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-114930593507375887?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/114930593507375887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=114930593507375887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114930593507375887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114930593507375887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/06/incio-do-livro-amor-sobre-tela-indito.html' title='início do livro &quot;Amor sobre Tela&quot; (inédito)'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29189929.post-114930391161037467</id><published>2006-06-03T00:04:00.000-03:00</published><updated>2006-06-03T00:05:11.623-03:00</updated><title type='text'>O cargo de serial killer não remunera bem</title><content type='html'>Estavam lá todos eles. Riam, falavam alto, discutiam não sei o quê, mas também não me interessava. Comiam massa à bolognesa ou a guisadigno. Só havia aquela história a martelar a minha cabeça. Era uma onda de crimes em série numa descrição maestrina de Truman Capote, o precursor do jornalismo literário, o new journalism. Caixões Entalhados à Mão. Lembram de A Sangue Frio. Os crimes em série. Muitas perguntas sem resposta. Uma estava pulsando agora. O que seria o fator motivador de uma pessoa até o momento de começar a cometer crimes em série?&lt;br /&gt;    A psicopatia e a premeditação eram estados de consciência bem estranhos para minha persona. Neste exato momento, eu não cometeria um crime, em hipótese alguma, nem por legítima defesa, mas o que dizer do futuro. De um acesso de fúria. Uma noite mal-dormida, seguida de sapos engolidos durante o trabalho. Como eu engendraria este tipo de crimes. Seriam com bilhetes, pois o texto é a minha morada. Enigmas ou charadas. Fitas com letras de tango ou apenas o instrumental do jazz ou clássico. Imagine uma pessoa que será assassinada, recebendo um Ipod com músicas do Charlie Parker ou de Richard Wagner, com um bilhete recheado de citações de Edgar Allan Poe, Julio Cortazar ou Jorge Luis Borges. Seria no mínimo hilário. O detetive aquele dos filmes, vivido por Bruce Willis ou Denzel Washington iria contratar um crítico literário e um músico para juntar as peças do quebra-cabeça.&lt;br /&gt;     Depois, eu teria que fazer a lista de quem eu mataria, nos meus dias como psicopata. Bom, acho que o Neto, comentarista de tevê e ex-jogador do Corinthians e do Palmeiras. Tem também o Diogo Mainardi, que é tão odiado, que poucos desconfiariam de mim. Aumentaria as chahces do meu álibi dar certo. Estava no cinema vendo um filme argentino do Juan Jose Campanella ou do Fernando Solanas. No rádio, quem sabe poderia dar um fim no Paulo Sant´anna. Claro, o motivo é que ele é gremista, mas isto por si só seria muito pouco. Eu deixaria ele de fora. Os não conhecidos também engordariam a lista, mas como são ignorados não valeria a pena cita-los agora. Eu não tenho inimigos, a menos que eu conheça. Tenho algumas ex-mulheres, mas não as quereria matar.&lt;br /&gt;     Muito bem, mas acho que depois deste texto começo a chegar a conclusão de que o cargo de serial killer não remunera bem e não tem lá muita graça, apesar da engenhosidade dos enigmas com Parker e Wagner. E além disso, tem também o quinto dos dez mandamentos, a tábua recebida por Moisés, que não é aquele zagueiro do Vasco e do Bangu, mas o profeta o que abriu o mar vermelho, que também não é a torcida do Inter. Não matarás. Então não matarei. Apenas colocarei um ponto final, pois estes meus apontamentos devem ter apenas uma página.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29189929-114930391161037467?l=textostelona.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textostelona.blogspot.com/feeds/114930391161037467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29189929&amp;postID=114930391161037467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114930391161037467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29189929/posts/default/114930391161037467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textostelona.blogspot.com/2006/06/o-cargo-de-serial-killer-no-remunera.html' title='O cargo de serial killer não remunera bem'/><author><name>Luiz Gonzaga Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12986842334882640508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_iLwx58sUk1E/S9fOE-7j4OI/AAAAAAAAAM8/tLfdtybrOOk/S220/LuizGonzagaLopes-Claiton+Dornelles+(3).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
